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Vacina para cachorro: quando o filhote pode tomar, quais as primeiras doses... Tudo sobre a prevenção!

Veja como a vacinação em dia é essencial para a saúde do seu cachorro
Veja como a vacinação em dia é essencial para a saúde do seu cachorro

Assim que adotamos ou compramos um filhote de cachorro - ou até mesmo um animal mais velho -, precisamos saber o histórico de vacinas. Os pequeninos podem ainda não ter recebido a primeira vacina do cachorro. Já os maiores podem ter tomado algumas doses. “A partir dos 45 dias de vida, após a vermifugação, os filhotes de cães devem ser vacinados. Normalmente são feitas a Óctupla ou Déctupla Canina”, explica a veterinária Jackeline Moraes Ribeiro, do Rio de Janeiro.

Seja qual for o caso do seu pet, é importante iniciar a vacinação do cachorro assim que possível, dar as doses seguintes ou o reforço e tomar o máximo de cuidado com as datas indicadas pelo veterinário. Muitos donos não sabem mas, apesar de não ser muito grave, tem problema - sim - em atrasar a vacina do cachorro.

Diversas doenças graves e que podem causar a morte do seu cachorro podem ser evitadas seguindo o cronograma de profilaxia correto. Os exemplos mais comuns são as vacinas de cinomose e de raiva. Vacina de Leishmaniose, apesar de não ser muito comum, também pode ser dada ao seu cachorro caso seja indicada pelo veterinário.

Assim como acontece com os bebês, os cachorros recebem uma carteira de vacinação para controle do veterinário e dos próprios donos. Abaixo, a veterinária também vai esclarecer algumas dúvidas sobre os principais tipos de vacina e para que servem, o que previnem, quais os riscos de não vacinar o cachorro, etc.

Patas da Casa: Qual é a primeira vacina do cachorro?

Jackeline: A partir dos 45 dias de vida, após a vermifugação, os filhotes de cães devem receber as primeiras vacinas. Normalmente são feitas a Óctupla ou Déctupla Canina. No período de 21 a 30 dias após é feita a segunda dose da mesma e 21 a 30 dias após a segunda dose é feita a terceira dose de reforço. Com 4 meses é feita a vacina contra Raiva.

Um ano após a fase inicial das vacinas, quando animal já completou um ano de idade, iniciando assim a fase adulta, é importante que as vacinas sejam feitas anualmente. Sempre uma dose da vacina Óctupla ou Déctupla Canina e uma dose da vacina contra Raiva.

PC: Quais doenças as vacinas para cães previnem?

Jackeline: A Óctupla Canina previne o cão contra 8 doenças: Cinomose, Parvovirose, Leptospirose (2 subtipos: Leptospira canicola e Leptospira icterohaemorrhagiae), Hepatite infecciosa, Coronavírus, Parainfluenza e adenovírus tipo 2.

Déctupla Canina previne Cinomose, Parvovirose, Coronavirose, Hepatite Infecciosa Canina, Adenovirose, Parainfluenza Canina, Leptospirose 4 subtipos: Leptospira canicola, Leptospira icterohaemorrhagiae, Leptospira grippotyphosa e Leptospira pomona, que não são muito comuns no Brasil.

Já a Raiva é uma das doenças mais conhecidas e, como não tem cura, a vacinação é extremamente importante. É uma doença viral aguda que acomete os mamíferos, inclusive o homem, caracterizando-se por uma encefalite progressiva. É de extrema importância devido sua letalidade é de contaminação dentro do ciclo urbano, sendo uma zoonose. Alterações de comportamento, falta de apetite, incômodo com luz forte e automutilação são alguns sintomas mais comuns. Além de ser transmissível para o ser humano, ela pode levar seu animal a ser sacrificado. A primeira dose é dada a partir dos 4 meses e deve ser reforçada anualmente.

PC: A cinomose também é uma doença que gera muitas dúvidas. Pode nos falar um pouco sobre ela?

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    Jackeline: a cinomose é uma doença infectocontagiosa, que afeta só os cães entre os animais domésticos e os canídeos silvestres. É causada pelo vírus Cinegaglia Lentz  ou Corpúsculo de Lentz que sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio, e menos de um mês em local quente e úmido; muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns. Não tem predisposição entre sexo, raça, idade, nem época do ano. É mais comum em animais jovens, mas os idosos também podem ser infectados caso não sejam vacinados. A  principal fonte de infecção e transmissão é a direta, por secreções do nariz e boca de animais infectados, tosse e espirros. 

    A contaminação também pode acontecer pela água, alimentos e objetos contaminados por secreções de cães doentes. Após o animal ser infectado, ocorre o período de incubação do vírus - período em que o vírus entra no corpo e o corpo começa a manifestar os sintomas da doença - que pode durar entre 3 a 6 dias , ou até 15 dias. O cachorro pode apresentar febre de até 41ºC, perder o apetite, apresentar corrimento ocular e nasal, conjuntivites, dificuldade respiratória e pneumonia. Também pode haver sintomas digestivos, como diarréia e vômito, ou neurológicos como convulsões, ataxia, paralisia de posteriores, etc. 

    É uma doença de difícil tratamento, dependendo quase exclusivamente do cão, e de sua capacidade de ter uma resposta imunológica que consiga derrotar o vírus. Nós, veterinários, podemos ajudar receitando medicamentos que eliminem os sintomas e aumentem a imunidade do cachorro para superar o vírus. 

    A evolução da doença é imprevisível e não podemos garantir que o animal sobreviva. O quadro da doença depende do sistema imune do cão e da resposta às medicações. A melhor solução é a prevenção, vacinando o animal corretamente, uma vez ao ano. Lembro que não é aconselhável vacinar um animal suspeito de ter a doença. Nesses casos, a vacina pode baixar a imunidade do animal e ele vir a desenvolver a doença. 

    PC: Existem vacinas que não são obrigatórias como a de Leishmaniose, Giardíase e Traqueobronquite infecciosa Canina. Como elas podem ajudar na saúde do cão? 

    Jackeline: Sim, existem a vacina contra Leishmaniose, Giardíase e Traqueobronquite infecciosa Canina. A giardíase é uma doença causada pelo protozoário Giardia lamblia, é uma doença entérica que acomete animais domésticos, silvestres e humanos sendo considerada uma zoonose. Os animais são infectados através da ingestão de cistos de Giardia, eliminados pelas fezes de animais que apresentam o protozoário, e que contaminam o ambiente, a água e alimentos. Estes cistos são resistentes no ambiente e a maioria dos desinfetantes, fazendo com que estabeleça uma alta taxa de reinfecção. 

    A infecção por Giardia é oriunda dos grandes centros urbanos e apresenta altos índices de contaminação em todo o mundo. Pode causar sinais clínicos desde moderado a severo em animais imunossuprimidos, jovens e desnutridos. Pode também se apresentar de forma assintomática em animais adultos, o que acaba sendo perigoso para os outros animais que moram no mesmo ambiente. 

    A traqueobronquite infecciosa Canina, também é conhecida como tosse dos cachorros. Esta é uma doença sazonal que ocorre com mais frequência nos meses frios e secos, mas pode afetar os cães durante o ano inteiro. A transmissão mais comum é através do contato direto entre os cães, seja pelo ar ou pelas secreções respiratórias. Também pode acontecer através do contato indireto, como permanecendo nos mesmos locais que animais infectados. Filhotes e animais com baixa imunidade têm maior predisposição para contrair a doença. A aglomeração de cães em contato direto e sem vacinação também é um risco para contrair a doença.

    Já a Leishmaniose é transmitida através do mosquito palha e o tipo mais comum é a leishmaniose cutânea. Os sintomas mais comuns são lesões nodulares, ulceradas e com crostas que podem atingir que podem ser no nariz, orelhas, pálpebras além de causar queda de pelos. Para o diagnóstico correto, é preciso realizar uma biópsia das lesões ou do fígado e/ou sorologia. A vacinação é muito importante porque o tratamento elimina os sinais clínicos, mas não cura a doença e o cachorro pode continuar como portador do parasita.  

     Vacina de Dirofilariose (ou verme do coração)

    O Patas da Casa lembra que também existe vacina para prevenir o verme do coração. Uma doença grave e, que se não for tratada a tempo, pode causar a morte do seu cachorro. É mais comum em cidades litorâneas e durante as épocas mais quentes do ano. Os sintomas são identificados conforme a doença avança e os mais comuns são: 

    •  Tosse crônica;
    • Apatia;

    • Fraqueza;

    • Respiração acelerada e curta;

    • Perda de peso.

    Como é uma doença transmitida através do mosquito, a prevenção, além da vacina, pode ser feita com o uso de repelentes específicos e até mesmo com remédios e coleira antipulgas. 

     PC: Tem problema atrasar a vacina do cachorro?

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    Jackeline: Atrasar a vacina é, sim, um problema. A imunização completa deve ser sempre dentro do período recomendado, já que o atraso deixa o animal exposto e suscetível a contrair vírus e bactérias. Se por algum motivo atrasou, assim que puder, regularize essa vacinação. A prevenção é sempre fundamental e, se for possível, sempre tente vaciná-los na data correta.

    Vacina para cachorros: preço e outros custos 

    A vacinação de cachorro é um ato de amor ao seu animal por prevenir inúmeras doenças graves e fatais. Além disso, é um investimento já que os custos do tratamento podem ser bem mais altos do que os da vacinação. 

    As vacinas para cachorro custam a partir de R$60 a antirrábica e podem chegar a custar R$120 a V8, por exemplo. A diferença de preços acontece pelo tipo de vacina, região e custo de aplicação. 

    Para economizar, você pode procurar se na sua cidade existem mutirões de vacinação oferecidos pelos centros de zoonose ou pela Suipa. Dessa forma, você consegue vacinar gratuitamente seu animal contra raiva, por exemplo. 

     

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