Saúde

Obesidade canina: conheça mais sobre o problema de saúde

A obesidade canina é um problema sério que deve ser tratado com o veterinário: descubra mais sobre a condição aqui!
A obesidade canina é um problema sério que deve ser tratado com o veterinário: descubra mais sobre a condição aqui!

Muita gente acha que um cachorro gordo é fofo e bom de fazer carinho, mas assim como acontece com os humanos, o excesso de peso não é nada bom para o animal. Seja causada por uma alimentação não balanceada, por propensão genética ou alguma doença, a obesidade canina deve ser resolvida com a ajuda de um profissional que vai indicar o tratamento ideal de acordo com a situação específica do seu animal. Para esclarecer todas as dúvidas sobre causas, diagnóstico, tratamento e consequências de ter um cachorro obeso, nós conversamos com Gabriel Mora de Barros, médico veterinário e endocrinólogo do grupo Vet Popular. Dá uma olhada! 

Patas da Casa: Como a obesidade canina é diagnosticada? Levar apenas o peso do animal em consideração é suficiente?

Gabriel Mora de Barros: O diagnóstico da obesidade canina é feito por um médico veterinário que avalia o animal como um todo e mensura o grau de condição corporal na escala mundialmente conhecida como ECC (Escala de Condição Corpórea). Como animais apresentam diversos portes, o peso de um cachorro não é o suficiente para constatação de obesidade. Por exemplo, um cão da raça Pinscher de tamanho pequeno que pesa 5kg pode já apresentar um sobrepeso ou obesidade, enquanto um Dachshund (salsichinha) pode estar no peso ideal ou magro.

PC: Existem raças que são mais propensas à obesidade canina? Se sim, quais?

GMB: Algumas raças podem possuir propensão ao sobrepeso e à obesidade. Isso pode estar relacionado com a condição genética do animal ou com a deficiência de fatores que promovem saciedade. Exemplos dessas raças são: Labrador, Golden Retriever, Lhasa Apso, Maltês, Poodle, Pug, Shih Tzu e até mesmo os Sem Raça Definida. Além disso, mesmo que não tenha propensão genética para obesidade, um cachorro pode engordar se tiver restrição de espaço para se exercitar e queimar calorias em casa, se tiver tendência ao sedentarismo ou incapacidade métrica de exercícios aeróbicos.

PC: A obesidade canina tem probabilidade maior de acontecer em alguma faixa etária do animal?

GMB: Alguns cães já apresentam características clínicas de obesidade nos primeiros meses de vida. Por isso, é muito importante o acompanhamento com o médico veterinário para checar se há possibilidade do animal estar ingerindo uma maior quantidade de comida do que o ideal para aquele momento e, se positivo, melhorar a quantidade de ingesta (alimento) do cãozinho. Para nossa sorte, os animais em fase de crescimento podem conseguir melhorar a condição corporal na transição de filhote para adulto, mas de qualquer maneira, o acompanhamento seria sempre o mais indicado.

Já nos animais adultos, não existe necessariamente uma fase de maior probabilidade. Isso depende muito da rotina e do alimento do animal. Vale lembrar que hoje, a gordura visceral, ou seja, a gordura que fica dentro do abdômen, é a que mais preocupa os médicos veterinários. Quanto mais tempo o animal permanece obeso, maior a quantidade dessa gordura.

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    A obesidade canina pode surgir por propensão genética ou ter relação com alguma outra doença. É sempre importante observar os sinais!
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    PC: Qual é o tipo de alimentação que torna o desenvolvimento da obesidade mais propício?

    GMB: Para ficar mais claro e objetivo, o não acompanhamento alimentar com profissional qualificado é o que mais leva à obesidade canina. Nossos pets possuem tendência a comer cada vez mais e estamos perdendo o controle da quantidade necessária que é suficiente. Quando o animal come ração de boa qualidade, é comum percebermos que os tutores dizendo “eu dou ração livre/o quanto meu animal quiser, pois é uma ração super premium”. Esse pensamento é o que mais leva, a longo e médio prazo, esses cães à obesidade. Independentemente se o animal come ração super premium, comida caseira balanceada ou ração mais barata, a indicação para estimar a quantidade por dia sempre é dada pelo veterinário.

    PC: Além do aumento do peso, existem outros sintomas que indicam que o cachorro está obeso?

    GMB: Essa pergunta fica clara se compararmos o organismo dos nossos cães ao dos seres humanos. A obesidade não causa apenas alteração física. Algo visível, que comumente percebemos em cães obesos, é a euforia alimentar, cansaço fácil, dores nas articulações devido ao peso após exercícios físicos, “empacamento” na hora de caminhar na rua (há animais que ficam parados ou até mesmo deitam no chão para não precisarem caminhar), etc. Além disso, há sinais que não podemos ver a olho nu, que ficam alterados quando o animal é obeso, como aumento da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e respiratória, alteração de vasos sanguíneos, acúmulo de triglicérides e colesterol, propensão a doenças endócrinas como diabetes mellitus e hiperadrenocorticismo (doença das glândulas adrenais que liberam excessivamente o hormônio do estresse – cortisol), entre outros.

    PC: A obesidade canina pode ser causada por um problema comportamental ou psicológico do animal?

    GMB: Não necessariamente apenas o problema comportamental é suficiente para fazer o animal engordar. Mas as causas do distúrbio psicológico é que trazem as consequências. Por exemplo, um animal sob estresse pode apresentar excesso de fome (igual quando percebemos que aquele evento que nos causa pânico vai acontecer amanhã e saímos comendo tudo que vemos pela frente). Se os tutores colocam ração livre e preenche todas as vezes que o pote está vazio, o animal passa a comer livremente de duas a cinco vezes mais do que deveria por dia. Agora imaginem “5 potes” de comida a mais que ele está ingerindo, em um prazo longo de tempo. Certamente chegaremos a um padrão de sobrepeso evoluindo para obesidade.

    Além dessa compulsão alimentar mencionada, os animais domiciliados que ficam sozinhos por períodos que os incomodam, têm mais tendência a terem fatores de estresse (lambedura das patas, correr atrás do rabo, mudar comportamento – era dócil e virou bravo – pedir mais comida humana enquanto a família almoça ou janta etc). Portanto, se perceber que seu animal está apresentando estresses ou manias diferentes, tente entender o que está acontecendo, pois a compulsão alimentar já deve estar chegando, se já não estiver presente.

    Faça o acompanhamento da alimentação do seu cachorro com o veterinário
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    PC: Existe alguma doença que pode ter ligação com as causas da obesidade canina? 

    GMB: Sim. Doenças hormonais ou locomotoras, por exemplo, podem levar o animal a ter acúmulo de peso. Embora o contrário seja mais comum (animais gordinhos apresentam mais doenças crônicas do que os com peso ideal), um animal que iniciou alterações de tireoides (como o hipotireoidismo), por exemplo, pode apresentar queda na rotina de exercícios diários (a famosa preguiça) e, por consequência, maior tendência ao acúmulo de peso. As consultas com profissional qualificado (endocrinólogo veterinário) fará com que haja acompanhamento físico e médico ideal, dificultando o ganho de peso consequencial à doença.

    PC: Quais podem ser as consequências da obesidade para o cachorro?

    GMB: Os malefícios da obesidade são muitos! Existem aqueles que enxergamos na rotina do animal, como diminuição de interesse pela brincadeira ou exercício físico, cansaço mais fácil, dores nas articulações por precisarem segurar o peso ao longo do dia, ruptura de ligamentos por esforço, aumento da frequência respiratória etc. Também há aqueles que não conseguimos enxergar, como aumento da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos, entupimento de vasos, acidentes vasculares, problemas cardíacos, hepáticos, hormonais, intestinais e outros.

    PC: Como funciona o tratamento da obesidade canina?

    GMB: O tratamento mais eficaz é aquele que alia a ingesta (alimento) do animal e a queima calórica. Isso não é conseguido sempre quando conferimos a quantidade de ração ideal no rótulo do produto. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a obesidade é considerada uma doença, ou seja: quando estamos doentes precisamos buscar auxílio médico e com a obesidade canina não será diferente. O profissional qualificado para emagrecimento (endocrinólogo associado ao nutrólogo) indicará a quantidade de ingesta do animal por dia e a necessidade de queima calórica. Com exames laboratoriais em mãos, vai medicar para melhorar os resultados alterados (se for o caso), deixando o animal mais próximo da condição fisiológica normal canina, restabelecendo o organismo como um todo.

    Redação: Ariel Cristina Borges

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