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Saúde

Gato gripado: causas, tratamento e prevenção da rinotraqueíte felina

Atualizado · 06 de abril de 2022 · 11h50

Publicado · 06/04/2022 · 11h50

 A rinotraqueíte felina é uma doença altamente contagios causada por vírus
A rinotraqueíte felina é uma doença altamente contagios causada por vírus

A rinotraqueíte felina é uma espécie de gripe de gato. Causada por um vírus, o quadro pode deixar o animal com sintomas mais fracos ou intensos. Apesar de ser uma doença bastante comum entre os bichanos, é preciso de muito cuidado e atenção com o gatinho resfriado, já que o quadro pode se agravar caso os devidos cuidados e tratamentos não sejam seguidos. Por se tratar de uma doença viral, também é preciso ter mais cautela ainda quando se tem mais de um gatinho em casa para evitar que os outros também sejam contaminados. Reunimos tudo o que você precisa saber sobre o gato gripado a para entender o que é a doença e poder cuidar do gato resfriado ou tentar evitar que ele seja infectado.

O que é rinotraqueíte em gatos?

A rinotraqueíte felina é uma infecção respiratória do trato superior que acomete felinos domésticos. Junto com o calicivírus felino e agentes bacterianos, fazem parte do Complexo Respiratório Viral Felino uma doença infecciosa causada pelo Herpesvírus Felino 1 ou pelo Calicivírus Felino, apesar de o primeiro ser a principal causa da enfermidade. Assim como acontece com outros vírus da herpes, esse tipo é muito específico da espécie e só é conhecido por causar infecções tanto em gatos domésticos quanto em selvagens.

O gatinho é infectado por contato direto com partículas de vírus, que é disseminado na saliva e nas secreções dos olhos e nariz de um gato que seja um portador sintomático. Além disso, o contato direto com objetos infectados também pode transmitir a doença, como tigelas de comida, caixas de areia e brinquedos. Depois de infectado, o animal passa a ser portador do vírus por toda a vida, que pode ficar adormecido e voltar a causar sintomas em períodos de estresse e queda de imunidade. Em filhotes muito pequenos, idosos e gatos portadores de doenças crônicas ou imunossupressoras, como FIV e FELV, a enfermidade pode se desenvolver de forma grave e até ser fatal.

Rinotraqueíte felina: sintomas são parecidos com aqueles que caracterizam a gripe humana

Os sintomas da rinotraqueíte felina são semelhantes aos da gripe em humanos e a gravidade dependerá da situação do sistema imunológico do gatinho infectado. Gatos filhotes e idosos - e aqueles que têm outras condições - normalmente são mais frágeis e provavelmente terão sintomas mais fortes e graves. O início da rinotraqueíte viral felina é marcado por:

  • gato com febre
  • espirros frequentes
  • olhos inflamados (conjuntivite)
  • inflamação do revestimento do nariz (rinite)
  • salivação excessiva

A febre pode chegar a 40,5°C, mas diminui e depois pode ficar indo e vindo. Inicialmente, a doença causa uma secreção clara no nariz e nos olhos do gato, mas pode aumentar em quantidade e passar a conter muco esverdeado ou amarelado e pus. Neste ponto, a depressão e a perda de apetite tornam-se evidentes no gatinho, que passa a ter um comportamento apático. Gatos severamente afetados podem desenvolver inflamação da boca com feridas, e a inflamação da córnea também ocorre em alguns gatos, podendo provocar úlceras na região. Outros sinais da doença são: perda de olfato, linfonodos aumentados e dificuldade em respirar.

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    O calicivírus felino afeta mais frequentemente os tecidos da boca e dos pulmões. Existem muitas cepas relacionadas ao calicivírus felino. Algumas cepas causam feridas na boca, enquanto outras produzem acúmulo de líquido nos pulmões (edema pulmonar) e pneumonia felina. Muitas vezes é impossível distinguir a rinotraqueíte viral felina por herpesvírus da infecção por calicivírus felino. 

    Quando doente, o gatinho tende a ficar muito debilitado, só quer dormir, não come direito, tosse e espirra muito. A falta de ar e febre já são sintomas que precisam de bastante atenção. Se você perceber que seu gato está com muita dificuldade para respirar ou respirando de boca aberta, é preciso levá-lo o mais rápido possível ao veterinário. Os sintomas podem persistir por 5 a 10 dias em casos mais leves e até 6 semanas em casos graves. Quando o gato não recebe o tratamento de imediato, a perda de peso pode ser grave. 

    Como é feito o diagnóstico da rinotraqueíte em gatos?

    O diagnóstico inicial do veterinário é baseado nos sintomas típicos da rinotraqueíte, descritos acima, e na análise do histórico de saúde do animal. Essas características podem ser difíceis de distinguir quando mais de uma infecção está presente. Um diagnóstico definitivo é baseado no isolamento e identificação do vírus por meio de exames laboratoriais e do exame feito por meio da técnica de PCR, que é utilizada para detectar o DNA do agente causador do quadro sintomático em amostras das mucosas orais e nasais, narinas ou secreção ocular. No entanto, o diagnóstico da rinotraqueíte viral felina pode ser difícil porque o vírus é eliminado apenas periodicamente e porque mesmo gatos sem sintomas podem apresentar a presença do vírus.

    Como prevenir a rinotraqueíte em gatos?

    A principal forma de prevenção contra a rinotraqueíte é a vacinação do gato. As vacinas contra o herpesvírus e calicivírus fazem parte do esquema vacinal recomendado para todos os filhotes de gato a partir dos 45 dias de vida. As vacinas que previnem a doença são a V3 e a V4, conhecidas como vacinas polivalentes. Elas são obrigatórias no protocolo de vacinação. Mas é importante destacar que a finalidade da vacina é evitar complicações clínicas da doença, ela reduz as chances de contaminação pelos vírus e desenvolvimento da doença, mas não impede que o gato seja infectado.

    Além das vacinas anuais, uma das maneiras de evitar a rinotraqueíte é evitar o contato do seu gato com outros felinos infectados, impedindo que ele tenha acesso à rua. Outra forma de prevenir a doença é manter a imunidade do seu gato sempre alta. Para isso, é importante oferecer uma  alimentação balanceada, rica em nutrientes e vitaminas, para que seu felino mantenha a imunidade alta. Você também pode administrar suplementos vitamínicos e minerais para suplementar a nutrição do bichinho, principalmente se ele for portador de alguma doença, mas sempre com a recomendação de um veterinário.  A hidratação é outro fator crucial para manter a imunidade do animal, por isso, invista em fontes de água para gatos pela casa, para incentivar o bichano a se hidratar sempre.

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    Rinotraqueíte felina: tratamento foca em cuidar dos sintomas da doença

    O tratamento da rinotraqueíte felina costuma ser direcionado aos sintomas da doença, mas os antibióticos de amplo espectro também são úteis se o gatinho também estiver com infecções bacterianas secundárias. Os anti-histamínicos podem ser prescritos no início da doença para aliviar a congestão nasal e ocular.. O tratamento com nebulização ou gotas nasais salinas pode ser recomendado para fazer a lavagem nasal e ajudar a remover secreções secas e espessas. Pomadas oculares contendo antibióticos também podem ser prescritas para prevenir a irritação da córnea, que é causada por secreções secas do olho.

     Se o animal apresentar úlceras na córnea, o veterinário deve receitar antibióticos oculares para tratar as lesões. Se seu gatinho estiver com muita dificuldade em respirar, pode ser preciso colocá-lo no oxigênio para melhorar a respiração. A depender do quadro de saúde do peludo, às vezes é preciso deixá-lo internado na clínica para que receba todo o cuidado e assistência que necessita. Porém, na maioria das vezes, o cuidado feito em casa, indicado pelo veterinário, já é suficiente.

    Como cuidar do gato gripado em casa?

    O tratamento caseiro para rinotraqueíte é, basicamente, seguir todas as orientações dadas pelo veterinário. Porém, existem algumas coisas que você pode fazer para auxiliar na recuperação do seu gatinho. 

    Fazer o gato beber mais água! Manter o pet hidratado com mais frequência é essencial no tratamento, pois a falta de líquidos no organismo pode piorar o quadro. O soro caseiro também é uma solução: o modo de preparo é bem simples, basta misturar 1 litro de água mineral, 1 colher de café de sal, 1/2 colher de café de bicarbonato de sódio, 3 colheres de sopa de açúcar e suco de 1/2 limão espremido. Lembre-se de oferecer o soro caseiro em pequenas doses para o seu gato. Se ele não quiser beber naturalmente do seu potinho, você pode utilizar uma seringa para administrar o soro diretamente na boca. 

    Garanta que o gatinho está se alimentando bem! Fique de olho no apetite do animal para que ele receba todos os nutrientes essenciais. Se você perceber que o gatinho não está querendo comer a ração seca, tente oferecer opções mais atrativas como sachês e patês. Caso ele não coma voluntariamente, você pode administrar a comida em uma seringa e garantir que o bichano se alimente. Em casos extremos, onde o felino não bebe água ou se alimenta de forma alguma, é preciso levá-lo ao veterinário com urgência.

    Mantenha o seu gato aquecido! Também é muito importante que você mantenha seu pet aquecido com roupas para gatos ou cobertores nos quais ele possa se enroscar e dormir quentinho. No mais, deixe que o bichinho descanse bem para recuperar suas energias e limpe bem o nariz e olhos dele com soro para evitar que o corrimento seque e cause incômodo.

    Redação: Fernanda Orrico

    Edição: Luana Lopes

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