Cachorro

Como posso reduzir a queda de pelo do meu cachorro?

Publicado - 06 Janeiro 2026 - 13h45

Atualizado - 06 Janeiro 2026 - 13h53

Foto da Camila Carneiro - Médica Veterinária

Camila Carneiro / Médica Veterinária

CRMV-SP: 32.939

Médica Veterinária formada pela Universidade de Guarulhos(UNG). 11 anos de experiência na área comercial veterinária, com foco em medicamentos e alimentação animal. Atualmente trabalha na Nestlé Purina como representante de Informação Veterinária(RIV)

Foto de Adriana Douglas - Redatora

Adriana Douglas / Redatora

Jornalista formada desde 2010 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, sou especialista na cobertura de temas diversos, que vão de saúde a estilo de vida, passando pelo universo pet em muitas ocasiões. Os animais, inclusive, são uma das minhas grandes paixões na vida, sendo que um sonho meu é abrir um santuário de animais junto com meu irmão veterinário, onde eu possa cuidar e dar muito carinho a todo tipo de bicho.

Sou uma gateira assumida: meu primeiro gatinho, Nano, chegou em casa quando eu tinha uns 5 anos de idade. Ele foi um gato cheio de personalidade, todo branco, de olhos amarelos, que viveu quase 18 anos. Depois, vieram outros três: Neno (“sialata” muito amoroso e bonzinho), Nino (dengoso, mas meio nervosinho) e Nina (uma gata tricolor medrosa, que adora dormir dentro dos armários).

Em 2018, uma gatinha de rua resolveu “adotar” a família do meu marido e passou a morar com meus sogros. Chamada Tigrinha (por causa do seu pelo), ela é de longe a gata mais amorosa, mansa e dengosa que existe. Essa gatinha, que nasceu com o rabinho curto, teve duas ninhadas de gatinhos conosco. Dos 9 filhotes, acabei ficando com dois: Milk (um macho preto e branco rajado peludão) e Shake (uma fêmea tricolor com “luvinhas” brancas). São meus “Pururucos”, meus filhos mansinhos e dengosos.

Eu poderia passar horas falando sobre gatos e toda espécie de bicho (também já resgatei uma calopsita na rua, que virou pet do meu irmão). E é por isso mesmo que é uma grande satisfação ser colaboradora do Patas da Casa!

• Filme com animal preferido: “A Dama e o Vagabundo”
• Uma raça de cachorro: Labrador
• Uma raça de gato: Vira-lata
• A curiosidade favorita sobre cachorros: Os filhotes de cachorro normalmente choram porque sentem saudade da mãe e dos seus irmãos.
• A curiosidade favorita sobre gatos: Os gatos afofam as cobertas e os humanos por uma lembrança do que faziam quando filhotes durante a amamentação.
• Sobre o que mais gosta de escrever no universo pet: Raças de gatos e cachorros
• Um aprendizado: Os animais são excelentes companhias e parceiros fiéis para toda a vida!
• Nome de pet favorito: Meleca

A queda de pelo em cachorros faz parte do ciclo natural dos fios, porém, quando acontece em excesso, pode impactar diretamente a rotina da casa e a percepção de bem-estar do animal. Muitos pelos espalhados no chão, em móveis e nas roupas indicam que o organismo do pet está passando por um processo que merece atenção. Para ajudar os tutores a lidar com esse tipo de situação, o Patas da Casa conversou com a médica-veterinária Camila Carneiro que explica tudo sobre o assunto a seguir.

Quando a queda de pelo em cachorros é normal (e quando não é)

O ciclo natural de crescimento do pelo de cachorro possui fases de crescimento, repouso e queda. Segundo Camila, ele ocorre durante o ano todo e pode ser influenciado por alguns fatores, como raça, nutrição, saúde da pele e também pelas estações do ano e temperatura. Isso quer dizer que, na prática, todos os cães têm queda de pelos, mas a intensidade pode variar.

“Algumas raças como Pastor Alemão, Golden Retriever, Spitz Alemão e Husky Siberiano possuem pelagem dupla e soltam bastante pelos. Já os Labradores, Pugs e Beagles possuem pelo curto, mas uma renovação intensa. Outras raças apresentam queda mais discreta ao longo do ano”, explica a médica-veterinária.

Em cães saudáveis, a troca de pelos ocorre naturalmente, principalmente no outono e na primavera. Nesses períodos, é comum notar um aumento na quantidade de fios soltos pela casa. No entanto, quando a queda é intensa, contínua ou acompanhada de falhas no pelo, coceira excessiva, caspa, odor forte e alterações na pele, o quadro deixa de ser apenas fisiológico e precisa ser investigado.

“O pelo é uma barreira de proteção, então, quando a pele não está saudável, seja por desequilíbrios nutricionais, alergias, presença de parasitas, estresse ou alterações hormonais, o próprio organismo acelera a renovação dos fios e, consequentemente, aumenta a queda de pelos”, afirma Camila.

Alimentação equilibrada pode prevenir a queda de pelo em cachorros

Para prevenir e controlar a queda de pelo no cachorro, um dos primeiros passos é cuidar da alimentação. Afinal, uma dieta pobre em nutrientes reflete diretamente na qualidade da pelagem, tornando os fios fracos, opacos e mais propensos à queda.

Segundo Camila, rações premium e super premium são as melhores por oferecerem os nutrientes que dão suporte para uma pele íntegra e pelagem saudável. A dica é preferir fórmulas que tragam proteínas de alta qualidade, vitaminas, minerais essenciais e ômega 3 e 6.

Cachorro Corgi em sofá cheio de pelos espalhados
A queda de pelo excessiva pode ter relação com doenças, desequilíbrios nutricionais e até estresse

Em alguns casos, quando a dieta não supre todas as demandas do cachorro ou há doenças de pele ativas, a suplementação pode ser necessária. Nesses casos, porém, o uso de vitaminas e outros produtos só deve ser feito sob orientação e acompanhamento de um veterinário.

Escovação regular é um hábito simples que reduz pelos soltos

Além do cuidado com a alimentação, escovar os pelos do cachorro de forma regular é uma das formas mais eficazes de controlar a queda. Esse hábito simples remove os fios mortos antes que se espalhem pela casa e ainda estimula a circulação sanguínea na pele, o que favorece a saúde da pelagem.

A frequência ideal de escovação varia conforme o tipo de pelagem:

  • Cachorros de pelo curto: 1 a 2 vezes por semana
  • Cachorros de pelo médio ou longo: 3 a 5 vezes por semana
  • Raças com subpelo denso: escovação quase diária em períodos de troca

Banhos na medida certa ajudam a controlar a queda de pelo

Manter a higiene do cachorro é outro fator que contribui para a saúde da pele, mas banhos em excesso podem ter o efeito contrário. O uso exagerado de shampoos remove a oleosidade natural da pele, causando ressecamento e aumento da queda de pelos.

O ideal, segundo Camila Carneiro, é utilizar produtos específicos para cães, com formulações suaves, e respeitar o intervalo recomendado para a raça e estilo de vida do animal.

Estresse e rotina desequilibrada influenciam a queda de pelo

O estresse é um fator frequentemente subestimado quando se fala em queda de pelo em cachorros. No entanto, mudanças no ambiente, falta de estímulos, solidão prolongada e ansiedade podem desencadear ou agravar o problema. Ao apostar em passeios regulares, brincadeiras, enriquecimento ambiental e uma rotina previsível, é possível reduzir o estresse canino e, consequentemente, a queda excessiva de pelos.

Por fim, é importante reforçar que sempre que a queda de pelo foge do padrão habitual ou vem acompanhada de outros sintomas (físicos e comportamentais), a avaliação veterinária é indispensável. O diagnóstico correto de eventuais problemas de saúde permite tratar a causa do problema e evitar a progressão do quadro.

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