Cachorro

Comportamento destrutivo em cães: como fazer o cachorro parar de destruir as coisas

Publicado - 06 Janeiro 2026 - 14h08

Atualizado - 06 Janeiro 2026 - 14h14

Foto de Adriana Douglas - Redatora

Adriana Douglas / Redatora

Jornalista formada desde 2010 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, sou especialista na cobertura de temas diversos, que vão de saúde a estilo de vida, passando pelo universo pet em muitas ocasiões. Os animais, inclusive, são uma das minhas grandes paixões na vida, sendo que um sonho meu é abrir um santuário de animais junto com meu irmão veterinário, onde eu possa cuidar e dar muito carinho a todo tipo de bicho.

Sou uma gateira assumida: meu primeiro gatinho, Nano, chegou em casa quando eu tinha uns 5 anos de idade. Ele foi um gato cheio de personalidade, todo branco, de olhos amarelos, que viveu quase 18 anos. Depois, vieram outros três: Neno (“sialata” muito amoroso e bonzinho), Nino (dengoso, mas meio nervosinho) e Nina (uma gata tricolor medrosa, que adora dormir dentro dos armários).

Em 2018, uma gatinha de rua resolveu “adotar” a família do meu marido e passou a morar com meus sogros. Chamada Tigrinha (por causa do seu pelo), ela é de longe a gata mais amorosa, mansa e dengosa que existe. Essa gatinha, que nasceu com o rabinho curto, teve duas ninhadas de gatinhos conosco. Dos 9 filhotes, acabei ficando com dois: Milk (um macho preto e branco rajado peludão) e Shake (uma fêmea tricolor com “luvinhas” brancas). São meus “Pururucos”, meus filhos mansinhos e dengosos.

Eu poderia passar horas falando sobre gatos e toda espécie de bicho (também já resgatei uma calopsita na rua, que virou pet do meu irmão). E é por isso mesmo que é uma grande satisfação ser colaboradora do Patas da Casa!

• Filme com animal preferido: “A Dama e o Vagabundo”
• Uma raça de cachorro: Labrador
• Uma raça de gato: Vira-lata
• A curiosidade favorita sobre cachorros: Os filhotes de cachorro normalmente choram porque sentem saudade da mãe e dos seus irmãos.
• A curiosidade favorita sobre gatos: Os gatos afofam as cobertas e os humanos por uma lembrança do que faziam quando filhotes durante a amamentação.
• Sobre o que mais gosta de escrever no universo pet: Raças de gatos e cachorros
• Um aprendizado: Os animais são excelentes companhias e parceiros fiéis para toda a vida!
• Nome de pet favorito: Meleca

O comportamento destrutivo em cães é mais comum do que parece e, na maioria dos casos, está longe de ser “malcriação”. Roer móveis, rasgar almofadas, destruir objetos da casa ou cavar o quintal são atitudes que costumam ter relação com emoções, necessidades não atendidas e até com a fase de vida do animal.

A questão é que quando esse tipo de comportamento se repete, ele se torna um sinal claro de que algo precisa ser ajustado na rotina do cachorro. Por isso, entender o que está por trás de um cachorro destruidor é o primeiro passo para corrigi-lo sem traumas e melhorar a convivência no dia a dia.

O que é considerado um comportamento destrutivo em cães

Em geral, o comportamento destrutivo em cães envolve episódios repetidos de destruir objetos, móveis, portas, roupas ou outros itens da casa. Esse tipo de atitude costuma surgir quando o cachorro tenta aliviar frustrações, gastar energia acumulada ou lidar com situações de ansiedade e estresse.

Normalmente, os filhotes tendem a ser mais destrutivos por estarem explorando e conhecendo o mundo ao seu redor, além de terem bastante energia para gastar. No entanto, cães adultos também podem apresentar esse comportamento, especialmente quando há mudanças na rotina.

Principais causas do comportamento destrutivo canino

Nem sempre é fácil identificar a origem do problema, mas isso é importante para definir a melhor estratégia de correção. Entre as causas mais comuns do comportamento destrutivo em cães estão:

Falta de exercício físico e mental: cães com energia acumulada costumam buscar formas de extravasar e a destruição de objetos acaba sendo uma saída. Passeios curtos ou pouco frequentes e ausência de estímulos mentais favorecem esse comportamento.

Ansiedade de separação: a ansiedade de separação é uma das principais razões para a destruição dentro de casa. O cachorro pode roer móveis, portas e objetos pessoais quando fica sozinho como uma resposta ao estresse emocional.

Tédio e rotina pouco estimulante: ambientes previsíveis, sem novidades ou desafios, aumentam o tédio canino. Nesse contexto, a destruição surge como uma forma de entretenimento e estímulo sensorial.

Dentição e fase de crescimento: em filhotes, o hábito de roer e destruir objetos está frequentemente ligado ao nascimento dos dentes. Nessa fase, a mastigação ajuda a aliviar o desconforto na gengiva.

Falta de limites claros: a ausência de regras consistentes no dia a dia do cão dificulta o entendimento do que pode ou não ser feito. Com o tempo, o cachorro passa a repetir comportamentos inadequados por não associá-los a consequências.

Cachorro Golden Retriever comendo chinelo azul
Embora seja mais comum em filhotes, cães adultos também podem apresentar comportamento destrutivo

Como fazer o cachorro parar de destruir as coisas

Na maioria das situações, o comportamento destrutivo em cães é reversível com ajustes simples no dia a dia que atendem às necessidades do pet e promovem o bem-estar canino. Porém, todo tutor precisa ter em mente que esse processo exige constância e paciência. Algumas estratégias que ajudam no controle do problema são:

Estimular exercícios diários

Atividades físicas regulares ajudam a reduzir o excesso de energia no cão. Caminhadas, brincadeiras ao ar livre e jogos interativos contribuem para um animal mais equilibrado e menos propenso à destruição.

Apostar em enriquecimento ambiental

A oferta de brinquedos interativos, mordedores e atividades que estimulam o raciocínio mantém o cachorro ocupado e mentalmente ativo. Quanto mais opções de enriquecimento ambiental o cão tiver, menor será a sensação de tédio e a necessidade de destruir objetos da casa.

Criar uma rotina previsível

Horários definidos para alimentação, passeios, brincadeiras e descanso aumentam a sensação de segurança. Uma rotina estruturada (e não monótona) diminui a ansiedade e melhora o comportamento geral do cachorro.

Redirecionar o comportamento inadequado

Quando o cachorro tenta destruir algo impróprio, a orientação correta é redirecionar a atenção para um objeto permitido, como um brinquedo ou mordedor. Com o tempo, o animal aprende o que é aceitável mastigar.

Evitar punições físicas ou gritos

Punições severas não resolvem o problema e podem aumentar o medo e a ansiedade, agravando esse problema comum de comportamento canino. A educação deve ser baseada sempre em reforço positivo e consistência.

Quando procurar ajuda profissional

Se o comportamento destrutivo persistir mesmo após todas essas mudanças na rotina, a orientação de um adestrador ou médico-veterinário comportamentalista pode ser necessária. Em alguns casos, o problema está associado a transtornos de ansiedade que exigem acompanhamento especializado.

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