Gato

Anatomia felina: tudo sobre a respiração do gato, funcionamento do sistema respiratório, gripe em gatos e mais

Publicado - 12 Agosto 2022 - 14h40

Atualizado - 22 Maio 2024 - 16h56

A anatomia do gato vai muito além do que vemos por fora. No interior do bichano, existem diversos órgãos trabalhando juntos e formando sistemas que permitem todo o funcionamento do corpo. Um desses sistemas é o respiratório, responsável pela respiração do gato. Mesmo sendo um dos processos mais importantes que acontecem no corpo, muitos tutores têm dúvidas sobre a respiração. Como funciona o sistema respiratório? Quais os órgãos que fazem parte dele? Gato fica gripado? E o que pode significar um gato com dificuldade de respirar? Para te ajudar a entender melhor, o Patas da Casa te explica tudo sobre a respiração do gato. Confira!

A função da respiração do gato é fazer a troca gasosa

O principal objetivo da respiração do gato é realizar a troca gasosa. Assim como acontece no ser humano e no cachorro, é por meio da respiração que se absorve oxigênio e se expira gás carbônico. Outra função da respiração do gato é a de umidificar e filtrar o ar, além de ajudar no funcionamento do olfato felino. Por isso, assim como o sistema esquelético, nervoso, urinário e tantos outros, o sistema respiratório é fundamental para manter o gatinho vivo.

Anatomia do gato: órgãos envolvidos na respiração felina vão do nariz aos pulmões

São muitos os órgãos que fazem parte do sistema respiratório do gato. A anatomia do animal funciona de forma que todos esses órgãos se unam por meio de um trato respiratório por onde o ar passa. O trato respiratório é dividido em superior e inferior. Na anatomia de um gato, órgãos do trato superior são: nariz (narinas e fossas nasais), faringe, laringe e parte superior da traqueia. Já a parte inferior da traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos pulmonares e pulmões fazem parte do trato respiratório inferior, pois já se encontram na cavidade torácica.

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Entenda como funciona a respiração do gato

A respiração do gato se inicia ainda no nariz, com a inalação do ar repleto de oxigênio presente no ambiente. O ar passa pelas narinas e fossas nasais, por onde ele é filtrado. Então, o ar é conduzido pela faringe, um tubo que leva o ar para a laringe. Vale ressaltar que a faringe tem duas passagens: uma que leva o ar para a laringe e outra que leva o alimento para o sistema digestivo do gato. Quando o alimento sem querer cai na laringe, normalmente o gato engasga. Assim que o ar atravessa a laringe, ele passa pelas cordas vocais, que vibram e produzem o famoso miado de gato. O ar passa da laringe para a traqueia e, então, vai para os dois brônquios, que se bifurcam em cada pulmão do gato.

É nessa parte da anatomia que o gato realiza a troca gasosa de fato. Os brônquios que entram no pulmão se bifurcam em diversos pequenos bronquíolos que resultam nos alvéolos pulmonares. Os alvéolos recebem o sangue que vem do corpo e está rico em gás carbônico, que será eliminado pela expiração. Ao mesmo tempo, os alvéolos recebem o ar com oxigênio dos bronquíolos e liberam esse gás para a corrente sanguínea, levando-o até as células. Com o oxigênio, as células conseguem realizar a respiração celular e manter o corpo vivo. Esse processo de troca gasosa também é conhecido como hematose.

Saiba qual é a frequência respiratória média de um gato

Na respiração do cachorro existe uma frequência respiratória média. O mesmo acontece com o gato. A anatomia do animal é toda pensada para que a respiração siga um mesmo padrão sempre que o pet estiver saudável. A frequência respiratória considerada normal é de 20 a 40 respirações por minuto. Porém, é importante ressaltar que cada animal tem sua particularidade, então a frequência normal de um pet pode ser um pouco maior ou menor que essa média. Quando algum problema de saúde compromete a fisiologia e a anatomia, gato passa a sofrer alterações mais intensas nessa frequência. Assim, temos um gato com dificuldade de respirar, seja por uma respiração mais acelerada ou mais lenta.

 

Gato com semblante abatido, envolto em cobertas
O gato com respiração ofegante pode ter várias causas, desde um exercí­cio intenso até uma pneumonia

 

Gato com respiração ofegante pode indicar problemas de saúde

Um gato com respiração ofegante não está conseguindo inalar a quantidade de ar considerada ideal. Por isso, fica mais difícil fazer com que o ar chegue até os pulmões. Existem diferentes causas para essa condição. O gato com respiração ofegante pode estar, por exemplo, muito ansioso ou estressado. Além disso, após exercícios físicos mais intensos, o animal também pode ficar mais ofegante. O mesmo também acontece durante o parto de gato. Por outro lado, esse problema também pode ser causado por certas doenças. Dentre as doenças respiratórias de gato mais comuns, podemos citar a gripe felina, pneumonia felina, anemia, asma felina, intoxicação e insuficiência cardíaca. 

Conheça os sinais que um gato com dificuldade de respirar apresenta 

A anatomia dos gatos diz muito sobre o que está acontecendo com a saúde. Para reconhecer um gato com respiração ofegante, é importante ficar atento aos sintomas. O gato respirando de boca aberta é o mais comum mas, dependendo da causa, surgem outros sinais. Um gato com anemia pode apresentar mucosas pálidas. Já a pneumonia deixa o gato tossindo com chiado e secreções nasais. Na asma, a tosse também é frequente e constante. Um gato com respiração ofegante por problemas cardíacos apresenta, além da tosse, um grande cansaço, aumento do volume abdominal, perda de peso e cianose (mucosas e língua azuladas). Em diferentes situações de gato com dificuldade de respirar também podemos perceber coriza, vômito, letargia  e febre. Sempre que vir o gato respirando de boca aberta e com qualquer outro sintoma, leve-o ao veterinário. 

Gato com respiração abdominal é sinal de problemas respiratórios?

Uma forma de perceber que o ritmo respiratório do gatinho está fora do normal, é observar seus movimentos respiratórios. Quando temos um gato com dificuldade de respirar, podemos observar sua barriga subindo e descendo de forma acelerada conforme respira. Chamamos essa situação de gato com respiração abdominal. Isso acontece porque o animal está tentando buscar o ar e fazer com que ele circule pelo seu sistema respiratório de maneira normal, o que não está acontecendo por algum motivo. Ao perceber um gato com respiração abdominal ou com com qualquer anormalidade na respiração, observe se há outros sintomas e busque um atendimento veterinário. 

Gripe felina é uma doença respiratória bastante comum em felinos 

Um dos problemas mais comuns que podem acometer a respiração do gato é a gripe. Sim, gato fica gripado. A gripe felina lembra bastante a que nós temos - apesar de não ser a mesma doença. A gripe em gatos é chamada oficialmente de rinotraqueíte felina. Trata-se de uma infecção respiratória que acomete o trato respiratório superior. A gripe felina é contraída quando o bichano entra em contato direto com o vírus, seja por salivas e secreções de outros gatos contaminados ou por objetos contaminados. 

Na gripe felina, sintomas mais comuns são: tosse, espirro, secreção nos olhos e nariz, conjuntivite, falta de apetite e apatia. Bem parecidos com os da gripe em humanos, né? Mas há um detalhe: a gripe felina é um problema mais grave que a gripe humana. O motivo é que o vírus da rinotraqueíte felina fica no organismo do animal para sempre. Tomando os cuidados básicos com a saúde, ele fica controlado, como se estivesse escondido. Porém, pode retornar a qualquer momento. Na gripe felina, sintomas também costumam ser mais pesados nos bichanos do que é para nós. Por isso, é muito importante tomar cuidado para prevenir o problema, o que pode ser feito tomando as vacinas para gato  V3 ou V4 a partir dos 45 dias de vida. 

 

Gato preto e branco espirrando
Gripe felina, penumonia e outras doenças respiratórias são mais comuns no inverno

 

Gripe felina passa para humanos? 

A gripe felina é contagiosa. Ou seja: é uma doença transmitida para outros gatos. Mas e quanto a nós: a gripe felina passa para humanos? Não! A rinotraqueíte só afeta os gatos, então nem pessoas e nem outros animais (como cachorros) podem contrair a doença. Esse é um dos motivos do por que não podemos dizer que a gripe em gatos é igual a dos humanos, já que são doenças diferentes. Portanto, mesmo sabendo que a gripe felina é contagiosa entre felinos, pode ficar tranquilo que um gato com gripe não pode te passar a doença.

Como cuidar de um gato com gripe?

A gripe em gatos é uma doença bastante comum entre os bichanos. Por isso, é bom estar sempre preparado. Ao perceber o gato com dificuldade de respirar e com os outros sintomas de gripe felina, busque um veterinário para ter certeza do diagnóstico e começar a cuidar do animal. Como explicamos, o vírus da rinotraqueíte fica no organismo por toda a vida. Por isso, não existe um remédio para gripe felina em si e o foco é cuidar dos sintomas da doença. Assim, cada caso de gripe felina conta com um tratamento diferenciado de acordo com o que o pet manifesta. 

Anti-histamínicos, colírios e antivirais costumam ser os medicamentos mais indicados, além de nebulização e antibióticos no caso de infecções. Tratar o gato com gripe rapidamente é fundamental porque a doença pode se agravar e virar algo mais grave, como uma pneumonia. Por isso, não se brinca com a gripe felina. Sintomas podem parecer pequenos no início mas, se não forem tratados, tem chances de se tornarem algo bem perigoso e até mesmo fatal.

Dicas para evitar problemas na respiração do gato

O sistema respiratório é uma parte extremamente importante do organismo do gato e que garante todo o seu bom funcionamento. Por isso, é preciso cuidar para evitar que ele sofra com problemas de saúde. Seja uma gripe felina ou uma pneumonia grave, qualquer dano ao sistema respiratório pode comprometer todo o corpo. Para prevenir que o animal sofra com esses problemas, o primeiro passo é estimular sua hidratação. Um gato hidratado corre menos risco de ter problemas de saúde, seja no sistema respiratório ou em outros, como o sistema urinário. 

Seguir algumas dicas de como fazer o gato beber água, como espalhar bebedouros pela casa e investir em uma fonte de água, fazem toda a diferença. Além de deixar o animal mais saudável, a hidratação ainda faz com que um gato com gripe se cure mais rapidamente. A alimentação também deve ser sempre bem observada. Ofereça rações de qualidade e fique sempre de olho se o animal está se alimentando corretamente. Em toda a anatomia do gato, órgãos precisam estar nutridos para funcionarem bem, e é por meio da alimentação que se obtém esses nutrientes fundamentais. 

Atenção ao inverno: nos meses mais frios, o sistema respiratório fica mais fragilizado

Assim como acontece com a gente, o gato sente frio e costuma sofrer mais com problemas respiratórios durante os meses mais gelados. Por isso, é importante ter cuidados no inverno para evitar gripe felina, pneumonia e qualquer outra doença que afete o trato respiratório. Sempre mantenha o animal bem aquecido, colocando mantas e almofadas extras na caminha. Uma outra dica é deixar o gato dormir na cama com você (não há problema nenhum nisso). Por fim, lembre-se que os pelos finos dos bichanos os deixam mais vulneráveis nas baixas temperaturas. Por isso, invista em roupas para gatos no inverno. Além de ganhar um charme, o pet ficará mais protegido. 

Redação: Maria Luísa Pimenta

Edição: Luana Lopes

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