Cuidados dos animais

Tudo sobre o cocô de cachorro

Publicado - 13 Maio 2022 - 19h26

Atualizado - 19 Maio 2024 - 14h04

Poucos tutores têm consciência disso, mas é muito importante observar o cocô de cachorro sempre que ele evacua. O aspecto das fezes revela várias coisas sobre a saúde dos nossos amigos de quatro patas, e por isso devemos ter um cuidado especial na hora de retirá-las e jogá-las fora. Existem vários tipos de fezes de cachorro, com coloração e textura distintas, e saber o que cada tipo significa é necessário para saber quando o animal está saudável ou precisa ir ao veterinário.

Para te ajudar nessa missão, o Patas da Casa reuniu uma série de informações importantes sobre os dejetos caninos! Fezes claras, fezes verdes, fezes com muco, fezes escuras: cachorro pode “liberar” tudo isso, e é você que precisa ter um olhar atento para identificar a situação. Tire todas as suas dúvidas sobre o cocô de cachorro a seguir.

Como o cocô de cachorro se forma?

Aqui é necessário entender um pouquinho de anatomia do cachorro para entender como as fezes são formadas. Tudo começa com o processo de digestão: assim que o cachorro come, o alimento digerido passa do estômago para o intestino delgado. Por fim, chega ao intestino grosso, que é onde a água e líquidos são absorvidos pelo organismo. Já os outros resíduos que não foram aproveitados e são, portanto, “descartáveis” formam as fezes e ficam armazenados no reto, que é a última parte do sistema digestivo canino. Ah, e um detalhe importante: muitas pessoas pensam que o cocô é a junção de restos de comida, mas na verdade ele é composto basicamente por água e bactérias.

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O que a textura e cor das fezes de cachorro podem indicar sobre a saúde dele?

A aparência do cocô de cachorro é um dos primeiros sinais de que algo não vai bem com o seu doguinho. Por isso, textura, cor e consistência são fatores que devem ser levados em consideração na hora de analisar os dejetos do animal. Os diferentes tipos de fezes de cachorro indicam diferentes situações - e às vezes é necessário buscar a ajuda de um médico veterinário para diagnosticar o que há de errado com o seu amigo.

Então, ao encontrar um cachorro com fezes verde, o que pode ser? E quando se trata de um cachorro com fezes escuras fétidas, o que significa? Quando está com cocô preto, cachorro precisa de uma consulta? Saiba quais são os tipos de fezes de cachorro e o que eles indicam:

  • Fezes castanhas: é a tonalidade normal;
  • Fezes pretas: pode indicar sangramento no estômago ou no intestino delgado;
  • Fezes verdes: pode indicar desde algo simples, como ingestão de mato, até algo mais sério, como problemas na vesícula, alergias e presença de parasitas (como a giárdia canina);
  • Fezes brancas: pode indicar falta de nutrientes, excesso de cálcio, mau funcionamento do intestino e ingestão de objetos estranhos;
  • Fezes com pontos brancos: pode indicar a presença de parasitas (como o cachorro com verme);
  • Fezes cinzas: pode indicar problemas no pâncreas ou fígado;
  • Fezes com sangue: pode indicar hemorragias intestinais ou câncer em cachorro;
  • Fezes com muco amarelo: pode indicar um quadro de síndrome do intestino irritável, alergia alimentar em cães e presença de parasitas;

 

Cachorrinho fazendo coco em gramado
Fezes preta: cachorro quando elimina um cocô muito escuro, pode estar com sangramento interno

 

Como é o cocô de cachorro saudável?

Agora que você já viu quais são os tipos de fezes de cachorro, deve estar se perguntando qual é a melhor forma de saber se o cãozinho está saudável ou não apenas observando os excrementos. Para te guiar nisso, é necessário avaliar a consistência, coloração, conteúdo e o revestimento do cocô da seguinte forma: 

  • Consistência 

A consistência do cocô de cachorro deve ser firme e sólida. O material deve ter um formato cilíndrico, semelhante a uma salsicha, mas ao mesmo tempo não pode ser muito duro e nem muito mole. Se estiver líquido, é um indicativo de cachorro com diarreia e requer uma avaliação médica. Se estiver duro demais, pode ser um sinal de desidratação.

  • Coloração

A cor do cocô de cachorro deve ser, idealmente, marrom, variando de um castanho mais clarinho até um castanho escuro (mas nunca preto). Vale lembrar que a tonalidade vai depender dos ingredientes que contêm na ração do seu pet e do que ele come.

  • Conteúdo

O conteúdo do cocô de cachorro deve ser uniforme e sem a presença de corpos estranhos, vermes, pelos, nem nada do tipo. A maioria das pessoas não consegue detectar se há algo de errado a olho nu, então é importante fazer visitas periódicas ao veterinário para que seja feito um exame de fezes.

  • Revestimento

O cocô de cachorro não deve ter qualquer tipo de revestimento ou cobertura. Isso quer dizer que a presença de muco ou sangue nas fezes do cachorro precisam de atenção, porque podem ser sinal de algum problema.

5 doenças que podem deixar o cachorro com diarreia

Existem várias doenças que podem deixar um cachorro com diarreia e modificar completamente o aspecto das fezes, deixando-as com uma consistência líquida e coloração diferente do habitual. Essas doenças, por sua vez, variam desde problemas mais simples até patologias mais complexas e perigosas, como a giárdia canina (ou giardíase). Embora seja um sintoma comum a vários problemas de saúde, separamos 5 doenças que estão associadas à diarreia em cães.

1) Pancreatite

A pancreatite canina é uma doença grave, que geralmente é causada pela ingestão de alimentos ricos em gorduras e carboidratos. Trata-se de uma inflamação no pâncreas que tem como principais sintomas a diarreia, cachorro vomitando, febre, falta de apetite e dor abdominal.

2) Gastroenterite

A gastroenterite canina acomete o trato digestivo inferior e pode ter diferentes causas associadas, desde uma intoxicação até infecções virais e bacterianas. Independentemente disso, os sinais clínicos costumam ser os mesmos: diarreia em cachorro, vômitos, falta de apetite e fezes com a presença de sangue.

3) Colite

A colite canina é o resultado da inflamação da mucosa intestinal do cão. Ela pode ser aguda ou crônica. Na primeira os sintomas costumam ter uma longa duração e na segunda eles se estendem por cerca de três semanas e tendem a ser recorrentes. A presença de muco e sangue no cocô de cachorro, bem como episódios de diarreia, indicam a colite. 

4) Alergia alimentar

A alergia alimentar em cães acontece quando o animal come algo que causa uma reação alérgica no seu organismo. Além de coceira, placas de urticária e vermelhidão, o cachorro com esse tipo de alergia pode apresentar uma diarreia crônica, claro sinal de que há algo de errado com ele.

5) Giárdia canina

A giárdia canina é causada por um protozoário que age na corrente sanguínea do animal e causa uma série de alterações gástricas no organismo e pode até mesmo ser fatal. A diarreia em cachorro é um dos principais sintomas, podendo vir acompanhada ou não de sangue e pequenos cistos. Além disso, a apatia alimentar, vômitos, queda de pelos e gases também são sinais comuns da doença.

 

Tutor recolhendo cocô de cachorro em gramado
Recolher o cocô de cachorro nos passeios é necessário para preservar o meio ambiente e evitar doenças

 

Coprofagia canina: por que alguns cães comem as próprias fezes?

Como se não bastasse observar o cocô de cachorro, os tutores também devem ligar o alerta se o animal apresentar comportamentos inusitados em relação às fezes. A coprofagia canina - que é o ato de ingerir o próprio cocô - pode acontecer por vários motivos, mas não deve ser incentivada e muito menos ignorada. Como já vimos, as fezes podem estar contaminadas com bactérias e outros microorganismos que não devem ser ingeridos pelo animal, podendo prejudicar sua saúde a longo prazo.

As causas da coprofagia são inúmeras, podendo se dividir fisiológicas ou comportamentais. No primeiro caso, o hábito normalmente está relacionado com falta de nutrientes, doenças, alimentação pobre em nutrientes, estresse ou ansiedade. Já se for um problema comportamental, pode estar ligado com a necessidade de chamar a atenção do tutor, curiosidade ou simplesmente se trata de um cachorro entediado e sem estímulos. Além disso, algumas raças têm predisposição genética para isso, como o Shih Tzu e o Pug.

Em todo caso, recomenda-se conversar com um veterinário sobre a coprofagia canina. Se for derivado de uma doença, por exemplo, o profissional vai obter o diagnóstico e indicar o melhor tratamento. Além disso, ele poderá dar orientações sobre o que fazer, mesmo que seja uma questão comportamental.

Qual a importância de recolher o cocô de cachorro durante os passeios?

Se você for passear com o cachorro, saiba que um dos cuidados mais importantes nessas horas é levar um saquinho ou cata-caca para recolher as fezes do seu amigo de quatro patas. Além de ser uma questão de higiene, o cocô de cachorro pode transmitir inúmeras doenças, e o simples contato com estes dejetos às vezes é suficiente para abalar a imunidade do doguinho. Por isso, não deixe de levar saquinhos biodegradáveis e uma pá para retirar as fezes de cachorro das ruas e parques. 

O descarte dos dejetos pode ser feito diretamente no vaso sanitário ou você pode jogar no lixo (de preferência nas lixeiras de lixo orgânico). Ah, e uma dica: apesar desse cuidado ser indispensável nos passeios, o descarte deve ser feito da mesma maneira quando o cachorro faz as necessidades dentro de casa.

Redação: Juliana Melo

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