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Saúde

Megaesôfago em cães: veterinária explica as características da doença congênita que atinge os cachorros

Atualizado · 27 de abril de 2021 · 12h06

Publicado · 27/04/2021 · 12h03

O megaesôfago em cães é comum em raças grandes, como o Pastor Alemão
O megaesôfago em cães é comum em raças grandes, como o Pastor Alemão

Não é preciso entender muito de anatomia canina para saber que o esôfago cumpre um papel fundamental na digestão dos alimentos. Trata-se de um tubo oco que faz a ligação entre a boca e o estômago do animal: ou seja, é por onde a comida e os líquidos ingeridos passam. Em alguns casos, pode acontecer do cachorro desenvolver o que chamamos de megaesôfago, que é quando a estrutura sofre uma dilatação e fica mais larga do que deveria. Um dos principais sintomas desse problema é a regurgitação, mas cachorro sem apetite ou emagrecendo também são sinais de alerta para a condição. Quer saber mais sobre o problema? Nós conversamos com a médica veterinária Caroline Mouco Moretti, que também é diretora geral do grupo Vet Popular, para esclarecer todas as dúvidas. Confira abaixo!

Anatomia canina: o que é o megasôfago em cães e como ele se desenvolve?

De acordo com a especialista, o nome de megaesófago se refere à dilatação esofágica que acontece devido a uma disfunção neuromuscular. Ou seja, na prática, o esôfago não consegue realizar as contrações adequadamente para conduzir o alimento até o estômago, o que pode resultar em uma série de problemas na saúde do cachorro. “Um dos sintomas é o cachorro regurgitando imediatamente após a ingestão de alimentos ou algumas horas depois. Normalmente o que chama a atenção do tutor são os sucessivos vômitos e o cachorro emagrecendo”, esclarece Caroline.

A dilatação esofágica no cão pode ser de três tipos, segundo a veterinária:

• Megaesôfago congênito: “Apresenta sintomas desde do nascimento, embora seja geralmente observado após o desmame, quando o cachorro aceita mal o alimento sólido e o regurgita. A dilatação esofágica congénita é atribuída à falta de maturidade neuromuscular”.

• Megaesôfago secundário: “Aparece como uma alteração ligada a uma patologia ou lesão principal. Doenças como miastenia grave, botulismo, cinomose, intoxicações (por chumbo), neoplasia, corpos estranhos, fistulas, más formações, anel vascular, hipoadrenocorticismo ou hipotireoidismo podem acometer este órgão”.

• Megaesôfago idiopático: “Neste caso não se conhece a causa primária da dilatação esofágica. Existem várias hipóteses, entre as quais a presença de neurotoxinas e causas hereditárias”.

Além disso, vale destacar que as raças de cachorros grandes geralmente tem maior predisposição para desenvolver o megaesôfago, especialmente o Pastor Alemão, o Setter Irlandês e o Grande Dinamarquês.

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    A regurgitação pode acontecer por diferentes motivos e muitas vezes é confundida com o vômito, embora tenham aspectos distintos. Geralmente, a regurgitação acontece logo depois do cachorro comer, mas em alguns casos pode surgir após algumas horas. Além da regurgitação, cachorro também pode apresentar outros sintomas, como:

    • Tosse

    • Expulsão das secreções por via nasal

    • Aumento dos sons respiratórios

    • Perda de peso

    • Aumento anormal do apetite ou ausência total do mesmo

    Mau hálito

    • Falta de crescimento

    • Apetite após a regurgitação (em alguns casos)

    Como é feito o diagnóstico do megaesôfago canino?

    Ao observar um ou mais sintomas, não deixe de procurar a ajuda de um profissional. “O veterinário, após examinar a história clínica do animal, fará uma checagem completa e determinará o tratamento de acordo com as informações fornecidas pelo tutor. Na maioria dos casos, um simples manejo da alimentação do pet já ajuda. Por isso, descartar doenças associadas ou de base se torna importante para determinar o prognóstico”, revela Caroline.

    Os exames mais indicados para diagnosticar essa condição, segundo a especialista, são a endoscopia e o raio x simples e contrastado. Isso ajuda o médico veterinário a obter um diagnóstico mais preciso.

    Quais são os riscos do mesôfago em cães para a saúde do animal?

    “Uma das consequências mais graves do megaesôfago é a chamada pneumonia por aspiração. A condição respiratória ocorre quando se inala comida, saliva, líquidos ou o cachorro vomita diretamente para os pulmões”, alerta a médica. Além disso, o cachorro emagrecendo progressivamente também é muito preocupante, já que esse é um claro sinal de que o animal não consegue absorver todos os nutrientes necessários para o seu organismo. Segundo Caroline, isso pode deixar o paciente mais suscetível a infecções secundárias.

    Megaesôfago em cães: quais cuidados são necessários com o paciente?

    O tratamento para o megaesôfago em cães vai depender muito do que causou o problema. Quando se trata de uma condição secundária, por exemplo, o mais recomendado é tentar curar o distúrbio subjacente e, em alguns casos, pode até ser feita uma cirurgia. “Se o seu cão não conseguir se alimentar sozinho, ele deverá ser alimentado por uma sonda nasogástrica”, explica a profissional. 

    Já se o cãozinho sofrer com uma doença congênita, o cenário muda. “Nos casos em que o tratamento é apenas paliativo, como em animais que sofrem de megaesôfago congênito, recomenda-se dar uma volta com o cão a cada quatro horas, fornecer um colchão macio para dormir e uma dieta líquida”, orienta. Outra dica que pode ajudar é reposicionar o comedouro na hora da alimentação, ajustando para uma altura adequada, já que o esôfago se encontra debilitado.

    Redação: Juliana Melo

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