Gato

FIV felina: entenda os estágios e sintomas mais comuns da doença

Publicado - 19 Dezembro 2019 - 15h37

Atualizado - 11 Abril 2024 - 14h35

A FIV felina é uma doença que pode afetar os nossos amigos de quatro patas e é super perigosa. Gatos podem sofrer com essa doença, que também é conhecida como AIDS felina e é causada pelo vírus da imunodeficiência felina. Esse é um dos piores quadros que os gatinhos podem ter durante a vida e a patologia se desenvolve em diferentes estágios, podendo permanecer assintomática por um tempo. Ou seja, a AIDS de gato muitas vezes é uma doença silenciosa, mas super perigosa.

A FIV felina não tem cura, mas existem tratamentos específicos para diminuir os efeitos e proporcionar mais qualidade de vida para o animal com exame positivo para a doença. Para entender mais sobre os diferentes estágios e os sintomas de FIV em gatos mais comuns em cada fase, conversamos com a veterinária Amanda Miranda, do Rio de Janeiro.

FIV: gatos transmitem a doença principalmente por meio da saliva

A FIV em gatos têm uma principal forma de transmissão, que é por meio do contato da saliva de um bichano infectado com um felino saudável. Em alguns casos, o contato com sangue também é uma porta de entrada para a doença. Logo, de uma maneira geral, a AIDS em gato geralmente é transmitida por meio de mordidas ou arranhões, por exemplo. Por isso, animais de rua, não castrados e aqueles que costumam dar as famosas voltinhas estão muito mais propensos a contrair a AIDS felina, já que eles têm contato com outros gatos e têm mais chances de se envolverem em brigas.

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Além disso, também existe uma outra forma de transmissão considerada menos frequente, mas que pode acontecer. As fêmeas positivas quando engravidam podem acabar transmitindo a FIV felina para os seus filhotes caso haja a presença do vírus no sangue. Dessa forma, os filhotes podem nascer infectados ou adquirirem a doença durante o aleitamento ou outros cuidados da mãe com o filhote, como por meio de lambidas.

Vale lembrar que a FIV em gatos não é uma zoonose, ou seja, ela não passa para humanos. Por isso, pode ficar despreocupado se você tiver um gatinho FIV positivo, porque ele não vai transmitir a doença para ninguém da família.

FIV felina: sintomas são específicos em cada fase da doença

FIV, gatos, sintomas: essas três palavrinhas costumam gerar muitas dúvidas nos pais de pet. Isso não é à toa, afinal a FIV felina pode ter até três fases diferentes, classificadas em fase aguda, latente ou crônica. Conforme ocorre a progressão da doença, sintomas de FIV podem variar. Ou seja, tudo vai depender da fase em que se encontra o animal, sendo difícil definir um cronograma de sintomas dia a dia após FIV. Entenda abaixo quais são os estágios da doença:

A primeira fase da FIV em gatos é a aguda

Quando se trata dos sintomas, FIV felina pode ter diferentes manifestações logo no início da infecção, então todo cuidado é pouco e a testagem é fundamental para saber se o seu gatinho é FIV positivo ou não. Segundo Amanda, quando o animal se infecta, pode apresentar em um primeiro momento os seguintes sintomas:

  • Febre;
  • Aumento de linfonodos;
  • Anorexia;

“Esses sintomas de FIV logo cessam, de modo que o animal se apresenta saudável e sem sinais da doença por meses ou anos”, explica a veterinária.

FIV felina: a segunda fase é a assintomática

O segundo estágio da FIV felina é chamado de assintomático. Isso porque o sistema imunológico consegue neutralizar a atividade viral por um bom período, tornando os sinais da doença imperceptíveis. Ou seja, nessa fase não há sintomas: FIV felina fica “adormecida” por tempo indeterminado, já que os linfócitos (células que protegem o organismo contra doenças) vão sendo destruídos aos poucos.

FIV: gatos que entram na fase crônica ou terminal apresentam sintomas mais específicos

A última fase da FIV felina é caracterizada pela fragilidade total do sistema imunológico do animal. Por isso, os riscos de morte são maiores e ainda há o risco de desenvolver alguma outra patologia ainda mais grave, como o câncer. Os principais sintomas de FIV em gatos nesse caso são:

  • Infecções;
  • Lesões de pele;
  • Sepse, que é uma infecção generalizada;
  • Doenças secundárias, que podem afetar gengivas, boca, trato digestivo, urinário e a pele;

 

fiv felina: gato triste deitado

FIV positivo: gato vai precisar de cuidados específicos ao longo da vida

 

A FIV e FeLV são doenças especialmente preocupantes quando o assunto é a saúde felina. O que poucas pessoas sabem é que cada quadro requer cuidados específicos para garantir uma boa qualidade de vida aos bichanos. Segundo Amanda, o gato que é FIV positivo deve fazer visitas ao veterinário a cada seis meses para controle e avaliação geral. “O médico veterinário deve fazer o controle da doença com exames de sangue e de imagem, como ultrassonografia e radiografia, além do tratamento de infecções secundárias e controle ou remoção de possíveis tumores que possam surgir”. Já o tutor deve oferecer ao animal uma dieta balanceada e de boa qualidade. A veterinária acrescenta que o controle de vermes e parasitas deve ser feito regularmente.

Por fim, é necessário que animais positivos para a doença sejam castrados, uma vez que a FIV pode ser transmitida durante o cruzamento e tem risco de passar da mãe contaminada para os filhotes. Os gatos devem viver em um ambiente telado para que não transmitam a doença para outros animais e não fiquem sujeitos a outras doenças secundárias que vão agravar e piorar a imunidade do pet, que já está comprometida pelo vírus da imunodeficiência felina.

FIV em gatos: positivos podem conviver com felinos saudáveis?

É sempre muito difícil para os tutores de gatos receberem um diagnóstico positivo para a FIV felina. Diferentemente da FeLV (Leucemia Felina), não há uma vacina que facilite a convivência de um negativo com um positivo. Mas, ainda que não seja algo totalmente aconselhável, às vezes um gato com FIV pode conviver com outros gatos negativos para a doença, se ambos tiverem todos os cuidados da família.

Dentre os principais cuidados, é necessário sempre manter bem limpos os potes de comida e água. Também não pode ocorrer nenhum tipo de competição por comida, água ou caixa de areia, então o número de acessórios deve ser sempre superior ao de gatos residentes. Isto é, se você tem dois gatos, deve ter pelo menos três potes de água, três potes de ração e três caixas sanitárias. Outro ponto importante é a castração de gato: todos os animais devem ser castrados para ter o comportamento predador e territorialista mais controlado.

Ainda assim, é importante ter em mente que essa é uma decisão arriscada e que, para evitar FIV felina em outros gatos da família, deve ter dedicação e comprometimento integral dos tutores na questão de cuidados.

Como prevenir a FIV em gatos e garantir a boa saúde do seu bichinho?

Existem vários mitos e verdades sobre a FIV e FeLV, e um deles é que a FIV felina não pode ser prevenida. Bom, isso não é bem verdade: com alguns cuidados simples, é sim possível afastar os riscos do seu gatinho desenvolver a doença. Para começar, a castração é uma medida essencial que ajuda a evitar possíveis fugas e brigas com outros gatos. 

Outra forma de evitar a AIDS felina é com a criação indoor. No caso de animais que vivem em apartamentos, deve-se colocar uma tela de proteção para gatos em todos os acessos à rua, como janelas, sacadas e basculantes. Já para os gatinhos que moram em casas, além de telar as janelas, recomenda-se investir em redes verticais e muros para limitar o acesso do animal às ruas. Sem o contato com o mundo exterior, dificilmente o seu pet vai ter contato com o vírus da imunodeficiência felina e, consequentemente, sofrer com a FIV em gatos.

Redação: Júlia Cruz e Juliana Melo

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