O cão guia é um pet que além de servir como um grande companheiro de quatro patas, ele também é um super ajudante para quem tem necessidades especiais. Seja para aqueles com dificuldades de locomoção ou com alguma deficiência visual ou auditiva, os cães guias vão estar lá para tornar a rotina mais tranquila e segura. Além, é claro, do seu papel no suporte emocional dessas pessoas. Vamos saber mais sobre o cão guia? Raça deste cão de serviço precisa atender alguns critérios e o Patas da Casa agora vai te contar todas as informações sobre esses pets que são tão importantes. Confira!

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Cão guia para cegos: como essas raças ajudam as pessoas

Ao contrário dos outros pets domésticos, essas raças cães são treinadas desde filhotes a servir como um grande amigo de portadores de diversos tipos de deficiência. Viver com um cão guia como suporte para pessoa com deficiência visual ajuda o portador da condição a ter mais segurança e desviar de diversos perigos, como buracos ou barreiras pelo caminho ao andar pela rua. Por incrível que pareça, esses pets também sabem até quando é a hora certa de atravessar a rua! Eles também evitam que desconhecidos mal intencionados se aproximem do seu tutor.

No caso da pessoa com surdez, seja parcial ou completa, o cão guia vai oferecer a mesma segurança e agilidade para o dia a dia, mas de um jeito diferente: essa raça de cão é treinada para ser totalmente expressiva em diversas situações. É dessa forma que ele alerta o tutor sobre possíveis perigos, como o som de alguém mal intencionado se aproximando, carros em alta velocidade que estão por perto e até avisam quando chega uma visita em casa. E para pessoas paraplégicas, o cão guia trabalha mostrando o trajeto observando os caminhos que são inclusivos e adaptados para cadeirantes.

Além de condições físicas, os cães também são um super apoio no tratamento de transtornos mentais ou psicológicos, como a ansiedade ou depressão. Esses são chamados de cães de suporte emocional durante uma pet terapia. Inclusive, diversos lugares são obrigados a aceitar a presença deste pet, seja em viagens com o cachorro de suporte emocional ou para aluguel de um apartamento que geralmente não aceita pet. E o resultado não é outro: sucesso e melhora. E durante o Setembro Amarelo é bom lembrar que diversos pets já ajudaram seus tutores contra um quadro de depressão, por exemplo.

 

 

Com energia e lealdade, o Border Collie é um cão guia que vai estar sempre por pertoO Labrador é o cão guia mais comum para deficiente visualO Pastor Alemão é uma raça de cão guia que protege paraplégicos

 

Cão guia: raça precisa de avaliação antes de se tornar um

 

Todos os cães são inteligentes e espertos, mas a raça de cão guia precisa atender alguns critérios que não são todas as raças que possuem. Por exemplo, imagine o perigo de usar um cão da raça Pinscher como cão guia? Seu tamanho pode atrapalhar mais do que ajudar. Então tamanho é um requisito básico de uma raça de cão guia. Na escolha da raça de cão guia para cegos, é importante avaliar que eles precisam de um cão que seja mais alerta (como o Labrador ou Pastor Alemão) do que um protetor (como o Poodle ou Pitbull). Para você saber quais são as raças de cão guia, separamos uma lista, acompanhe:

  • Labrador Retriever: Com certeza você já viu um Labrador marrom ou de outras cores por aí guiando uma pessoa deficiente visual. Mesmo sociáveis e simpáticos, eles portam uma inteligência sem igual para observar e absorver todo o ambiente a sua volta, antecipando perigos de uma caminhada e verificando o melhor trajeto.
  • Pastor Alemão: Outro cão bem famoso como cão guia é o Pastor Alemão. Esta raça de cão de guarda é perfeita para identificar situações de alerta e perigos à sua volta. Ele não hesita em proteger seu tutor da melhor forma. Inclusive, o Pastor Alemão é conhecido como um cão policial devido a sua grande proteção, segurança, e potencial de resgate, seja com tutores portadores de deficiência, ou de uma família sem condições especiais.
  • Pastor Australiano: É outro pastor que tem um grande instinto de segurança. Mesmo com uma feição mais simpática, ele possui um grande faro e inteligência que vão ajudar deficientes visuais ou auditivos durante o dia a dia dentro, ou fora de casa.
  • Border Collie: Temperamento inteligente e alerta deste peludo pode torná-lo um cão guia. Mesmo sendo incomum no Brasil - sendo apenas um caso conhecido no país: a Zoé, da Jéssica Vieira, essa raça também é muito enérgica. Ou seja, nunca vai se cansar de proteger seu tutor que tanto precisa do seu auxílio.
  • Raças de cão guia raras: Parece que não, mas até um Poodle gigante pode ser um cão guia! Seu porte grande e tranquilidade diante de diversas situações ajuda o tutor em um caso de perigo. Essa também é uma raça de inteligência sem igual e seu emaranhado de pelos na verdade esconde o porte atlético de um Poodle grande. O Boxer também é outro cão guia pouco conhecido e usado para este fim. Poucos sabem que essa raça é conhecida por ser leal ao tutor, sendo um companheiro que jamais vai deixar seu tutor portador de deficiência sozinho. Outro fato interessante sobre Boxer é que ele é conhecido por ser um cão de combate, usado durante a Primeira Guerra Mundial como um mensageiro entre os soldados. Ou seja, ele sempre vai alertar sobre possíveis riscos ou acidentes. E por último, outra raça é o Pitbull, que é perfeito como um cão guia, principalmente para crianças. Afinal, alguns tipos de Pitbull são conhecidos como babás e vão ser os melhores cãopanheiros de crianças deficientes.

Todas essas raças são treinadas desde o nascimento, com desafios interativos e muito reforço positivos realizados por treinadores especializados em formar um cão guia de acordo com as necessidades de cada portador. Ou seja, nada de tentar treinar seu cão sozinho! Ele precisa ser colocado diante de muitas situações específicas, seja com barreiras ou simulação de perigos, para estar preparado para proteger seu tutor. Logo, somente um bom profissional pode treinar o cão guia.

E quanto custa um cão guia? Com todos esses critérios, bate uma dúvida muito grande sobre como adotar um cão guia: preço para ter o suporte deste pet. Infelizmente, são oferecidos pouquíssimos cães guias no Brasil e essa escassez impacta no valor de adoção de um. Os valores variam entre R$ 30 mil a R$ 60 mil. Porém, algumas ONG’s especializadas em formas cães guias no Brasil fazem a doação daqueles que mais precisam de um para viver melhor. Entretanto, a fila é gigante. Mas não custa nada tentar.

 

O Poodle gigante é outro cão guia que mesmo fofinho possui porte atlético e protetorO Boxer também pode ser um cão de guia, ele até já participou de guerrasAlguns tipos de Pitbull podem ser cão guia e babá de crianças deficientes

 

O dia do cão guia: homenagem a essas raças especiais

 

O Dia Internacional do Cão Guia é comemorado em 29 de abril. Além de belas homenagens a esses aumigos, esta é uma data para reiterar a importância dos cães guias no dia a dia e a escassez de pets disponíveis para ajudar os portadores de deficiência. Por exemplo, você sabe quantos cães guias estavam em atividade no Brasil em 2016? O Estadão informa que apenas 160 cães guias estavam disponíveis para 6 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil (!!!). Seis anos depois, os números não mudaram. De acordo com o G1, há menos de 200 cães guias em atividade atualmente. E só no Rio de Janeiro, há 700 pessoas na fila aguardando um cão guia. Ou seja, essa data é um ponto importante para gratificar esses cães e conscientizar sobre a importância de ter mais cães guias disponíveis no Brasil e no mundo.

Guia de adestramento de cães: passo a passo 

Antes de falar sobre o adestramento, lembramos uma informação importante sobre animais de serviço de qualquer raça: cão guia não pode receber carinho, principalmente de estranhos. Ao contrário dos pets domésticos, esses são cães, que estão trabalhando, assim como aqueles que atuam com a polícia.

O treinamento de um cão guia é feito desde o desmame do filhote. O cão precisa desde cedo estar atento aos comandos do treinador e ao cenário ao seu redor, identificando saídas de emergência ou antecipando uma situação de perigo. Nesses momentos, o adestrador vai observar o comportamento do cão: um pet com mais destreza, calma e firmeza, com certeza vai se dar bem como um cão guia. Agora, um cão que denota medo ou resistência aos desafios, pode não ser a melhor opção. Geralmente o treinamento ocorre de quatro a cinco dias por semana, duas vezes ao dia, com pausas para descanso. Ou seja, são raças de cachorro incríveis e fortes, com um lindo trabalho pela frente.

Redação: Erika Martins

Edição: Mariana Fernandes