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Cuidados

Para que serve o bigode do cachorro? Saiba tudo sobre as vibrissas dos cães

Atualizado · 24 de setembro de 2021 · 17h30

Publicado · 24/09/2021 · 17h30

O bigode de cachorro possui terminações nervosas que funcionam como receptores táteis
O bigode de cachorro possui terminações nervosas que funcionam como receptores táteis

Você sabia que, assim como os gatos, o cachorro tem bigode? Esses pelinhos geralmente se localizam perto do focinho do cão, e são chamados cientificamente de vibrissas. Apesar de parecer não ter muita utilidade, é preciso ter em mente que tudo que existe no corpo do animal tem uma função, e com o bigode de cachorro isso não é diferente. Mas então para que serve o bigode do cachorro? Será que pode cortá-lo, ou isso pode prejudicar o seu amigo de quatro patas? Que cuidados são indispensáveis com o cachorro de bigode? Para não restarem dúvidas, nós respondemos todas essas perguntas a seguir!

O que é o bigode de cachorro?

O bigode do cachorro é um conjunto de fios grossos conhecidos como vibrissas. Elas têm origem no folículo capilar e possuem várias terminações nervosas que ajudam o cãozinho a perceber o mundo ao seu redor. O que nem todo mundo sabe é que as vibrissas vão muito além do bigode do cachorro. Na verdade, todo cãozinho tem outros pelos táteis espalhados pela face que também ajudam a detectar as vibrações do ambiente. Veja abaixo onde estão localizadas as outras vibrissas caninas:

  • vibrissas labiais: localizadas na região dos lábios;
  • vibrissas supraciliares: localizadas acima dos olhos, como se fossem sobrancelhas;
  • vibrissas interramais: localizadas abaixo do queixo, semelhantes a uma “barba”;
  • vibrissas mandibular: localizadas na mandíbula do cão;
  • vibrissas zigomáticas: localizadas na bochecha dos cachorros.

Para que serve o bigode do cachorro?

Tanto o bigode do cachorro quanto as outras vibrissas funcionam como receptores táteis e cumprem uma função sensorial no corpo do pet. Na ponta de cada vibrissa existem folículos repletos de terminações nervosas que ajudam a detectar as vibrações do ambiente, fazendo com que o cãozinho tenha uma ampla noção espacial. Na prática, o que acontece é que quando as vibrissas presentes no bigode do cachorro recebem estímulos externos - como quando o bigode encosta em algum lugar, por exemplo -, os nervos sensoriais detectam essa vibração e enviam a informação para o cérebro, que é o responsável por decodificar e gerar uma resposta.

Por conta desse mecanismo, as vibrissas são como se fossem “antenas” que ajudam o cachorro a se localizar melhor. Ao detectar as vibrações do ambiente, o bigode do cachorro consegue perceber o tamanho do espaço e até mesmo a localização de objetos próximos. Isso também permite que o animal meça distâncias e perceba correntes de ar. Além disso, algumas vibrissas cumprem funções específicas, como é o caso das vibrissas supraciliares, que são responsáveis por proteger os olhos do cachorro, e das vibrissas do queixo, que atuam no “ponto cego” do pet.

Esse “ponto cego”, por sua vez, é logo abaixo da cabeça do animal. Uma situação em que é possível perceber isso é quando colocamos um petisco bem na frente do cãozinho, e ele parece não dar bola. Bom, a verdade é que ele sequer viu o petisco, e por isso não se aproximou para abocanhá-lo! Para que esse ponto cego não vire uma desvantagem, as vibrissas localizadas no queixo ajudam a melhorar a percepção.

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    Cachorro de bigode: quando as vibrissas surgem no corpo do animal?

    Diferente dos humanos que só adquirem esses pelos faciais quando atingem a puberdade, o bigode do cachorro surge quando ele ainda é filhote. Inclusive, esse é um dos primeiros pelos a serem desenvolvidos. O motivo para isso é simples: como a visão canina é um sentido mais limitado, os receptores táteis presentes nas vibrissas são fundamentais para que o cachorro consiga explorar o ambiente sem ser prejudicado. Sendo assim, faz todo o sentido que os bigodes se desenvolvam logo nas primeiras semanas de vida do seu amigo, não é mesmo? Afinal, para conseguir “conhecer” o mundo de forma segura, os filhotinhos precisam das vibrissas o quanto antes.

    Será que pode cortar o bigode do cachorro?

    Como muita gente não entende a utilidade por trás do bigode de cachorro, alguns tutores têm o hábito de cortar essa região para deixar o animal esteticamente mais bonito - principalmente para participar de competições e exposições. No entanto, isso é um grande erro. Não se pode cortar bigode do cachorro, porque é algo que pode acabar inibindo a percepção do cão sobre as coisas, deixando-o desorientado. Como já foi dito, o bigode do cachorro é um órgão importante para a noção espacial canina. Ao cortá-lo, o animal perde essa percepção por um tempo, até que os bigodes cresçam novamente. Além disso, o corte muitas vezes é um processo incômodo para os cães, que ficam assustados por terem seus sentidos diminuídos. 

    O bigode de cachorro passa por um processo de troca natural

    Assim como os cães trocam de pelos, o bigode do cachorro também pode cair como parte do processo. É algo que geralmente passa despercebido pelos tutores, até porque os pelos faciais crescem rapidamente depois de caírem. Muitas vezes é uma situação natural do corpo do cachorro, mas é importante ficar atento a qualquer mudança no comportamento do seu amigo de quatro patas. Quando a queda do bigode vem acompanhada de outros sintomas, como apatia e perda de apetite, pode ser sinal de que tem algo de errado com a saúde do cachorro. Nesse caso, não hesite em marcar uma consulta veterinária o quanto antes.

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    Raça de cachorro com bigode: quais cães têm os pelos faciais mais aparentes? 

    Nem todo mundo repara quando vê um cachorro de bigode. Raça, nesses casos, é algo que pode influenciar no aspecto das vibrissas, sendo que em alguns cães esses pelos são mais aparentes, e em outros passam despercebidos. Por isso, é comum que algumas pessoas associem a ideia de “cachorro com bigode” somente a alguns cãezinhos (embora todos os animais possuam vibrissas). As raças bigodudas mais populares são:

    Cuidados importantes com o bigode do cachorro

    Uma das principais recomendações é que não se pode cortar o bigode do cachorro, muito menos tentar removê-lo com pinças e outras ferramentas semelhantes. Ao tentar fazer isso, o pelo é retirado da raiz e causa uma dor imensa aos caninos, deixando-os nervosos e irritados com a situação. Ninguém gosta de ver o próprio pet sofrendo, por isso o melhor a se fazer é deixar os pelinhos em paz. 

    Em algumas situações mais específicas - como quando o cachorro tem bigode muito comprido -, é possível conversar com o médico veterinário sobre a possibilidade de aparar as vibrissas de forma que não prejudique o cão. Mas atenção: nunca tome essa atitude por conta própria. As orientações de um profissional jamais devem ser ignoradas.

    Outro cuidado importante é não fazer carinho próximo às vibrissas. O bigode de cachorro é uma região extremamente sensível ao toque, então se você tentar acariciar o local, é bem provável que o cachorro desvie para evitar o incômodo.

    5 curiosidades sobre o bigode de cachorro

    1) Cerca de 40% do cérebro do cachorro que é responsável por processar o sentido tátil é voltada exclusivamente para a sensibilidade dos bigodes.

    2) As vibrissas são proporcionais ao tamanho do cão. É isso que permite que o animal saiba se um espaço é grande o suficiente para ele caber.

    3) O termo certo para o “bigode do cachorro” é vibrissa, uma palavra que vem do latim “Vibrio” e significa “vibrar”.

    4) O bigode do cachorro é capaz de perceber correntes de ar, captando também informações sobre a temperatura.

    5) Algumas raças de cachorro não perdem completamente o sentido tátil quando aparam os bigodes, especialmente aquelas que têm esses pelos mais compridos. Ainda assim, o ideal é não cortar ou conversar com o veterinário antes de fazê-lo.

    Redação: Juliana Melo

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