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Saúde

Hiperestesia felina: entenda mais sobre esse problema que causa espasmos musculares nos gatinhos

Atualizado · 16 de julho de 2020 · 12h40

Publicado · 16/07/2020 · 12h40

Gato com espasmos musculares? Pode ser hiperestesia felina! Saiba mais sobre a doença a seguir
Gato com espasmos musculares? Pode ser hiperestesia felina! Saiba mais sobre a doença a seguir

Percebeu o gato nervoso? Nem sempre isso é um sinal de alerta, mas é importante ficar atento porque em alguns casos esse nervosismo pode ser reflexo da hiperestesia felina. Trata-se de uma síndrome rara, mas que pode afetar o seu amigo de quatro patas por diferentes motivos e geralmente é associada a mudanças comportamentais. Por se tratar de uma doença mais específica e que poucos tutores conhecem, o Patas da Casa entrevistou a Carolina Bernardo, tutora da gata Ricotinha que passou por esse problema, e a médica veterinária Luciana Lobo para esclarecer as dúvidas sobre a síndrome de hiperestesia felina. 

Hiperestesia felina: o que é e quais as causas desse problema?

A síndrome de hiperestesia felina não é um problema muito comum, mas que se manifesta no gato com espasmos musculares. Segundo Luciana, a raiz do problema muitas vezes é desconhecida, mas pode ter origem comportamental, dermatológica, neurológica e ortopédica. “As possíveis causas são: fatores no ambiente que afetam o hipotálamo e o sistema límbico, gatos hiperativos e nervosos, pele ressecada, causa genética, estresse, parasitas de pele como pulgas, fungos e sarnas e até epilepsia”, destaca. Embora seja uma doença rara, há maior incidência da hiperestesia felina nas raças Sagrado da Birmânia, Himalaio e Abissínio.

Gato com espasmos musculares: quais são os principais sintomas da hiperestesia felina?

Por mais raro que seja, é sempre bom ficar atento aos sinais dessa doença para que o diagnóstico seja feito o quanto antes. Isso porque a doença pode comprometer toda a qualidade de vida do animal. O gato com espasmos musculares é o sinal mais comum: segundo a veterinária, ocorre quando o gato está parado e de repente salta e morde o dorso como se estivesse sendo atacado. Entretanto, outros sintomas que também podem ser indicativos da hiperestesia felina são:

• Nervosismo

• Alterações de comportamento

• Mexer a cauda enquanto tenta lambê-la ou mordê-la

• Corre pela casa como se estivesse com medo

• Ondula a pele do dorso e se irrita se for tocado na região

• Pode ter convulsões e espasmos

• Lambe excessivamente a região lombar, anal e cauda

• Pupilas sofrem dilatação durante as crises

Miados não usuais

• Pode sofrer perda de peso e até se mutilar

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    Como é feito o diagnóstico da síndrome de hiperestesia felina?

    De acordo com veterinária Luciana, como a hiperestesia não tem causa definida, o diagnóstico normalmente é feito com base nos sintomas apresentados pelo gato associados a uma série de exames, que vão ajudar a descartar outras doenças. Podem ser solicitados, por exemplo, exame físico, neurológico, dermatológico, hormonal, de urina, de sangue e até uma radiografia da coluna. Com a Ricotinha, a veterinária solicitou um raio-x da coluna, mas que não identificou nada. “Ela disse que realmente tem muitos casos em que a radiografia não acusa nada, mas a medicação se faz necessária – porque é uma síndrome que pode ter várias causas”, relata a tutora.

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    Infelizmente, não existe exatamente uma cura para a síndrome da hiperestesia felina. O que é possível ser feito, na verdade, é buscar tratar as causas da doença, que geralmente estão associadas a um gato nervoso ou estressado. “O tratamento consiste em reduzir a ansiedade e estresse do gato, criando um ambiente tranquilo. A alimentação adequada, limpeza constante e adequada das caixas de areia, comedouros e bebedouros também pode ajudar”, destaca a veterinária. Além disso, investir no enriquecimento ambiental também pode ser uma boa forma de promover melhor qualidade de vida ao felino. Em casos mais graves, pode ser necessária a prescrição de hormônios sintéticos e o uso de medicações controladas. A Ricotinha, por exemplo, iniciou um tratamento com medicação manipulada 2 vezes ao dia, e que deverá continuar até segunda ordem: “É relativamente tranquilo, tirando o estresse normal de dar comprimido para gatos, mas que por aqui já é uma prática que estou dominando bem!”.

    Redação: Juliana Melo

     

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