Mesmo que o seu amigo de quatro patas seja coberto de pelos, o câncer de pele em cachorro é um dos tumores caninos que pode afetá-lo e causar muitos riscos à saúde. Bastante comum em animais que passam muito tempo expostos ao sol, a doença pode ter uma série de sinais diferentes e, justamente por isso, quanto mais informado você estiver sobre a situação é melhor. Assim como saber sobre os sintomas de câncer de pele em cachorro é importante, aprender um pouco mais sobre as outras características do problema também é muito útil. Pensando nisso, o Patas da Casa conversou com a veterinária e dermatologista de cães, Rafaela Jardim. Veja o que ela explicou sobre o tumor de pele em cães!

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O que é o câncer de pele em cachorro?

Os tumores caninos também podem ser chamados de neoplasias. O problema se desenvolve quando ocorre um crescimento anormal de células, que acabam se multiplicando de forma descontrolada. No caso do câncer de pele em cachorro, esse crescimento ocorre na pele. O tumor pode ser definido como maligno ou benigno, dependendo de algumas características. O câncer de pele canino pode apresentar classificações e tipos diferentes. Um dos mais conhecidos deles é o melanoma em cães. Fotos desse tumor são muitas vezes divulgadas na internet. O mais importante de tudo é que seja qual for a classificação do câncer, o problema deve ser investigado por um médico veterinário de confiança para a realização do tratamento mais adequado.

Sintomas de câncer de pele em cachorro? Fique atento aos sinais!

Pequenas feridas que não cicatrizam são um alerta para o câncer de pele em cachorros. “Uma coceira que não para em local fixo, uma ferida que não cicatriza e sangra e, até mesmo, nódulos brancos ou escuros devem ser investigados”, explica Rafaela. Nesse caso, a ida ao veterinário é fundamental para que o animal seja corretamente diagnosticado e comece o tratamento. Ela continua: “Perda de apetite e peso e cachorro vomitando de forma recorrente também podem ser sintomas de câncer de pele em cachorro”.

Dependendo do estado do cãozinho existem diversos sinais que podem ser associados ao problema. De modo geral, os principais sintomas costumam ser:

  • sangramentos na pele
  • nódulos
  • mudança na cor da pele
  • alteração no aspecto da pele
  • secreções
  • feridas que demoram a cicatrizar

Por ser uma patologia comum em cachorros idosos, a especialista explica que é necessário uma atenção maior aos bichinhos de estimação mais velhos: “Entre 7 e 14 anos de idade é sempre bom ficar em alerta ao surgimento de possíveis nódulos ou da ferida de câncer em cachorro. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maior será a expectativa de vida do seu amigo”.

Os diferentes tipos de câncer de pele no cachorro

Depois de confirmar o diagnóstico, é preciso entender e investigar de qual tipo de tumor em cachorro se trata para indicar o melhor tratamento. Segundo Rafaela, o câncer pele em cães pode ter quatro tipos diferentes:

- Carcinoma espinocelular: geralmente causada pela exposição solar, essa versão da doença apresenta lesões ulceradas e, por isso, pode ser um agressiva e levar à destruição de boa parte do tecido ao redor do tumor. As lesões podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas em locais mais expostos: região ocular, boca, focinho e pontas das orelhas, são os mais propícios.

- Mastocitoma: nesse tipo de câncer de pele em cachorro, os tumores que se desenvolvem nos mastócitos podem aparecer em formato circular, em qualquer parte do corpo e em diferentes tamanhos. Vale ressaltar que, nesse caso, os fatores genéticos geralmente são importantes, e os hormônios estrogênio e progesterona podem influenciar diretamente no crescimento do câncer.

- Melanoma maligno: assim como nos humanos, o melanoma maligno é um tipo de câncer em cães que afeta os melanócitos, resultando em tumores nas células pigmentadas da pele. Na maioria dos casos, a doença se manifesta na boca ou nas mucosas do animal, mas também pode aparecer em partes dos corpos cobertas por pelos. Por isso, é importante ficar atento a qualquer sinal de câncer de pele em cães seu amigo e examiná-lo sempre.

- Histiocitoma: é um tumor na pele do cachorro, classificado como benigno que afeta as células do sistema imunológico do animal, impedindo a proteção dos tecidos que ficam expostos aos agentes externos, como a superfície da pele. Comuns em cães jovens e em algumas raças, como Labrador, Golden Retriever, Bull Terrier e Cocker Spaniels, a doença causa nódulos pequenos arredondados de aparecimento súbito na superfície da pele e, principalmente, na cabeça, nas bordas das orelhas do cachorro e nos membros. Nesse caso, o exame de Citologia Aspirativa é suficiente para o diagnóstico.

 

Câncer de pele em cachorro: imagens!É comum que alguns tipos de câncer de pele em cachorro comecem com pequenas feridas arredondadas na superfície da peleCâncer de pele em cachorro: a doença avança rapidamente e pode comprometer boa parte do tecido ao redor do tumorCâncer de pele canino costuma afetar mais os cachorros brancos

 

Como é feito o diagnóstico do tumor na pele do cachorro?

 

Para confirmar o diagnóstico e identificar qual é o tipo de câncer de pele em cães, é comum que o médico veterinário peça uma bateria de exames. “O diagnóstico é feito a partir de uma biópsia de pele. Nela, é necessário retirar uma margem de segurança para que não fiquem células cancerígenas na pele do animal”, explica Rafaela. Além deste, a raspagem de pele e citologia também podem estar na lista de procedimentos solicitados.

Depois dessa etapa, os exames passam a ter outro propósito, já que os animais diagnosticados precisam ser estudados. Sendo assim, exames de sangue e imagem devem ser feitos para descobrir se o tumor está presente apenas em um local ou se já se infiltrou em outros órgãos do cão, como fígado, baço e pulmão. Ainda que poucos tutores saibam, muitas das vezes o animal já pode apresentar metástases sem o surgimento de sintomas.

Câncer de pele: cachorro precisa de tratamento imediato

Quanto ao tratamento, assim como as causas e os tipos da doença, ele pode se apresentar de diferentes formas. “O combate à doença pode ser feito com uma cirurgia, eletroquimioterapia, quimioterapia dirigida, quimioterapia por via oral e quimioterapia por via intravenosa, tudo vai depender do tipo de tumor”, conta a especialista Rafaella.

Após o tratamento, é importante lembrar que o seu amigo deve manter o acompanhamento do médico veterinário. “O cão que teve algum tipo de câncer deve se consultar regularmente com o seu médico veterinário para exames periódicos. Nesse caso, o intervalo entre as consultas deve ser de, pelo menos, três meses”, conclui.

Como prevenir o tumor de pele em cães?

Ainda que nem todos os tipos de câncer de pele em cachorro possam ser prevenidos, é possível praticar alguns cuidados para preservar a saúde do seu amigo e minimizar o risco da doença. "Manter a alimentação saudável com uma ração de qualidade, é uma das táticas principais para garantir o fortalecimento da imunidade do cachorro", aconselha Rafaella. Além deste, a veterinária também recomenda evitar expor o animal ao sol, principalmente os cachorros brancos ou que têm a região do rosto mais clara. “Se o seu amigo for sair de casa, é fundamental o uso de protetor solar para cachorros”. Os cuidados também são muito bem-vindos para as raças com mais predisposição ao câncer de pele em cães, como:

  • Boxer
  • Cocker Spaniel
  • Pastor Alemão
  • Poodle
  • Setter Irlandês

Além disso, lembre-se: a qualquer sinal diferente no seu cãozinho, você deve buscar imediatamente a ajuda de um médico veterinário de confiança para realizar o diagnóstico correto e garantir o tratamento mais indicado de acordo com as necessidades do seu pet.

Redação: Úrsula Gomes e Hyago Bandeira

Publicada originalmente em: 23/03/2020

Atualizada em: 23/08/2021