Saúde

Veja 8 doenças que podem atingir os ossos de gato

Conhecidos pela flexibilidade, gatos podem desenvolver doenças ósseas ao longo da vida!
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No mundo felino, muita gente costuma brincar que os ossos de gato não existem e os bichanos são feitos de borracha. A anatomia do gato é cheia de mistérios: eles se esticam, saltam e passam por cada lugar que nos fazem duvidar se realmente têm tudo no lugar. A verdade é que os gatos têm 245 ossos – 39 a mais que os humanos – que, combinados a uma musculatura bastante incomum, garantem a flexibilidade do animal. 

Infelizmente, muitas doenças ósseas podem acabar afetando os nossos animais de estimação, como a artrose em gatos, a osteocondromatose e a osteoartrite. Para saber mais sobre as doenças ortopédicas que atingem os felinos, o Patas da Casa conversou com o veterinário ortopedista Pedro Motta , do Rio de Janeiro, para esclarecer as principais dúvidas e obter dicas importantes para cuidar da saúde óssea do seu gatinho. Confira! 

As doenças ósseas em gatos podem não ser perceptíveis no dia a dia

As patologias ósseas são comuns nos gatos e o diagnóstico nem sempre é fácil no início do problema. “Muitas vezes, as doenças ortopédicas que afetam os gatos domésticos não são percebidas por seus tutores, ou até mesmo por veterinários, dada a dificuldade em notar sinais de dor crônica ou de correlacionar mudanças do comportamento às alterações ortopédicas”, relata o veterinário Pedro Motta.

Algumas raças de gatos têm um risco maior de apresentar distúrbios ortopédicos. “O Scottish Fold, por exemplo, sofre de uma doença genética grave – a osteocondrodisplasia –, que afeta o desenvolvimento de cartilagem e osso e causa deformações, doença articular degenerativa e dor; já os Maine Coons e Siameses têm maior ocorrência de displasia e fratura fiseal da cabeça do fêmur”, completa o profissional.

Quais são as doenças mais comuns que atingem os ossos de um gato?

Os felinos podem ser afetados por uma grande variedade de doenças do sistema músculo-esquelético. Notadamente, as mais comuns são: doença articular degenerativa (osteoartrite), displasia coxofemoral, luxação de patela, displasia e fratura fiseal da cabeça do fêmur e fraturas em geral. 

Além destas alterações, também encontramos doenças do desenvolvimento, como a osteocondromatose, osteomielite, osteopatias nutricionais e hormonais e ainda  as neoplasias (tumores). Para entender melhor como as doenças ósseas acometem os gatos, o veterinário Pedro Motta explica com mais detalhes as mais comuns entre elas. Veja a seguir: 

Doença articular degenerativa: “constitui na deterioração irreversível da cartilagem articular, causando dor intensa nas articulações envolvidas”.

Displasia coxofemoral: “também é uma doença degenerativa, que afeta as articulações coxofemorais, levando à coxartrose. Os ossos envolvidos sofrem deformação, a articulação torna-se instável, causando dor e inflamação, e a cartilagem articular acaba sofrendo deterioração também”.

Luxação de patela: “ocorre quando a patela se desloca para fora de sua posição anatômica normal. Isto causa alteração na biomecânica articular e pode causar dor e deformação dos ossos e da articulação do joelho”.

Displasia e fratura fiseal da cabeça do fêmur: “é uma síndrome caracterizada pela persistência da linha de crescimento ósseo da cabeça do fêmur, além da idade em que deveria se ossificar, tornando-a suscetível à fratura espontânea. Ela afeta principalmente gatos machos castrados precocemente”.

Osteocondromatose: “ocorre principalmente em gatos jovens, entre 2 e 4 anos de idade. Focos de crescimento de cartilagem e osso (osteocondromas) podem ocorrer na superfície de diferentes ossos do gato. Estas lesões podem deixar o gato com dor quando invadem articulações ou comprimem músculos ou nervos. Em alguns casos, os osteocondromas podem evoluir para tumores malignos (condrossarcomas ou osteosarcomas). Pode estar relacionada à infecção pelo vírus da FeLV (leucemia felina)”.

Osteomielite: “é a inflamação do tecido ósseo, causada por uma infecção por bactérias ou fungos, na maioria dos casos. Muitas vezes decorrem de brigas com outros gatos que eventualmente inoculam agentes infecciosos por meio de mordidas ou até mesmo de arranhaduras”.

Osteopatias nutricionais e hormonais: “uma das principais é o hiperparatireoidismo nutricional secundário, que acomete gatos com dieta rica em fósforo e pobre em cálcio. O problema pode levar à osteoporose e a hipervitaminose A, que causa crescimento e deformação óssea, principalmente nas vértebras e, ocasionalmente, nos cotovelos ou em outras articulações”.

Tumores ósseos: “esses tumores não são muito comuns em gatos e, quando ocorrem, costumam ser menos agressivos do que nos cães ou humanos. Eles devem sempre ser biopsiados para o diagnóstico e tomada de decisão do tratamento. O mais comum dos tumores ósseos em gatos é o osteosarcoma, mas os felinos também podem sofrer de condrossarcomas, fibrosarcomas e hemangiossarcomas nos ossos”.

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    Prevenção de doenças ósseas em gatos

    Algumas doenças ósseas em gatos podem ser evitadas com cuidados simples, mas constantes. “A prevenção de certas doenças nos ossos dos felinos pode ser feita pela nutrição e controle de peso adequados, assim como o manejo apropriado, que incentive o gato a se exercitar diariamente. Há várias estratégias que podem ser aplicadas em casa. Os tutores devem buscar orientação dos veterinários para que seus gatos possam viver em um ambiente mais saudável e que atenda melhor às suas necessidades”, aconselha Pedro Motta.

    Também é importante ficar de olho em qualquer mudança no comportamento do animal para poder identificar precocemente uma doença óssea nos gatos. “O tutor pode notar que o seu gato tem algum distúrbio ortopédico a partir de vários sinais, incluindo o gato mancando, alteração da mobilidade e comportamentos incomuns – como deixar de subir nos móveis com facilidade, quietude, inapetência, irritabilidade, intolerância ao ser manuseado, além de deformidades na conformação corporal.”, orienta o veterinário.

    Doenças ósseas em gatos: diagnóstico e tratamento

    Ao suspeitar de doença ortopédica, o tutor deve levar o seu gato para a avaliação do veterinário.  “A abordagem do paciente ortopédico felino deve sempre iniciar pelo histórico detalhado (anamnese), seguido pelo exame físico e, quando necessário, exames complementares, como exames de sangue e de imagem (radiografias, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética)”, explica o veterinário Pedro Motta.

    “O tratamento recomendado vai depender do distúrbio identificado. Muitas vezes o problema não pode ser reproduzido no consultório e , por isso, é fundamental um histórico bem detalhado e, às vezes, filmagens feitas em casa para auxiliar na compreensão do problema. Gravações em câmera lenta podem ajudar muito também”, completa o ortopedista.

    Os gatos são animais independentes, mas precisam de cuidados, observação e supervisão como todos os pets. Se você notar algum comportamento diferente no seu bichano, procure um veterinário de sua confiança o mais rápido possível. 

    Redação: Guilherme Segal

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