A maioria dos cães geralmente tem uma boa saúde ao longo de sua vida, principalmente se eles forem bem cuidados. No entanto, ainda assim alguns problemas podem surgir quando menos se espera, como é o caso da trombose em animais. Embora não seja um quadro tão comum, é importante saber tudo sobre a doença, pois dependendo da região que foi atingida, o cachorro pode ter sua qualidade de vida bastante afetada. Para compreender melhor sobre esse problema de saúde, o Patas da Casa conversou com a Dra. Claudia Calamari, que é médica veterinária de São Paulo. Tire todas as suas dúvidas sobre o assunto a seguir!

O que é a trombose em cachorro e quais são as causas do problema?

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Conforme a especialista explica, a trombose é a solidificação do sangue no interior de um vaso sanguíneo pela ativação excessiva dos processos homeostáticos normais, formando assim um tampão sólido, que é chamado de trombo. Esses processos, por sua vez, são definidos como “respostas” naturais do corpo aos estímulos ao seu redor, como quando está muito quente e o animal começa a suar pelas patinhas. “O trombo pode ser constituído por fibrina e células sanguíneas que obstruem o fluxo sanguíneo, ocorrendo em artérias (tromboembolismo arterial) e veias (tromboembolismo venoso)”.

Já sobre as causas deste quadro, a especialista esclarece: “A trombose canina pode ocorrer pelo aumento da hipercoagulação, estase vascular (quando o fluxo sanguíneo diminui) e alterações no endotélio vascular (camada que reveste o interior dos vasos). A trombose é uma complicação que pode ser oriunda de muitas enfermidades como doenças cardiovasculares, doenças endócrinas, trombose inflamatória, tromboses hepáticas e renais e até mesmo em decorrência de neoplasias”.

Trombose: cachorro pode ter diferentes sintomas, dependendo da região afetada

Os sintomas da condição vão depender, principalmente, do local em que a trombose canina se formou. “Trombo em regiões de coração e pulmão podem ocasionar desmaios, falta de ar, paralisia, gengivas pálidas e tosse. Já na região do cérebro, podemos observar alterações de comportamento, do passo, perda de reflexos, alterações oculares, tremores e convulsões”, alerta Claudia.

Além disso, a profissional também destaca que no caso de uma trombose mais específica, como é o caso do tromboembolismo aórtico, o quadro pode desencadear a oclusão das artérias ilíacas e femorais, ocasionando a isquemia dos membros posteriores. Na prática, isso quer dizer que o paciente poderá ter paralisia com alteração da temperatura do membro.


A trombose canina pode deixar o cachorro ofegante
A trombose canina pode deixar o cachorro ofegante

A trombose em cachorro tem cura? Saiba como é feito o diagnóstico e tratamento da doença

Se houver qualquer suspeita de que seu cãozinho está com trombose, é importante consultar um médico veterinário para investigar isso corretamente. “O diagnóstico da trombose pode ser feito por ultrassonografia para identificar a presença e localização de um trombo vascular, com radiologia ou por meio da tomografia para determinar a extensão do trombo”, explica a especialista. Além disso, exames simples como hemograma e fatores de coagulação também podem ajudar no direcionamento.

O tratamento da trombose em cachorro vai depender bastante da localização e da gravidade das lesões no organismo do animal. “Pode-se utilizar tratamento com medicamentos específicos e remoção de trombos cirurgicamente”, conta. Para entender qual é a melhor opção para o seu cão, é fundamental conversar com o médico veterinário para tirar todas as dúvidas. 

A prevenção da trombose canina consiste em consultas regulares com o veterinário

Para cuidar da saúde do cachorro, a melhor maneira de prevenir tanto a trombose canina quanto outras doenças é levando o seu cãozinho ao veterinário anualmente, mesmo que seja só para se certificar que está tudo bem com ele. “Consultas e exames de rotina podem ajudar na prevenção da trombose canina, pois ajudam a identificar alterações que favorecem a formação do trombo. É muito importante que tutores façam exames de rotina em seus animais como hemograma, exames bioquímicos, cardiológicos e de imagem”, orienta Claudia.

Redação: Juliana Melo