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Saúde

Miastenia gravis em cães: entenda como se manifesta a rara doença que atinge a musculatura do pet

Atualizado · 18 de maio de 2021 · 19h20

Publicado · 18/05/2021 · 19h20

O   cachorro com fraqueza nas patas traseiras pode ser um sinal de miastenia gravis em cães. Saiba mais
O cachorro com fraqueza nas patas traseiras pode ser um sinal de miastenia gravis em cães. Saiba mais

A miastenia gravis em cães é uma doença neuromuscular considerada rara, mas que pode afetar significativamente a qualidade de vida do paciente se não for devidamente tratada, deixando o animal debilitado e com dificuldade locomotora. O cachorro com fraqueza nas patas traseiras ou dianteiras geralmente é um indicativo do problema de saúde, então é importante ficar atento a esse e outros sintomas da doença para buscar ajuda o quanto antes. Para esclarecer as principais dúvidas sobre a miastenia gravis em cães, o Patas da Casa conversou com o médico veterinário Igor Borba , de Belo Horizonte.

Miastenia gravis em cães: o que é e quais são as causas da doença?

Segundo o especialista, a miastenia gravis em cães é uma doença neuromuscular autoimune que pode ser idiopática (isto é, sem causas definidas) ou associada a outras doenças imunológicas, como, por exemplo, distúrbios da tireoide (como o hipotireoidismo ou a síndrome paraneoplásica secundária a timoma). Em alguns casos, também pode ocorrer a miastenia congênita, que é herdada geneticamente.

“O quadro de miastenia gravis é caracterizado pela produção exacerbada de anticorpos que tem como função inibir os receptores nicotínicos para acetilcolina (RAch), célula responsável pelos estímulos de contração muscular localizados nas junções neuromusculares da musculatura esquelética, causando uma fraqueza grave que pode ser generalizada ou focal”, explica Igor. Na prática, as manifestações clínicas surgem a partir do momento em que ocorre uma interrupção entre os nervos e os músculos do paciente.

Qual a diferença entre miastenia gravis em cães generalizada e focal?

No caso da doença generalizada, o veterinário destaca: “Ela afeta toda a musculatura esquelética do corpo do animal, causando fraqueza, cansaço ao exercício, paresia ou paralisia dos membros”. Já quando se trata da forma focal, a doença afeta principalmente a musculatura do esôfago, causando uma dilatação no órgão que, por consequência, tem a regurgitação como um dos principais sintomas. “Quando o animal possui apenas a forma focal provavelmente não vai apresentar alterações locomotoras”.

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    • Cansaço ao exercício com fraqueza muscular, fazendo com que o animal tenha dificuldade de se locomover ou se manter com as quatro patas apoiadas no chão

    • Paresia ou paralisia de um ou mais membros

    • Flacidez da musculatura da face (animal tem dificuldade de apreender o alimento ou vocalizar) 

    • Ventroflexão do pescoço (não consegue manter o pescoço ereto)

    • Megaesôfago canino, que é uma dilatação esofágica em que o animal se alimenta e após alguns minutos regurgita o alimento não digerido

    • Aspiração das vias aéreas, que pode se desenvolver posteriormente para uma pneumonia

    Como é feito o diagnóstico da miastenia gravis em cães?

    Ao identificar um cachorro com fraqueza nas patas e outros sintomas, é importante buscar a ajuda de um médico veterinário para que o diagnóstico seja realizado. Segundo Igor, o diagnóstico pode ser feito de duas formas. “A primeira é por sorologia sanguínea, onde se identificam os anticorpos séricos anti receptores de acetilcolina. Já a outra opção é a mais comum na prática clínica, que leva o nome de diagnóstico terapêutico, isto é, quando iniciamos o tratamento sem ter o diagnóstico concluído e os resultados são satisfatórios com redução ou extirpação dos sinais clínicos”, revela.

    Tratamento da miastenia gravis em cães depende de avaliação clínica

    Existe tratamento para a miastenia gravis em cães e, em geral, é possível reverter o quadro com o auxílio de um profissional. “Após a avaliação e o diagnóstico do médico veterinário, o tratamento para a doença deve ser feito na forma de terapia anticolinesterásica via oral. Com a melhora dos sintomas clínicos, geralmente é possível reduzir a medicação”, conta o especialista. Vale destacar que nos casos de megaesôfago canino e regurgitação grave, o medicamento oral não é a melhor solução, então o procedimento deve ser feito de forma intramuscular (injeções) com o mesmo fármaco.

    É necessário que o paciente faça um acompanhamento rigoroso com o médico veterinário para receber as devidas orientações quanto às doses e o tempo de duração do tratamento. 

    Redação: Juliana Melo

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