Prevenção e tratamentos

Leishmaniose visceral canina: como proteger o seu cão dessa grave doença?

Publicado - 23 Fevereiro 2022 - 15h45

Atualizado - 17 Maio 2024 - 13h59

A leishmaniose visceral, doença muito temida entre os tutores, é grave e não possui cura, podendo debilitar e até mesmo causar o óbito dos cães. Além disso, é considerada uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos cães para seres humanos. Ela é causada por um protozoário chamado Leishmania e sua transmissão acontece principalmente através da picada do mosquito-palha, que é o vetor da doença.

Apesar de ser uma condição bem preocupante, existem algumas formas de prevenir a doença. Para que você entenda melhor sobre essa enfermidade, como ela afeta o organismo dos cães e as melhores alternativas para protegê-los, preparamos uma matéria especial sobre o assunto. Veja abaixo e descubra como manter a leishmaniose visceral bem longe do seu pet e de toda a sua família!

Leishmaniose visceral canina: desenvolvimento da doença

O mosquito-palha se alimenta de sangue e, ao picar um cão infectado, se infecta e passa a transmitir através da picada a Leishmania para cães saudáveis e até mesmo para seres humanos.

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O curso que a doença seguirá depende intrinsecamente do tipo de resposta imunológica apresentada pelo seu hospedeiro. O cão pode adoecer ou se tornar um reservatório que corresponde aos casos onde mesmo infectados os cães não apresentam sinais clínicos da doença. É importante ressaltar que ao se alimentar em um cão doente ou em um cão considerado reservatório, o mosquito-palha pode se infectar continuando assim a disseminação da doença.

Leishmaniose visceral canina: manifestações clínicas

O período de incubação da doença, período decorrido do encontro com o protozoário até o aparecimento das manifestações clínicas, é variável, podendo levar meses. As Leishmanias podem afetar qualquer órgão e os sinais variam bastante, dependendo principalmente da região que está sendo acometida. Abaixo descrevemos alguns sinais clínicos:

  • emagrecimento
  • perda de apetite
  • crescimento exagerado das unhas
  • feridas na pele (principalmente orelhas e focinho)
  • febre
  • fraqueza
  • anemia
  • queda de pelos
  • alterações oculares
  • aumento de gânglios linfáticos
  • aumento de baço e fígado
  • vômito e diarreia
  • dificuldade para urinar

Ao suspeitar de um quadro de leishmaniose visceral, é importante agendar o mais rápido possível uma consulta veterinária.

Quanto antes a doença for diagnosticada, melhores são as perspectivas em relação ao seu prognóstico. Embora não tenha cura, o tratamento pode ajudar a controlar os sinais clínicos, possibilitando ao animal uma melhor qualidade de vida.

 

Cãozinho pulando em gramado ensolarado usando coleira laranja
Existem coleiras que repelem o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose visceral canina

 

Leishmaniose visceral canina: prevenção

Não vale a pena arriscar a saúde do seu cachorro quando se trata da leishmaniose visceral canina. Então como proteger o seu amigo? É importante lembrarmos que essa é uma doença transmitida principalmente através da picada do mosquito-palha, portanto, precisamos combater esse inseto! A principal forma de prevenção da leishmaniose visceral canina é através do uso de inseticidas tópicos com ação repelente, como a coleira Scalibor

Quando a Scalibor é colocada no cão, ocorre a liberação de uma substância que se espalha por toda a pelagem e gordura da pele do animal. Essa substancia funciona como um inseticida e repelente, protegendo o animal 

A coleira Scalibor tem proteção de até 4 meses contra mosquitos transmissores da leishmaniose visceral canina, é resistente ao contato com água e não tem cheiro, então não incomoda o pet. A indicação do produto é para cães a partir de 3 meses de idade. 

Leishmaniose visceral canina: outros cuidados muito importantes 

Existem outros cuidados importantes não só proteger os cães, como também os seres humanos, como: evitar passeios no período de maior atividade do mosquito, sendo ao entardecer e anoitecer, dar um destino adequado aos resíduos sólidos que podem servir de criadouro para o mosquito, uso de inseticidas no ambiente e colocação de telas em portas e janelas. Além disso, hoje há também vacina disponível no mercado, sendo importante conversar sempre com um médico-veterinário para que ele faça a melhor orientação em relação ao protocolo. 

Leishmaniose visceral é um assunto muito sério e a PREVENÇÃO é sempre a melhor opção!

Redação: Juliana Melo

*Matéria produzida em parceria com MSD

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