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Saúde

Leishmaniose canina: o que é, sintomas, tratamento, vacina e formas de prevenção da doença

Atualizado · 03 de dezembro de 2021 · 11h16

Publicado · 10/10/2019 · 16h34

Leishmaniose canina: saiba mais sobre a doença que pode ser fatal e transmitida para humanos!
Leishmaniose canina: saiba mais sobre a doença que pode ser fatal e transmitida para humanos!

A leishmaniose canina é uma doença causada por um protozoário chamado Leishmania. Mesmo que seja comum em animais, a leishmaniose também pode ser transmitida para humanos e, nos dois casos, pode debilitar o organismo o suficiente para ser fatal. Para falar mais sobre a doença no cachorro e esclarecer dúvidas sobre o contágio, remédios, prevenção e tratamento para leishmaniose canina, nós conversamos com Ana Regina Torro, médica veterinária homeopata. Dá uma olhada!

O que é a leishmaniose canina?

O principal foco de ação da Leishmania no corpo de um cachorro é nas células responsáveis pela proteção do animal, ou seja, seu sistema imunológico. “É uma doença transmitida por um protozoário, chamado Leishmania, que está no sangue dos cães infectados. A fêmea do mosquito palha pica esse animal, contrai esse parasita e, numa próxima picada, irá infectar outro animal ou uma pessoa”, explica a veterinária Ana Regina. A partir dali, a doença pode atingir uma série de outros órgãos e partes do corpo, gerando sintomas diversos. A leishmaniose canina não é contagiosa: a transmissão depende de um único vetor, o mosquito palha. “O cão não transmite a doença diretamente por mordidas ou fezes ou outra maneira. A forma de transmissão é pela picada do mosquito. O inseto é bem pequeno, do tamanho da cabeça de um alfinete e de cor castanha”, pontua a especialista. Como o mosquito costuma colocar os ovos em locais ricos em matéria orgânica, a leishmaniose acaba sendo uma doença mais comum em áreas com baixo saneamento básico.

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    Por ser uma doença que atinge o sistema imunológico do animal, também é comum que ele pegue outras doenças enquanto está com a leishmaniose canina, já que seu corpo está enfraquecido e não consegue se proteger normalmente. Quando o animal não melhora mesmo depois do tratamento, o profissional e os tutores podem começar a considerar a leishmaniose. 

    O diagnóstico da leishmaniose canina

    Justamente por causa da grande variedade de sintomas, a leishmaniose canina é uma doença que não pode ser diagnosticada com precisão apenas depois da consulta. “Pode ser feito um exame histopatológico ou biópsia de alguma lesão e aí serão encontrados os parasitas ou partes deles. Também podem ser feitos exames de sangue. Os mais comuns são os testes sorológicos, onde se pesquisam os anticorpos contra os agentes, e o PCR, onde se encontram sequências genéticas das leishmanias”, explicou a profissional. Ela afirma que em regiões endêmicas qualquer sintoma anormal pode ser suspeito e o veterinário logo deve solicitar exames.

    O tipo de exame mais comum para o diagnóstico preciso da leishmaniose envolve a observação do protozoário: retiram, do animal com suspeita de infecção, um pedacinho do corpo ou células de um órgão debilitado e, pela análise em laboratório, determinam se há ou não influência da Leishmania na amostra retirada. Os exames de sangue ajudam a detectar se há DNA da Leishmania entre as células no animal ou fazem a contagem dos níveis de anticorpos específicos para combater o protozoário em seu corpo. 

    Vacina: leishmaniose canina pode ser prevenida com a imunização feita quando o cachorro ainda é filhote.
    Vacina: leishmaniose canina pode ser prevenida com a imunização feita quando o cachorro ainda é filhote.

    Leishmaniose canina tem cura?

    Como o animal infectado é hospedeiro do protozoário causador da leishmaniose, por muito tempo, ao ser diagnosticado com a doença, o cachorro era sacrificado porque a cura completa não existe. “Até 2016, era solicitada a eutanásia do cão infectado. A partir de então, a eutanásia não é obrigatória”, explica a profissional. Hoje em dia, existe um remédio para leishmaniose canina que trata os sintomas e impede que o animal se torne um transmissor da leishmania mesmo sendo picado pelo mosquito palha. “Existem medicamentos que diminuem a carga de parasitas e medicamentos para os sintomas. O cão pode ficar aparentemente curado, mas pode adoecer de novo com o tempo”, pontua. Dessa forma, o cachorro pode viver de forma saudável e com qualidade de vida por mais tempo. Mesmo assim, o medicamento é caro e o animal infectado vai precisar de acompanhamento constante com o veterinário — não apenas no momento em que for diagnosticado e precisar tratar os sintomas que se manifestam. 

    As formas de prevenir a leishmaniose canina

    Já que a leishmaniose não pode ser completamente curada, a prevenção acaba sendo super importante no combate aos sintomas e à transmissão da doença. Uma das principais formas de prevenir é a vacina: leishmaniose canina é uma das doenças que tem a imunização indicada para animais que vivem nos pontos de proliferação do país. “Existe uma vacina, que só pode ser aplicada em cães sem sintomas e com teste negativo. Ela é interessante em regiões endêmicas e se houver animais infectados por perto”, explica Ana Regina. A vacina pode ser aplicada a partir dos quatro meses de idade e é dividida em três doses com um intervalo de 21 dias entre cada uma delas. 

    Além da vacinação em dia e da manutenção da saúde do animal, você também pode usar outros truques para protegê-lo da leishmaniose, como enumerou a profissional: “A maneira de um cão se infectar ou transmitir a leishmaniose é pela picada da mosquitinha. Então, o foco é evitar a picada. Nos locais de beira de mata ou lagos ou onde houver animais contaminados, abrigue os cães em local fechado com proteção de mosquiteiros em portas e janelas ao anoitecer, noite e amanhecer, que são os horários de maior ataque de mosquitos. Também evite passeios nesses horários. Se for fazer trilhas com os cães, coloque proteção extra de repelente spray em orelhas e dorso”. Além disso, Ana Regina indica ainda a coleira contra leishmaniose:  “Mantenha o seu cão com coleira ou medicação de pipeta que proteja contra mosquitos descrita na bula e fique atento à data de reaplicação orientada pelo fabricante”.

    Redação: Ariel Cristina Borges e Maria Luísa Pimenta

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