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Eutanásia em cães: entenda mais sobre o procedimento

Publicado - 12 Novembro 2020 - 15h02

Atualizado - 05 Maio 2024 - 15h54

Os cães são muito mais do que um simples animal de estimação: eles fazem parte da nossa família. São verdadeiros amigos para todas as horas e que nos ensinam a forma mais pura de amor. Por isso, quando um veterinário sugere que chegou a hora de sacrificar cachorro, nosso mundo desaba. Se já é difícil ter que lidar com o luto normalmente, ter que decidir pelo sacrifício animal é ainda mais doloroso. Muitas são as dúvidas que passam pela cabeça do tutor nessas horas, e é normal se questionar se a eutanásia em cães é a melhor solução, de fato.

Mas como é feito esse procedimento? Em que casos ele é indicado? É possível sacrificar cachorro gratuito ou é algo que exige também um planejamento financeiro? Embora esse seja um assunto bastante delicado, é necessário entender todas essas questões antes de optar pela eutanásia em cães. A seguir, te contamos o que você precisa saber nesse momento.

Eutanásia em cães: em que casos o procedimento é indicado?

De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), órgão responsável pela regulamentação da eutanásia em cães e outros animais, este tipo de procedimento pode ser indicado em situações onde não há chances de cura para uma doença que compromete a qualidade de vida do animal. Sendo assim, sacrificar cachorro geralmente é a última opção sugerida pelos veterinários como forma de eliminar a dor e sofrimento do animal doente, como é o caso da eutanásia em cães com câncer. Mas atenção: este cenário leva em consideração apenas animais que não podem ter a doença controlada por meio de analgésicos, sedativos e outros tratamentos (como cuidados paliativos), segundo a Resolução nº 1000 do CFMV, datada de 11 de maio de 2012. Logo, se existem chances de cura ou algum tratamento disponível, a eutanásia em cães não deve ser uma opção.

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Além disso, outra situação em que a eutanásia pode ser considerada é quando o animal representa uma ameaça à saúde pública. Um exemplo disso é quando o cachorro sofre com a raiva canina, uma doença viral que pode ser transmitida para humanos e que é letal nos cães.

 

Cão deitado em mesa de consultório enquanto veterinário coloca fios nele
A eutanásia em cães deve ser realizada pelo médico veterinário

 

Como fazer eutanásia em cão da maneira correta?

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que este procedimento deve ser recomendado única e exclusivamente por um médico veterinário após uma rigorosa avaliação do quadro de saúde do animal em questão. Em seguida, cabe ao tutor acatar ou não essa sugestão. 

A eutanásia em cães precisa ser realizada por um profissional a fim de minimizar os efeitos nos animais e, de preferência, deve ocorrer em um lugar tranquilo para diminuir possíveis situações de estresse e ansiedade no paciente. Além disso, o procedimento deve seguir os princípios estabelecidos pelo CFMV, que diz que precisa haver elevado grau de respeito aos animais e a redução máximo de dor e desconforto. Desta forma, o primeiro passo é a aplicação de anestesia geral no cachorro, técnica necessária para deixar o bichinho inconsciente e evitar que ele sinta qualquer coisa durante o processo. Logo após, são utilizados medicamentos para finalizar a eutanásia em cães.

O custo médio para este tipo de procedimento é de, no mínimo, R$300 (lembre-se que existe o custo da anestesia, medicamentos e outros fatores que influenciam nisso). Lugares que cobram mais barato do que isso podem não ser de confiança e não há garantias de que eles vão realizar a eutanásia em cães de forma mais humanizada. Alguns órgãos, como o Centro de Controle de Zoonoses, também oferecem esse tipo de serviço, mas não é de forma gratuita: existe uma taxa a ser paga por isso, que pode ter o preço variado de acordo com a região. Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$188.

Depois da eutanásia em cães, como lidar com a partida do seu amigo?

Nunca é fácil lidar com a morte de um cachorro, mas quando eles precisam ser sacrificados, essa dor consegue ser maior ainda. O sentimento de impotência por não ter conseguido salvar a vida do cãozinho é enorme, mas o tutor não deve se culpar por isso. São situações que estão além do nosso alcance e da nossa vontade (até mesmo porque se dependesse de nós, os cães seriam eternos, né?). 

Por isso, a melhor forma de passar pelo luto é lembrando dos momentos bons que vivemos com o nosso amigo e aceitando que agora ele está livre de toda a dor e sofrimento causados pela doença. Procure o apoio de quem você ama e sinta-se livre para conversar, desabafar e relembrar tudo que vocês viveram juntos. Falar sobre isso ajuda a se “libertar” da dor da perda.

Além do mais, em um primeiro momento pode ser difícil considerar a ideia de ter um novo cãozinho por perto, mas é algo que também pode ajudar. Um cachorro jamais vai substituir outro, mas ninguém pode negar que a presença de um peludo sempre nos ajuda nos momentos difíceis.

Redação: Juliana Melo

 

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