Um objeto que parece divertido e provoca reações engraçadas: o laser para gatos se transformou em um “brinquedo” muito comum para entreter os felinos. Uma luz de raio único, que faz o gatinho pular de um lado para o outro com o objetivo de alcançá-la parece uma brincadeira inofensiva, não é mesmo?! Mas, você sabe quais são os efeitos desse acessório? O laser para gatos pode ser muito prejudicial para a saúde mental dos peludinhos. Imagina só: felinos têm o instinto de caçadores por natureza e se frustram quando não alcançam uma presa com sucesso. Afinal, como eles alcançariam uma presa que, de repente, some? Para entender melhor como o laser para gato pode afetar os bichanos, nós conversamos com a bióloga e comportamentalista felina Valéria Zukauskas. Chega mais!

Como e quando devo usar o laser para gato?

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O uso do laser para gato deve ser feito com consciência. Os felinos não entendem que a luz não é uma presa, portanto, ele não medirá esforços para conseguir sua recompensa. De repente, aquela luz some e o animal não entende para onde foi algo que estava desejando tanto. “Vejo muitas pessoas usando o laser não como brinquedo para distrair o gato, mas para distrair a si mesmas: utilizando a luz para fazer o gato pular. Isso é prejudicial. Por isso, deve ser usado de forma consciente: movimentos baixos e sinuosos, imitando uma presa”, explica Valéria. O ideal é recompensar o gato no final da brincadeira para que ele não se frustre.

Laser para gatos pode causar problemas de comportamento

Depois de algumas vezes tentando descobrir como pegar o laser, é capaz que o gato não queira mais brincar. Esse comportamento ocorre quando ele se sente frustrado depois de tanto esforço. O laser não causa vício, pelo contrário, em excesso e sem a recompensa final, fará o gato perder o interesse. Com essa perda de interesse é que surgem alguns problemas de comportamento, como ansiedade, nervosismo e estresse

Em alguns casos, o laser pode até deixar um gato que normalmente é manso, mais agressivo com seus donos. “Alguns gatos começam a avançar nos tutores, o que é natural, pois eles querem sua recompensa”, afirma Valéria. Há algumas opções para não deixar o laser de gato de lado e, ainda assim, recompensar o gatinho: “Pode-se usar um brinquedo onde a própria presa é o laser, modelo que já existe no mercado, ou então oferecer um petisco no final da brincadeira. Isso fará o gato entender que está sendo premiado e, assim, alcançando a presa.”


Laser para gatos: não coloque o laser tão próximo aos olhos do seu felino, isso pode cegá-lo.
Laser para gatos: não coloque o laser tão próximo aos olhos do seu felino, isso pode cegá-lo.

Laser de gato: quando não devemos usar esse acessório?

Os gatos costumam se interessar bastante pelo laser, por isso os humanos insistem tanto em usá-lo. O problema é que o uso em excesso pode deixar o gato mais problemático. No caso, Valéria explica que o uso do laser é muito mais sobre os tutores do que sobre os felinos. “Precisamos avaliar o tutor e não o gato. Não é recomendado o uso do laser por crianças sem supervisão (até porque muitas apontam a luz no olho do gato), nem o uso do laser automático e por pessoas que querem apenas ver o gato pular”, afirma a especialista.

Isso não quer dizer que você não pode usar o laser para brincar com o seu gato. Cabe, apenas, responsabilidade e se questionar se esse brinquedo realmente é necessário. É o seu gato que gosta de brincar com ele ou é você que gosta de ver o seu gato brincar? A saúde mental dos felinos é tão importante quanto a saúde física. Vale a reflexão, pois existem outras alternativas para entreter o gato.  

Brinquedos para gatos: existem alternativas ao uso do laser!

Você pode investir em outros brinquedos que não sejam o laser para brincar com gato. Para oferecer um brinquedo para o seu felino, é necessário levar em conta algumas variáveis, como a idade, o porte, o nível de energia e de quanto de estímulo e atividade ele tem por dia. Como explica Valéria, cada gato é único e será estimulado por um objeto diferente. Ela recomenda também que o felino não tenha a oferta de brinquedos em livre demanda e receba variação nos estímulos, pois pode enjoar e não se interessar por nenhum deles. A ideia é alternar os dias e quais brinquedos serão oferecidos. Por exemplo, se na segunda feira você estimulou o seu gato a brincar com uma varinha, na terça é interessante oferecer a ele um ratinho de brinquedo recheado de catnip

Redação: Júlia Cruz