Adoção animal

Cachorros pequenos: tutores contam como é conviver com mini raças em casa

Publicado - 30 Setembro 2020 - 16h08

Atualizado - 10 Fevereiro 2025 - 12h13

Os cães são uma verdadeira paixão mundial. Quando se trata de raças de cachorro pequeno, o combo de fofura e companheirismo pode ser ainda maior. Além de serem uma ótima pedida para os tutores que moram em apartamento ou casas menores, os cachorros pequenos também são grandes candidatos a serem aquele amigo para todas as horas. No entanto, justamente por conta do seu tamanho, esses cãezinhos exigem alguns cuidados específicos em diferentes aspectos da vida do animal, desde alimentação até a rotina de passeios.

Pensando em esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, o Patas da Casa foi atrás de algumas histórias reais com cachorros de porte pequeno para entender um pouco mais sobre como é a rotina de quem possui uma mini raça em casa. Veja só o que os tutores contaram!

A Gal é a prova de que cachorro de pequeno porte pode ser bastante ativo

Uma vontade que a Luiza Yang sempre teve foi a de adotar um cãozinho, mas nunca encontrou o “momento certo” para isso, até que o seu marido decidiu presenteá-la com a pequena Gal. Com 6 meses de idade e pesando 1,9kg, a nova integrante da família é uma Chihuahua cheia de energia. “Embora ela seja uma raça de cachorro pequena e indicada para apartamentos, a Gal é bem animada e corre o apartamento inteiro. Por isso, nós decidimos colocá-la em uma creche para cachorros, para facilitar o adestramento, a socialização e, de quebra, gastar um pouco da sua energia”, explica Luiza. Por outro lado, a tutora conta que, embora os passeios façam parte da rotina da cachorrinha, eles não são a sua atividade favorita. “Nos outros dias, tentamos passear com ela nas ruas e nas pracinhas. Ainda assim, nós sentimos que não se sente muito confortável, como se a rua fosse grande demais e parecesse uma ameaça”, explica.

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Além da rotina de passeios e atividades, Luiza revela que algumas estruturas da casa também foram pensadas para garantir o conforto e o bem-estar de Gal. “Tudo é pensado para o tamanho de um porquinho da Índia, já que a Gal é bem pequeninha. Na sala, por exemplo, nós temos uma rampa no sofá para que ela consiga subir até o móvel e pular sem que se machucar”, conta a tutora.

O Maylou é um cachorro de pequeno porte que exige alguns cuidados específicos

Cão Shih Tzu filhote correndo em ponte
Cachorros pequenos, como o Shih Tzu, costumam ser muito fofos e engraçados

Para quem busca uma raça de cachorro pequeno, o Shih Tzu é sempre um dos mais lembrados. Para a estudante Giovanna Picazzio, não poderia ser diferente: o pequeno Maylou é o verdadeiro xodó da família. Com apenas 1,5kg, o cãozinho conta com uma alimentação regrada e uma rotina muito ligada aos horários da família. “O Maylou só come ração e, algumas vezes, alimentos cozidos, como cenoura, chuchu e batata doce - que ele ama! Ainda assim, isso só costuma acontecer durante os nossos almoços, que é quando costumamos cozinhar alguns legumes e ele fica sempre ali esperando por uma petisquinho”, conta.

Ainda sobre a alimentação do seu pet, a tutora revela que também leva em consideração a quantidade e a fórmula da ração para cachorros escolhida. “Justamente por ele ser um cachorro de pequeno porte, nós temos essa atenção maior com a saúde e, principalmente, com a alimentação. A ração oferecida para ele, por exemplo, é Premium e específica para a fase de idade dele para garantir os nutrientes certos”, afirma. Além da alimentação, Giovanna conta que o porte pequeno do Maylou também influencia na hora de receber visitas na casa. “Soa até engraçado, mas nós temos o hábito de sempre avisar as visitas onde ele está. Por ser muito pequeno e estar sempre no pé das pessoas, nós temos receio de alguém se distrair e acabar pisando nele sem querer”, relata.

O pequeno Gin é um cãozinho apegado e muito brincalhão

Cãozinho Lulu da Pomerânia com pelo alaranjado
O cãozinho Lulu da Pomerânia é pura fofura com sua pelugem peculiar

Você pode até não ser fã de cachorros pequenos, mas dificilmente resistirá à fofura de um mini Lulu da Pomerânia (ou Spitz Alemão, nome oficial da raça). O pequeno Gin, por exemplo, é um cãozinho peludo de apenas 3,2kg que conquistou o coração da publicitária Beatriz Magalhães. “Na minha casa, somos eu, meu pai e minha mãe. Nunca passou pela nossa cabeça que teríamos um cachorrinho, principalmente porque minha mãe não gostava da ideia de ter cachorro em apartamento e meu pai nunca gostou muito. Mas, hoje, posso dizer que somos todos muito apegados ao Gin e ele é a minha sombra, me seguindo por todos os lugares da casa”, conta a tutora. Devido ao seu apego com a família, Beatriz revela que o cãozinho tende a “reclamar” bastante durante a ausência de algum deles. “Se saímos, mesmo que por minutos, ele late sem parar e quando a gente volta ele faz a maior festa, como se tivéssemos saído por dias”, afirma.

Quando o assunto é a energia do animal, Beatriz adianta: o Gin é puro entusiasmo. “Nós temos um espaço bom para ele correr e brincar aqui em casa e, por isso, sempre separei um tempinho depois do trabalho para ficar só brincando com ele. Não é todo dia que o levamos na rua, mas quando é possível levo ele no parcão que é um lugar onde ele pode ficar solto e socializar com outros cães - e que ama”, conta. Durante a quarentena, ela conta que os níveis de energia aumentaram de maneira considerável. “Ele tem uns 3 ou 4 picos de energia, de pegar a bolinha e começar a correr pela casa. Ainda assim, tem momentos que ele tira várias sonequinhas ao longo do dia”.

A Nick faz parte do time de raças de cachorros pequenos com uma saúde de ferro

Cão Chihuahua Filhote correndo em campo
O filhote de Chihuahua é extremamente fofo, também por ser muito pequeno

Assim como a Gal, a Chihuahua Nick é a alegria da estudante Raiana Lima. Com 3kg e muita energia, a cachorrinha idosa possui uma saúde exemplar e a sua tutora pode provar. “A Nick tem 13 anos e, durante esse tempo, o problema mais 'grave' que ela teve foi uma infecção no útero, que é um quadro comum em cadelas”, explica. Um dos motivos por trás da saúde de ferro dessa cadelinha idosa é a sua alimentação equilibrada e saudável. “Ela come uma ração específica para cães idosos e a quantidade equivale a dois punhados. Nós evitamos oferecer qualquer outro tipo de comida porque ela passa mal, exceto alguns legumes. A Nick adora batata doce, cenoura e vagem e, por isso, às vezes faço esses alimentos para ela”, relata Raiana.

Quanto ao nível de energia da pequena Nick, Raiana conta que a idade influencia no tipo e no período das atividades. “Embora a Nick seja bastante ativa, ela já não aguenta mais brincar como antigamente porque começa a tossir e a perder o fôlego rápido. Por isso, costumo passear com ela apenas duas vezes por dia, no jardim do prédio e na rua”, finaliza.

Redação: Úrsula Gomes

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