Gato

"Meu gato morreu. E agora?" Veja dicas de como amenizar a dor da perda de um pet

Publicado - 04 Abril 2023 - 14h47

Atualizado - 29 Maio 2024 - 14h00

Meu gato morreu” ou “meu cachorro morreu” não são situações fáceis de lidar. O luto pela perda do gato não é diferente daquele que sentimos por um familiar ou amigo. Afinal, a convivência com o animal foi um período de amor, companheirismo e muita troca de afeto. Perder alguém tão importante pode ser doloroso, ainda mais quando não temos mais o próprio bichinho para amenizar a dor. Apesar de não ser fácil, algumas dicas podem ajudar a lidar melhor com o luto animal, seja de gato ou cachorro. Veja o que fazer nesse momento difícil.

1) Viva todas as fases do luto por um animal

O luto - animal de estimação ou não - é uma combinação de reações físicas, emocionais e comportamentais diante de uma perda muito grande. Quando se trata de um animal, as condutas são as mesmas de um ente querido. No entanto, deve-se pontuar que ele é singular e cada um tem sua forma de agir, sentir e passar por ele. Veja quais são as fases do luto animal.

  • Negação: é um mecanismo de defesa onde o indivíduo não aceita e muito menos entende a perda.
  • Raiva: acontece quando é impossível negar a ausência, mas ao invés de dor, há uma certa fúria contra a falta.
  • Barganha: é uma tentativa inconsciente de conseguir alguém de volta, onde o tutor busca reverter a situação de diversas formas, principalmente espiritual. No caso dos animais, pode acontecer até uma nova adoção de gato como meio de substituir a perda.
  • Depressão: nessa fase, a dor é encarada de frente, pois finalmente é possível lidar com ela.
  • Aceitação: aqui o tutor já sabe como lidar com a própria dor e começa a viver melhor com essa perda, além de aceitar a partida do animal.

As cinco fases do luto não acontecem necessariamente nessa ordem, mas a aceitação sempre fica por último. É importante se permitir viver cada fase e ser gentil consigo mesmo em cada momento. Tenha paciência e respeite a dor. Jamais se culpe pela perda. Entenda que apesar de doloroso, o luto é um mal necessário para que se possa reaprender a viver sem a companhia do gato.

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2) Luto animal: gato ou cão eram bons companheiros, mas você pode - e deve - conversar com amigos

Infelizmente, nem todo mundo entende quem sofre o luto animal e muitos se esquecem que o gato também era um ente querido - o que torna tudo ainda mais difícil. Por ser tratado como um tabu pelos demais, ainda não há muito suporte geral e isso pode gerar isolamento do tutor. Nessas horas, é interessante conversar com outras pessoas que já passaram ou estão passando pela mesma perda, o que pode ser um ótimo acolhimento.

Também é importante estar perto de pessoas queridas e que têm empatia pela dor, elas vão ser fundamentais para você poder se expressar e lidar melhor com o luto. Não tenha vergonha de desabafar com pessoas queridas e confiáveis. Inclusive, caso tenha outros gatos em casa, é um bom momento de ficar bem pertinho deles. Acredite, quando um gato morre, o outro sente falta. Então, ele também está sofrendo.

3) Se necessário, busque apoio profissional para lidar com o luto por animal de estimação

Se necessário, procure ajuda de um profissional. Cada um lida com o luto como pode. Mas quando ele não é vivido de maneira saudável e a perda está causando impactos na rotina, talvez seja hora de buscar um profissional de saúde, como um psicólogo. Eles têm a formação certa e o entendimento necessário para guiar o tutor nesse momento tão difícil.

 

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4) Como superar o luto de um animal e o que fazer para seguir em frente?

É importante criar uma nova rotina. Sabe aquelas horas em que você se dedicava exclusivamente ao gatinho? Seja a hora de colocar a comida, fazer a higiene ou brincar: esses vão ser os momentos mais difíceis, que foram bruscamente cortados do seu dia a dia. O melhor para lidar com essa falta é buscar fazer algo prazeroso. Pode parecer doloroso parecer que está seguindo em frente, mas é necessário. E tão importante quanto o que fazer com o corpo do animal, é tratar com carinho os objetos do felino. Seja guardando em outros lugares, ou doando para outros tutores e ongs de adoção animal.

5) Se prepare para o luto: animal de estimação vive menos do que os tutores

Tenha consciência da partida do animal em vida. Um bichinho de estimação pode ser um dos melhores companheiros de alguém. A vontade é de tê-los para sempre. Mas, infelizmente, quanto tempo vive um gato ainda é um período muito curto e é preciso ter ciência disso. Isso não quer dizer que deve se viver ansioso ou com receio da partida do animal, muito pelo contrário: deve ser um estímulo para que se aproveite cada momento juntos. Essa percepção de finitude é o que pode fortalecer ainda mais a relação do gato com o tutor.

6) Não deixe o luto por um animal de estimação virar um trauma

Não perca o amor pelos animais. É bem comum que, após a perda, os tutores não queiram outro bichinho por perto, evitando um novo sofrimento. Afinal, um novo gato não será o mesmo que aquele que se foi. Mas é importante lembrar que todo animal oferece amor e experiências únicas. Inclusive, o amor de gato é um dos mais sensíveis. Se poupar de nutrir o carinho pelos pets é evitar ser feliz e fazer feliz outro peludinho.

No entanto, isso não quer dizer que você deve buscar uma nova adoção de imediato. As responsabilidades com a vida do animal ainda serão as mesmas - incluindo a responsabilidade afetiva. Então só decida adotar um gato quando se sentir seguro e preparado para cuidar de uma nova vida.

Redação: Erika Martins

Edição: Juliana Melo

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