Adoção animal

Meu cachorro morreu: dicas para lidar com a morte do melhor amigo

Publicado - 03 Setembro 2019 - 15h58

Atualizado - 29 Maio 2024 - 17h06

Essa é uma matéria que gostaríamos que ninguém precisasse ler. Não gostaríamos nem de ter escrito. Mas, já que é necessário, vamos fazer com que você termine de ler e se sinta abraçado. Sabemos o quanto você amou cada dia com seu cachorro e hoje consegue amar até mesmo o dia que ele mordeu o seu sapato preferido ou roubou o seu último pedaço de pizza enquanto você se distraiu. Sabemos também que era o melhor cachorro do mundo e que dormir com ele na cama era o que recarregava a sua energia depois de um dia cansativo. Podemos imaginar a festinha que ele fazia sempre que você chegava do trabalho e como ele te olhava como quem olha a sua pessoa preferida no mundo.

Para ajudar nesse momento, convidamos três “mães de pet” para contar como foi esse momento e o que fizeram para superar.

Ana Heloisa Costa perdeu a Lorota “no susto” 

Cadela sorridente usando fantasia de carnaval
Lorota foi uma adorável salsichinha que deixou o mundo precocemente

 

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"A morte da Lorota foi especialmente difícil por que foi inesperada. Aos 2 anos, ela não sobreviveu à anestesia necessária para uma cirurgia simples. Receber a notícia sozinha e sair da clínica veterinária sem ela nos braços foi a pior parte. 

Nos primeiros momentos, o apoio da minha família foi muito importante. Passei os primeiros dias na casa dos meus pais para não precisar encarar logo a minha casa vazia (dica #1). As mensagens de carinho de amigos e conhecidos foram a segunda ajuda: pensar no quanto ela foi bem cuidada e feliz em todos os dias em que passamos juntas ajudava a melhorar a dor (dica #2). 

Eu queria outro cachorro mas não imaginava que adotaria tão rápido! No dia em que fui levar coisas da Lorota para doar em uma feirinha de adoção, fui abraçada por uma vira-lata que já fincou as patas no meu coração! Eu já tinha ouvido alguns conselhos de que cuidar de um outro bichinho - principalmente um resgatado, que transborda gratidão por ter uma família - iria me ajudar a distrair da perda da Lorota (dica #3). 

Realmente ajudou, mas não foi fácil! É preciso ter muita paciência e evitar comparar o novo bichinho com o que já se foi para não ter frustrações e ser injusto com o novato que ainda não está perfeitamente adaptado à sua rotina (dica #4). Nenhum bichinho é igual ao outro e, sinceramente, passados 3 anos dessa perda de uma e ganho da outra, vi a beleza da vida. Descobrir que mesmo depois de perder um bichinho que você amou como se fosse um filho é capaz de sentir isso de novo por outro conjunto de patinhas, é maravilhoso (dica #5)! 

Eu sei que tem muita gente que fica tão - mas tão - triste pela perda de um amor canino, que pensa em nunca mais ter um bichinho para não ter que passar por isso de novo... Mas sinto que todos os outros dias em que ele está ao nosso lado, brincando, abanando o rabinho e dando a barriguinha pra coçar são tão bons, que fazem tudo valer a pena. Eu, pelo menos, não imagino mais a minha vida sem patinhas!"

Ariel Cristina Borges perdeu a companheira de infância

"Eu devia ter uns 12 anos quando a minha última cachorrinha, a Mel, morreu. Ela tinha esse nome porque era uma Setter Irlandês, tinha o pelo todinho nessa cor e era um doce mesmo, o sonho de cachorro que todo mundo tem. Eu era muito apegada a ela por causa da idade que tinha quando meus pais adotaram, então é impossível dizer que eu não senti o baque de quando tudo aconteceu, ainda mais porque fui eu que encontrei o corpinho dela no quintal. A Mel pegou doença do carrapato e já tinha ficado bem debilitada por algumas semanas antes de falecer, mas teve uma melhora de leve — o que, hoje, a gente sabe que foi só pra todo mundo conseguir se despedir. Na época, a gente também já tinha a Docinho, que é filha da Mel, e ela foi essencial pra me ajudar a superar justamente por ser bem nova. 

Lidar com a perda é algo complicado, não dá pra negar, mas a Mel foi a melhor cachorra que eu tive até hoje e entender que ela precisava descansar (algo que só aconteceu um tempo depois) também foi muito bom para ajudar a diminuir a força da imagem da última vez em que eu a vi na minha cabeça. Alguns meses depois, adotamos a Maya, outra Setter Irlandês que ainda era filhote. Se desse para comparar, hoje qualquer pessoa diria que ela é a filha da Mel, e não a Docinho, de tão parecidas no físico e na personalidade que elas são. Foi a Mel que me ensinou como é bom ter um cachorrinho sempre por perto, então posso dizer que ela vai viver comigo pra sempre, na Maya, na Docinho e nos outros doguinhos que eu ainda vou ter ao longo da vida."

Luana Lopes conseguiu transformar a culpa em amor

Cadela deitada no chão com a barriga virada para cima querendo carinho
Bel feliz da vida depois de ganhar carinho na barriga

Perder a Bel foi, definitivamente, a pior coisa que aconteceu na minha vida. Ela era uma cachorra excepcional! A morte de um bichinho sempre vai causar muita dor, mas você não pode colocar essa responsabilidade nas suas costas. Eu não estava perto quando aconteceu e minha ação natural foi fazer daquela dor uma culpa constante. Passei muito tempo questionando, remoendo o que poderia ter feito de diferente, com vários "e se" na cabeça. Foram camadas e camadas de culpa. Demorei para entender que aquilo não era saudável e, além de tudo, não condizia com a memória da Bel - que só me trouxe paz e aconchego nos 13 anos que vivemos juntas. Eu finalmente consegui transformar essa culpa em amor, apenas. 

Tenho o hábito de sempre lembrar da Bel quando estou muito feliz, quando estou diante de algo que me emociona (seja uma paisagem ou uma música, tanto faz) ou quando preciso de algum conforto para me sentir bem. Sempre funciona! É como se a lembrança fosse meu amuleto da sorte - e sem culpa. Criar um elo de apoio com a minha mãe e irmã também foi muito importante para superar. Sempre quando estamos juntas, passamos horas relembrando e rindo das histórias da Bel. Hoje, somos muito mais próximas e unidas, graças à ela. Por último, você pode usar esse momento para preparar o seu coração para um novo amor de quatro patas ou, caso já tenha um outro animal, se aproximar mais ainda dele. Eu recebi taaanto amor da Bel e não podia guardar isso dentro de mim: sempre tem um bichinho esperando para ser amado e nenhum luto dura para sempre. Esse foi o melhor aprendizado que ela me deixou!

Dica para ajudar um amigo que perdeu um cachorro

Se você tem um amigo ou familiar que tenha perdido um cachorro recentemente, chame para conversar, se distrair e deixe ele falar o quanto quiser da perda. Faça com que ele relembre os bons momentos e o quanto você também gostava dele. Seja presente nos primeiros meses e não faça com que ele se sinta incomodado quando contar a mesma história várias vezes. Isso faz parte do luto. Caso o cachorro tenha sido especial para você também, deixe ele saber o quanto era amado.

 

Redação: Mariana Almeida 

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