Você sabe como cuidar de gatos medrosos? Ainda que sejam mais independentes que os cachorros, os felinos também precisam de uma atenção extra do dono em determinadas situações - e está é, certamente, uma delas. Um gato com medo e nervoso pode desenvolver problemas como estresse e ansiedade, além de ter mais tendência de fugir - uma mudança de casa, por exemplo, é um prato cheio para isso. Por isso, para evitar complicações e garantir uma rotina tranquila para o seu pet, preparamos uma matéria especial para você descobrir se o seu bichinho tem esse tipo de comportamento e qual a melhor maneira de acalmá-lo nessas horas. Vem conferir!

Gato medroso: observar o felino e tentar descobrir a origem do problema é o primeiro passo

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Para descobrir se o seu gato é medroso, é muito importante ficar de olho em seu comportamento ao longo do dia a dia. Se o felino tem tendência a ficar arisco em qualquer situação e se esconde com qualquer mínimo estresse que surja no ambiente, ele provavelmente faz parte desse grupo - e você precisa seguir algumas dicas para aliviar a tensão e garantir a segurança necessária para aliviar o medo.

Ao notar os sinais de um gato assustado, é importante fazer uma retrospectiva da história do animal para tentar identificar algum ponto que tenha causado a tensão - como abandono, maus-tratos ou trauma vivido em alguma situação específica. Se não suspeitar de nada que possa justificar o comportamento arredio, também vale levá-lo ao veterinário para ter certeza de que não há nenhum problema de saúde causando o incômodo. Se você acabou de adotar um felino, é importante desde cedo saber exatamente como cuidar de gatos filhotes para evitar que ele desenvolva o problema.


Como cuidar de gatos: os donos Raphael e Carolina usam táticas específicas com seus felinos assustados

Quem tem um gato com essas características deve ser um dono ainda mais presente para que o pet se sinta confortável e não desenvolva problemas emocionais mais sérios por causa do estresse. Como cada gatinho se comporta de um jeito, a melhor opção pode variar em diferentes casos.

Raphael Sousa, dono da Mel, procura estabelecer uma relação de confiança para que a gatinha se acalme. O músico conta que, desde novinha, ela se assusta muito com barulhos e pessoas estranhas, correndo para se entocar sempre que uma das duas situações acontece: “Ela já ficou embaixo da cama e até da caixa d’água. Quando isso rola, não tem muito o que fazer a não ser conquistar a confiança dela”. Para conseguir isso, ele conta que costuma colocar comida - como petiscos - por perto e tentar uma aproximação para que a gata se tranquilize novamente. “É meio assim: olhando no olho, fazendo carinho e dando uma comida diferente, que eu sei que ela gosta. Vida de gato é muito fácil, não é? Quero vir gato em uma outra vida”, brinca.

Já a nutricionista Carolina Soares, dona da siamesa Florence e da vira-lata Minerva - , diz que precisa se distanciar e respeitar o espaço para acalmar as duas. Bem assustadas, elas costumam sair correndo em qualquer situação que saia da rotina, e a primeira chega ao ponto de ter medo do spray do desodorante. Mas, diferentemente do que acontece com a gatinha de Raphael, a aproximação não funciona nesse caso: “Elas se isolam. Se eu pegar, ficam mais assustadas ainda e se escondem. Preciso deixá-las sozinhas por um tempo”, explica.

Gato medroso: como acalmar com outras dicas

Além de criar uma relação de confiança ou dar o espaço que o gato precisa, você também pode recorrer a outras medidas para acalmar o seu bichinho quando ele estiver assustado - levando o comportamento e o histórico dele sempre em conta, não se esqueça.

Uma boa alternativa para situações de estresse é perguntar ao veterinário sobre a possibilidade do uso de algum floral - remédio natural com efeito calmante para controlar a ansiedade. Outra dica é criar um ambiente interessante para o gato não se sentir ocioso e estressado, com brinquedos espalhados pela casa, prateleiras e escadinhas nas paredes para que o instinto aventureiro seja explorado. Com alguns, a música clássica em volume baixo também pode ser uma ótima aliada - então, vale o teste para ver como o seu felino reage.

Redação: Nívia Passos