Cachorro

Como cuidar de cachorro com dermatite? Mudanças da alimentação à higiene são necessárias

Publicado - 06 Janeiro 2026 - 13h27

Atualizado - 06 Janeiro 2026 - 13h31

Foto da Aglaia Trindade - Médica Veterinária

Aglaia Trindade / Médica Veterinária

CRMV-SP: 17.141

Médica Veterinária formada pela UMESP( Universidade Metodista de SP) há 22 anos. Pós graduada em clinica médica de pequenos animais pela UNIP (Universidade paulista). Trabalhei por 10 anos em clínica de pequenos animais e há 12 anos estou na área comercial e técnica da área vet. Já passei por indústrias de medicamentos e de nutrição animal,e atualmente trabalho na Nestle Purina como RIV (representante de informação veterinária).

Foto de Adriana Douglas - Redatora

Adriana Douglas / Redatora

Jornalista formada desde 2010 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, sou especialista na cobertura de temas diversos, que vão de saúde a estilo de vida, passando pelo universo pet em muitas ocasiões. Os animais, inclusive, são uma das minhas grandes paixões na vida, sendo que um sonho meu é abrir um santuário de animais junto com meu irmão veterinário, onde eu possa cuidar e dar muito carinho a todo tipo de bicho.

Sou uma gateira assumida: meu primeiro gatinho, Nano, chegou em casa quando eu tinha uns 5 anos de idade. Ele foi um gato cheio de personalidade, todo branco, de olhos amarelos, que viveu quase 18 anos. Depois, vieram outros três: Neno (“sialata” muito amoroso e bonzinho), Nino (dengoso, mas meio nervosinho) e Nina (uma gata tricolor medrosa, que adora dormir dentro dos armários).

Em 2018, uma gatinha de rua resolveu “adotar” a família do meu marido e passou a morar com meus sogros. Chamada Tigrinha (por causa do seu pelo), ela é de longe a gata mais amorosa, mansa e dengosa que existe. Essa gatinha, que nasceu com o rabinho curto, teve duas ninhadas de gatinhos conosco. Dos 9 filhotes, acabei ficando com dois: Milk (um macho preto e branco rajado peludão) e Shake (uma fêmea tricolor com “luvinhas” brancas). São meus “Pururucos”, meus filhos mansinhos e dengosos.

Eu poderia passar horas falando sobre gatos e toda espécie de bicho (também já resgatei uma calopsita na rua, que virou pet do meu irmão). E é por isso mesmo que é uma grande satisfação ser colaboradora do Patas da Casa!

• Filme com animal preferido: “A Dama e o Vagabundo”
• Uma raça de cachorro: Labrador
• Uma raça de gato: Vira-lata
• A curiosidade favorita sobre cachorros: Os filhotes de cachorro normalmente choram porque sentem saudade da mãe e dos seus irmãos.
• A curiosidade favorita sobre gatos: Os gatos afofam as cobertas e os humanos por uma lembrança do que faziam quando filhotes durante a amamentação.
• Sobre o que mais gosta de escrever no universo pet: Raças de gatos e cachorros
• Um aprendizado: Os animais são excelentes companhias e parceiros fiéis para toda a vida!
• Nome de pet favorito: Meleca

A dermatite em cachorro é um problema de pele que compromete diretamente o bem-estar do animal, provocando sintomas como coceira intensa, feridas e inflamações. Em muitos casos, a condição surge de forma progressiva e tende a se agravar quando não recebe o controle adequado.

Além de fatores genéticos, a dermatite canina está frequentemente relacionada à alimentação e ao ambiente em que o cachorro vive. Por isso, o tratamento da condição vai muito além do uso de medicamentos: envolve mudanças importantes na rotina do cão.

O Patas da Casa conversou com a médica-veterinária Aglaia Trindade para esclarecer como devem ser os cuidados com um cachorro com dermatite. Confira!

O que é dermatite em cachorro e quais são as causas mais comuns

A dermatite canina é uma inflamação de pele relativamente comum, normalmente causada por alergias, picadas de pulgas, fungos, bactérias, produtos de limpeza e até fatores ambientais. De acordo com Aglaia, essa condição costuma provocar vermelhidão, muita coceira, mau cheiro, descamação, feridas, crostas e lambedura excessiva em algumas partes do corpo.

A partir da observação dos sintomas, o médico-veterinário realiza exames clínicos e avalia o histórico do animal para confirmar o diagnóstico de dermatite. Testes específicos também podem ser solicitados para identificar a causa da inflamação na pele, o que pode ser determinante para o controle adequado desse quadro.

Como curar dermatite canina?

Em termos gerais, o tratamento da dermatite vai depender da causa, mas sempre terá como objetivo o controle dos sintomas. Isso significa que as estratégias devem ser individualizadas, sempre considerando as particularidades de cada cachorro.

Nesse sentido, a veterinária Aglaia Trindade destaca que algumas dermatites até são curáveis, mas outras são apenas controláveis, necessitando de um tratamento contínuo para a manutenção da pele. “Além disso, o tempo de tratamento e os resultados podem variar conforme a causa”, acrescenta.

Segundo a especialista, para evitar e controlar um quadro de dermatite, é muito importante agir em três áreas principais: pele, alimentação e ambiente – considerando sempre a causa por trás das crises.

Ferida vermelha na pele de cachorro Golden Retriever
Além da coceira intensa, a dermatite canina pode causar vermelhidão, feridas e descamação na pele

Alimentação adequada é essencial no controle da dermatite

A alimentação, como vimos, tem papel fundamental no tratamento e na prevenção da dermatite em cães. Em geral, dietas de baixa qualidade, com excesso de corantes, conservantes e proteínas de difícil digestão, podem intensificar reações alérgicas e inflamações na pele.

Por outro lado, rações com fórmulas que trazem proteínas selecionadas e alimentos ricos em ômega 3 e ômega 6 contribuem para a saúde da pele e ajudam a reduzir a coceira e a vermelhidão. Em alguns casos, o veterinário pode recomendar o uso de rações hipoalergênicas, que devem ser introduzidas de forma gradual na rotina alimentar do cachorro.

Higiene do cachorro com dermatite exige cuidados específicos

Outro ponto essencial para evitar a proliferação de fungos e bactérias na pele do cachorro é a manutenção adequada da higiene canina. O uso de shampoos dermatológicos específicos para cães com dermatite ajuda a controlar a inflamação e a aliviar os sintomas. Além disso, é importante garantir que o pelo seja bem seco após o banho, já que a umidade favorece infecções cutâneas. Banhos em excesso, no entanto, podem remover a oleosidade natural da pele e piorar o quadro.

Ambiente deve ser limpo e livre de agentes irritantes

De acordo com Aglaia, o ambiente em que o cachorro vive também influencia diretamente na saúde da pele. Poeira, ácaros, mofo e produtos químicos podem desencadear ou agravar crises de dermatite.

Portanto, manter a caminha sempre limpa, lavar cobertores com produtos neutros e evitar o uso de desinfetantes fortes no local onde o cão circula são medidas simples que fazem grande diferença. Ambientes bem ventilados também ajudam a reduzir a umidade e os agentes alérgenos.

Além desses cuidados, é fundamental considerar a presença de parasitas externos pulgas e carrapatos estão entre as causas mais comuns de dermatite alérgica em cães. Mesmo uma única picada pode provocar uma reação intensa em animais sensíveis. Por isso, o controle regular de parasitas deve fazer parte da rotina, com o uso de antipulgas e carrapaticidas adequados.

Acompanhamento veterinário é parte do cuidado contínuo

Embora mudanças na alimentação e na higiene ajudem bastante, a dermatite canina exige acompanhamento profissional. O veterinário é quem identifica a causa exata do problema e indica o tratamento mais adequado, que pode incluir medicamentos tópicos ou orais. O monitoramento constante permite ajustes na rotina do cachorro, reduzindo as chances de novas crises e promovendo mais qualidade de vida ao pet.

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