A alimentação do cachorro é uma das principais fontes de nutrientes. Proteínas, gorduras, carboidratos, fibras, vitaminas e minerais: tudo que o animal precisa para se manter forte e saudável é adquirido pela alimentação. A ração de cachorro é um alimento completo, desenvolvido para suprir as necessidades nutricionais do pet em cada fase de vida ou até mesmo caso ele tenha alguma doença crônica. Apesar de ser um tema tão comum, ainda existem muitas dúvidas sobre a alimentação canina que podem confundir os tutores. Pensando nisso, o Patas da Casa reuniu 9 mitos e verdades sobre o assunto para esclarecer tudo sobre o assunto!

1) O cachorro sente gosto da comida que nem os humanos.

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Mito. Por mais que os cães sintam os principais sabores iguais os humanos - salgado, doce, amargo e azedo -, as papilas gustativas desses animais são mais limitadas. Isso é explicado porque o cachorro tem cerca de 1700 células sensoriais que captam o gosto dos alimentos, enquanto o ser humano chega a ter 9000 papilas gustativas. Ou seja, na prática quer dizer que não é muito difícil agradar o paladar canino, mas eles não conseguem fazer uma distinção muito profunda entre o que eles comem.

2) Verduras e legumes podem fazer parte da alimentação do cachorro.

Verdade. Além de serem opções saudáveis, esses alimentos ajudam a abrir e instigar o apetite dos caninos, servindo como excelentes petiscos. No entanto, não são todas as verduras nem legumes que devem entrar nessa lista, e é importante ficar atento ao que os doguinhos podem ou não comer. Abóbora, abobrinha, batata doce, brócolis, cenoura, chuchu, alface e espinafre são exemplos que podem ser inseridos na dieta do seu amigo. Mas atenção: todos os alimentos devem estar cozidos para facilitar a mastigação e digestão. 

3) O cachorro sente gosto doce e não faz mal ingerir açúcares.

Mito. O cachorro até é capaz de distinguir o sabor doce dos demais sabores, mas isso não quer dizer que ele pode comer chocolate ou alimentos com açúcar. Além da obesidade canina, esses alimentos costumam causar problemas dentários como cárie e até mesmo diabetes nos cães. Já o chocolate em si é ainda mais perigoso, pois o cacau possui uma substância que é nociva para os pets, podendo causar intoxicação.

4) O paladar canino é mais aguçado do que o dos felinos.

Verdade. Por mais que o paladar dos cães seja mais limitado do que o dos humanos, o cenário muda quando a comparação é feita com os gatos. Enquanto os cachorros contam com 1600 papilas gustativas, os felinos têm uma quantidade ainda menor de células, sendo apenas 400 estruturas semelhantes. Por isso que, na prática, pode-se dizer que o paladar canino é mais aprimorado do que o dos gatos.

5) O cachorro come fruta, mas nem todas são permitidas.

Verdade. Algumas frutas para cachorro são liberadas e podem até fazer bem para a saúde do animal, como banana, pera, maçã, mamão e a melancia. Por outro lado, também existem frutas que são totalmente proibidas. Alguns exemplos  são as frutas cítricas - como laranja, abacaxi e limão -, o abacate e as uvas (inclusive as passas). Antes de decidir dar fruta para cachorro, não esqueça de consultar a lista de alimentos permitidos para cães e qual a melhor forma de oferecê-los.


Cachorro come fruta, mas nem todas podem fazer parte da dieta dele
Cachorro come fruta, mas nem todas podem fazer parte da dieta dele

6) Cachorro pode comer peixe.

Verdade. Assim como os gatos, os cães também comem peixe. A grande quantidade de proteína presente nesse alimento é bastante benéfica para a saúde do cachorro, não importa se o peixe é magro ou mais oleoso. O único cuidado, porém, é com a forma como ele é oferecido ao seu amigo de quatro patas. Se o seu cachorro come peixe, é fundamental retirar todas as espinhas e cozinhar muito bem a carne para eliminar qualquer tipo de bactéria. Os peixes crus estão totalmente fora de cogitação na dieta do pet.

7) Pipoca e amendoim são alimentos liberados para os cães.

Verdade. Apesar do modo de preparo ser mais específico, a pipoca e o amendoim são alimentos que não fazem mal para a saúde do cachorro. O preparo é simples: a pipoca deve ser feita com o milho de pipoca imerso em uma pequena quantidade de água na panela, sem a utilização de óleo, azeite ou manteiga (e sim, ela estoura do mesmo jeito). Já o amendoim pode ser oferecido totalmente cru, natural (sem nenhum tipo de tempero) e descascado ou então na forma de pasta de amendoim, desde que seja caseira e sem sal, açúcar ou qualquer tipo de conservante. Mas lembre-se: tudo deve ser sempre consumido em pequenas quantidades e de vez em quando - e nenhum desses alimentos deve substituir as refeições. 

8) Temperos, como cebola e alho, são bem-vindos na alimentação do cachorro.

Mito. Qualquer tipo de tempero deve ser evitado na dieta canina, especialmente o alho e a cebola. O consumo desses alimentos pode causar anemia e problemas gastrointestinais, pois têm uma digestão mais lenta no organismo do animal. Além disso, o alho afeta os glóbulos vermelhos dos cães, o que influencia no bom funcionamento dos rins. Por isso, o ideal é evitar totalmente esses e outros temperos na alimentação do cachorro.

9) Posso dar qualquer osso natural para o cachorro.

Verdade. Existe uma ideia no imaginário da população que associa os cães à imagem de um osso. Por isso, muita gente acredita que dar osso para cachorro é algo muito benéfico e qualquer um pode ser oferecido. Não é bem assim! Apesar dos cães adorarem roer ossos, é preciso muito cuidado ao dar esse tipo de agrado ao animal. Nem todo osso é recomendado, pois alguns tipos podem causar engasgos, quebra de dentes e até perfurações no intestino. Na dúvida, sempre pergunte ao veterinário!

Redação: Juliana Melo