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Saúde

5 zoonoses que precisam da sua atenção: raiva canina, leishmaniose em cães e outras

Atualizado · 18 de maio de 2020 · 15h11

Publicado · 18/05/2020 · 14h58

As zoonoses são infecções que podem ser transmitidas de animais para humanos. Conheça as mais comuns que atingem os cães.
As zoonoses são infecções que podem ser transmitidas de animais para humanos. Conheça as mais comuns que atingem os cães.

A saúde de cachorro requer um cuidado constante. As zoonoses são os termos usados ??para descrever infecções ou doenças que podem ser transmitidas de animais para os seres humanos. Embora o risco de uma pessoa contrair doenças zoonóticas seja baixo, as consequências podem ser graves e, portanto, não devem ser ignoradas. Se os tutores adotarem boas práticas de higiene, como lavar as mãos com frequência, não tocar em fezes de animais e deixar os ambientes da casa sempre limpos, a maioria das zoonoses poderá ser evitada. A seguir, explicamos o que é zoonose a partir de 5 doenças conhecidas – da raiva canina à sarna sarcóptica. Confira!

1) Raiva canina

A raiva é uma infecção viral com alta taxa de mortalidade na população humana e animal. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 60 mil pessoas morrem de raiva todos os anos, sobretudo nos continentes asiático e africano. Os principais transmissores da doença para os animais domésticos – incluindo os cães – são os mamíferos silvestres, como macacos, morcegos, gambás, lobos e guaxinins.

O vírus da raiva canina pode ser transmitido às pessoas por meio da saliva, especialmente após arranhões, mordidas ou exposição à membrana mucosa. Nos cachorros, os sintomas incluem agressividade repentina, paralisia, salivação excessiva, medo, ansiedade, falta de apetite e convulsões. Infelizmente, a raiva canina não tem cura, mas as vacinas de cachorro são a melhor forma de prevenir a zoonose, com quase 100% de taxa de proteção.

2) Leptospirose canina

Considerada uma das doenças zoonóticas mais difundidas ao redor do mundo, a leptospirose é causada por bactérias chamadas espiroquetas, do gênero Leptospira. Os cachorros podem contrair a doença pelo contato com a urina de animais infectados, como ratos, guaxinins, gambás, cães e gatos selvagens. Muitas vezes, a transmissão para os animais domésticos ocorre com a exposição ao solo e à água contaminada (ao beber ou nadar em superfícies empoçadas, por exemplo).

Os sinais iniciais da leptospirose canina incluem febre, falta de apetite, vômitos e letargia. Se não for tratada rapidamente, pode evoluir para uma doença mais grave e com risco de vida, que afeta órgãos como fígado, rins, cérebro, pulmões e coração. As pessoas podem receber o agente infeccioso da leptospirose por meio de fluidos e tecidos corporais infectados, ingestão oral e inalação de água ou itens contaminados.

Em geral, as vacinas disponíveis oferecem boa proteção contra a leptospirose por, pelo menos, 12 meses. No entanto, a imunização não protege contra todas as variações da bactéria. A vacinação anual é recomendada para cachorros que vivem ou frequentam lugares de risco. Outra forma de prevenir a doença é impedir que o seu pet coma ou beba algo que esteja pelo caminho durante os passeios. Em períodos após temporais, enchentes e alagamentos, é melhor suspender a saída.

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    3) Leishmaniose em cães

    Presente em regiões do sul da Europa, África, Ásia, América do Sul e Central, a leishmaniose é uma doença causada por um parasita chamado Leishmania infantum, transmitido principalmente por picadas de flebotomíneos em humanos e animais. Esses insetos, popularmente conhecidos como mosquito-palha ou birigui no Brasil, preferem regiões mais quentes para manter seus criadouros.

    Há dois tipos de leishmaniose em cães: visceral (responsável pela maioria dos casos) e cutânea. Cada um deles afeta diferentes áreas do corpo do animal. Os sinais geralmente incluem problemas de pele (especialmente ao redor dos olhos, orelhas e focinho), linfonodos, baço aumentado, problemas oculares, perda severa de peso, apetite reduzido, hemorragias nasais, vômitos e sangue nas fezes.

    Assim como a raiva canina, a leishmaniose em cães não tem cura; o animal infectado precisará de tratamento ao longo de toda a sua vida para poder controlar a doença. Para proteger o seu cachorro, a vacinação é uma das principais aliadas. Também é fundamental limpar jardins e quintais com frequência para evitar a proliferação do mosquito. As telas de proteção e coleiras antileishmaniose (repelentes) são outros recursos de prevenção indicados.

    4) Giárdia em cães (giardíase)

    A giárdia em cães, ou giardíase (nome da doença), é causada pela Giardia lamblia, um parasita unicelular que habita o intestino delgado dos animais. Os cachorros podem ingerir cistos desse protozoário bebendo água de riachos, poças ou outras fontes contaminadas. Também é possível contrair a doença pelo contato direto com as fezes de outros animais infectados.

    O sintoma mais comum da giardíase é o cachorro com diarreia, mas também podem surgir vômitos, dores abdominais, perda de peso e desidratação. Alguns hospedeiros podem ainda ser assintomáticos. Uma das melhores maneiras de prevenir a infecção por giárdia é garantir que o seu animal de estimação tenha sempre água limpa e segura à disposição.

    Outra medida importante é ficar de olho para que os cães, durante os passeios, não bebam água de áreas onde outros animais possam ter deixado as suas fezes. Por se tratar de uma zoonose, os seres humanos podem ser infectados e, por isso, é imprescindível lavar as mãos após manusear o cocô de cachorro ou encontrar um cachorro com diarreia.

    5) Sarna canina

    Os cães podem ser afetados por diferentes tipos de sarna canina. A sarna comum (sarna sarcóptica), também conhecida como escabiose, é uma doença de pele causada pelo Sarcoptes scabiei, um ácaro altamente contagioso. A patologia gera coceiras intensas, interferindo nos hábitos de sono e alimentação do cão. Se não tratada, a condição pode se tornar grave, levando ao espessamento da pele, feridas graves, entre outros sintomas.

    A sarna sarcóptica é o único tipo de sarna que pode ser transmitido aos humanos. Portanto, se você suspeitar que o seu pet esteja com a doença, toque-o somente com luvas para se proteger. Como o ácaro é extremamente contagioso entre cães, você não deve permitir que um animal sarnento brinque com outros cachorros até que ele seja tratado adequadamente.

    11 dicas para proteger sua família e o seu animal de estimação das zoonoses

    1) Muitas doenças zoonóticas podem ser prevenidas com a vacinação, como a raiva e a leptospirose;

    2) Visitas frequentes ao veterinário podem ajudar a detectar zoonoses antes que elas se agravam ou sejam transmitidas a pessoas ou outros animais de estimação da sua casa;

    3) Nunca manuseie as fezes de qualquer animal sem o uso de luvas descartáveis ??ou alguma barreira de plástico ou metal (uma pá, por exemplo). Lave as mãos imediatamente se houver contato com os dejetos;

    4) Também lave as mãos após mexer no solo onde geralmente os animais fazem as suas necessidades fisiológicas;

    5) Nunca deixe o seu cachorro beber água parada ao ar livre durante os passeios, assim como alimentos que estejam na rua;

    6) Manuseie os seus animais de maneira adequada e segura para evitar arranhões e mordidas;

    7) Mantenha os ambientes onde seus animais dormem e transitam sempre limpos e desinfetados;

    8) Em quintais, evite acumular lixo ou materiais que têm potencial de atrair animais transmissores de doenças;

    9) Lave as mãos frequentemente ao tocar, brincar ou cuidar dos animais de estimação;

    10) Se você ou alguém da sua família for mordido(a) ou arranhado(a) por um cão, lave imediatamente a superfície afetada com água e sabão;

    11) Se você for mordido ou arranhado por um cachorro desconhecido ou que não esteja devidamente vacinado, procure imediatamente um posto de saúde para passar pelo protocolo de vacinação antirrábica.

    Redação: Guilherme Segal

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