Cachorro

Vacinação contra raiva: tudo o que você precisa saber sobre a imunização

Publicado - 31 Agosto 2021 - 15h00

Atualizado - 14 Maio 2024 - 15h38

A vacina contra raiva é essencial para a saúde, bem-estar e desenvolvimento dos cães. Mesmo sendo obrigatória por lei em nosso país, muitas pessoas ainda possuem dúvidas sobre a vacina de raiva canina. O vírus causador da doença também desperta vários questionamentos, principalmente por se tratar de uma zoonose, ou seja, uma enfermidade que também pode infectar humanos. Mas afinal, a partir de que idade o cachorro deve tomar a vacina contra raiva? Tem problema atrasar a imunização? Como a vacina de raiva canina protege seu pet? Confira a seguir as respostas para essas perguntas e mais informações sobre a vacina contra raiva.

O que é a raiva canina?

Uma das doenças mais perigosas que o seu cachorro pode ter é a raiva canina. Essa enfermidade infecciosa viral aguda pode acometer todos os mamíferos. Ela é causada por um vírus agressivo do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae, que tem como principal objetivo atingir o sistema nervoso central do animal - e é uma zoonose igualmente delicada no corpo humano. A transmissão da doença para o homem ocorre pela saliva de animais infectados, principalmente pela mordedura. O ideal é que você procure saber tudo o que puder sobre a vacina. Raiva canina é uma doença perigosa, e a vacinação é obrigatória em todo o território nacional.

Raiva canina tem cura?

A vacinação contra raiva é a única forma que você tem de proteger o seu amigo da doença, já que a cura para animais ainda não existe e o tratamento indicado depois do diagnóstico, geralmente, é a eutanásia no bichinho. A evolução da doença costuma ser muito rápida, levando quase 100% dos pacientes ao óbito. Em decorrência dessa realidade, é muito importante que a imunização seja feita com a vacina da raiva. Só assim seu cachorro estará protegido. Entretanto, muitas doenças neurológicas podem apresentar sintomas parecidos com a doença e só um médico veterinário pode identificar se o cãozinho está mesmo sofrendo com a enfermidade.

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Como a vacina contra raiva age no organismo do pet?

Depois de aplicada no organismo não contaminado, a vacina contra raiva em cachorro faz o corpo do animal desenvolver anticorpos contra o vírus da doença. A primeira dose, quando aplicada corretamente, começa a fazer efeito em duas semanas e tem eficácia limitada. Justamente por isso, os reforços da vacina de raiva em cães são tão importantes: eles são responsáveis por estender a qualidade de vida e o bem-estar do animal.

 

Cachorrinho branco sendo vacinado por veterinária em consultório médico

 

Vacina contra raiva é obrigatória? Quanto tempo dura a vacina contra raiva no cachorro?

Vacina, raiva, cachorro: essas palavras sempre devem andar juntas. Isso porque a vacina da raiva canina é uma das que formam a lista de imunizações obrigatórias no cachorro por ser a única forma de proteção do animal e é a única que tem a obrigatoriedade pautada na lei. Em todo território nacional, campanhas de vacinação contra raiva são organizadas anualmente para que os cachorros sejam imunizados. Isso acontece justamente porque a vacina contra raiva canina é uma questão de saúde pública: o cachorro com raiva é o principal vetor de transmissão da doença para humanos por causa da proximidade que nós temos com a espécie. Ou seja, um animal vacinado não fica doente e, consequentemente, não passa a doença para mais ninguém — sejam animais ou pessoas.

A eficácia da vacina contra raiva de cachorro é de um ano, ou seja: se o animal entrar em contato com o vírus da raiva, ele não vai contrair a doença enquanto estiver dentro desse intervalo de tempo. Vale lembrar que a vacinação contra raiva também existe para humanos.

Entenda o calendário de vacinação contra raiva em cachorros filhotes e adultos

Assim como acontece com as outras vacinas, obrigatórias ou não, o ideal é que o seu cachorro seja protegido antes de ter contato com o que causa a doença. A melhor forma de fazer isso é nos primeiros meses de vida do animal: a primeira dose da vacina para raiva canina deve ser aplicada a partir de 120 dias (quatro meses de idade), quando os anticorpos da mãe não têm mais o poder de cortar o efeito. Ela também deve acontecer antes do pet começar a passear na rua, tendo contato com o chão e com outros animais. Essa vacina deve ser reforçada anualmente, seja nas campanhas de vacinação ou de forma particular, com o seu veterinário de confiança: o que for mais prático para você, é válido. Importante mesmo é que o animal não perca ou atrase nenhuma dose da vacina.

Quando o cachorro é resgatado da rua ou adotado depois que essa fase passou, ele vai precisar ser examinado por um veterinário para saber se já foi ou não contaminado pelo vírus da raiva. Em caso negativo, a vacina de raiva para cachorro deve ser feita normalmente, já que não é possível saber o : a primeira dose assim que possível e reforços anuais até o fim da vida.

Quais os efeitos da vacina contra raiva canina?

Afinal de contas, existem reações provocadas pela vacina de raiva? Cachorro pode apresentar efeitos colaterais? Assim como qualquer imunização, a vacina da raiva para cachorro pode provocar alguns efeitos colaterais para o animal. Isso é extremamente normal, visto que, a vacina de raiva possui componentes que tem o objetivo de formar anticorpos no sistema imune do peludo. Existem bichinhos que não terão reação à vacina de raiva, tudo depende do organismo do animal. Quando se trata da vacina contra raiva, cachorro pode apresentar os seguintes sintomas:

  • apatia
  • pequeno inchaço no local de aplicação da vacina antirrábica
  • cachorro com dores no corpo
  • febre
  • queda de pelos na região da vacina

Geralmente, esses são os sinais mais leves de reação à imunização e caso não ocorram por mais de 24 horas após a aplicação da vacina da raiva, o tutor deve ficar despreocupado. Alguns efeitos podem ser mais graves, gerando reações como: vômito, diarreia, salivação excessiva, convulsões, coceira, agitação, tremores, edemas. Nesses casos, é indicado que o pet seja levado ao médico veterinário para acompanhar o caso.

Redação: Ariel Cristina Borges e Hyago Bandeira

Publicada originalmente em: 20/12/2019

Atualizada em: 31/08/2021

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