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Vacina

Posso passear com o cachorro antes das vacinas? Saiba os cuidados necessários no pré e pós-vacinação

Atualizado · 21 de maio de 2020 · 14h19

Publicado · 01/07/2019 · 16h13

Conheça os cuidados necessários para ter durante esse período com o seu cachorro filhote
Conheça os cuidados necessários para ter durante esse período com o seu cachorro filhote

Nas primeiras semanas de vida, é comum que a saúde de um filhote precise de atenção redobrada. Além da introdução da ração, que deve começar aos dois meses de vida, as vacinas para cães normalmente causam dúvidas: qual deve ser a primeira vacina do cachorro? Os passeios podem acontecer normalmente antes da imunização? Quais são os tipos de vacinas e para que servem? Como cuidar do animal ainda tão pequenininho antes e depois das doses? Descubra, aqui embaixo, um pouco mais sobre essa fase da vida do cachorro!

Afinal de contas, eu posso passear com o cachorro antes das vacinas?

A recomendação dos veterinários em relação à imunização dos filhotes é unânime: antes dele estar completamente protegido, o contato com o mundo do lado de fora deve ser evitado. Como o pequenino ainda não está imune, ter contato com os diferentes canais de doenças que surgem pela rua pode ser perigoso para a saúde do animal. Desde o xixi e o cocô de outros cachorros até as fezes de pombos, os riscos são imensos! Inclusive, fica a dica: o mesmo cuidado que você tem com o seu filhote de cachorro na rua, deve existir dentro da clínica veterinária no dia em que ele for tomar as vacinas, ok?

Como cuidar do filhote de cachorro depois da vacinação

Assim como acontece com os humanos, algumas vacinas podem causar reações nos filhotes de cachorro dependendo de como o organismo deles processar os componentes do medicamento. Geralmente, é comum que eles fiquem com um pouco de febre e com a região da aplicação um pouco inchada e dolorida. Se esses sintomas mais “normais” durarem por mais de um dia, vale a pena pedir a ajuda do veterinário. Outras reações à vacina que também precisam da sua atenção e, provavelmente, da ajuda profissional, são os vômitos, tremores, agitação excessiva, inchaço na região do focinho, salivação e coceira.

Como investir na socialização do cachorro antes de aplicar todas as vacinas?

Respeitar o cronograma de vacinação do seu filhote de cachorro nos primeiros meses de vida é extremamente importante para a saúde dele. Nesse período, muita gente evita o contato do animal com a rua por segurança, mas o problema nisso é o seguinte: os primeiros meses de vida também são a fase em que os filhotes de cachorro precisam de interação social para descobrir como se comportar na companhia de pessoas diferentes e outros animais — o que eles aprendem nesses primeiros meses é reproduzido pelo resto da vida.

Essa questão pode começar a ser resolvida a partir das seis semanas do animal, quando ele toma a primeira vacina. De preferência, em ambientes conhecidos e bem higienizados, deixe ele ter contato com outros cachorros que já são completamente vacinados e estejam saudáveis. No caso de filhotes, é importante que o outro animalzinho também tenha recebido pelo menos a primeira vacina há pelo menos 10 dias e que também não tenha tido contato com o ambiente exterior. Inclusive, ainda é necessário evitar ambientes públicos, como parques, canis e hotéis para animais: esses, só com a vacinação finalizada!

Vacinas para cães: descubra quais são as recomendadas para todos e quais devem ser aplicadas em casos específicos

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    As vacinas para cães se dividem entre as que oferecem proteção contra doenças que podem ser fatais ou transmitidas para humanos e as que são necessárias para grupos específicos de animais de acordo com o estilo de vida, o lugar onde moram e a convivência com outros bichos. Veja, aqui embaixo, para que serve cada uma delas e quando precisam ser aplicadas:

    Vacinas recomendadas

    • V8/V10/V12: uma dessas três vacinas polivalentes vai ser a primeira que seu cachorro vai ter que tomar, aos 45 dias de vida. A indicação da versão ideal será feita pelo veterinário, de acordo com a região onde você mora, já que a diferença entre elas é relacionada à proteção contra diferentes tipos de leptospirose: a V8 engloba dois tipos, a V10, quatro tipos e a V12, sete tipos.  

      Além da leptospirose, elas também combatem a cinomose, hepatite infecciosa, parvovirose — que podem ser transmitidas para humanos —, adenovirose-2, parainfluenza e coronavirose. Elas são aplicadas em três doses, geralmente com um mês de intervalo entre cada uma. 

    • Antirrábica: a raiva é uma doença fatal para os animais e só pode ser prevenida através da vacinação. Ela é considerada uma zoonose, ou seja, é uma enfermidade que também pode ser transmitida para humanos. A primeira dose da vacina contra raiva deve ser aplicada no filhote a partir das 12 semanas de idade, quando os anticorpos da mãe não vão influenciar no resultado da imunização. Depois disso, ele deve receber reforços anuais da antirrábica. 

    Vacinas para grupos específicos

    • Vacina contra leishmaniose: zoonose infecciosa causada por um parasita, a leishmaniose é uma doença grave tanto para os cachorros, quanto para humanos. Ela é mais comum no interior de São Paulo, no Nordeste e no Centro Oeste do país e, por isso, é recomendada para quem mora nessas localidades ou vai viajar para lá com o animal. A vacina deve ser aplicada em cães saudáveis, a partir dos quatro meses ,e é dividida em três doses, com 21 dias de intervalo entre cada uma. O reforço deve acontecer anualmente, em apenas uma dose.

    • Vacina da gripe canina: a “tosse dos canis” ou traqueobronquite infecciosa é uma doença canina causada pela bactéria Bordetella, que se assemelha à gripe humana. Ela pode ser aplicada a partir das oito semanas de idade em cães saudáveis e tem a segunda dose, que precisa ser aplicada entre duas e quatro semanas depois. O reforço também é anual, em dose única. O grupo “de risco” que deve receber essa vacina é de cães que convivem regularmente com uma grande variedade de outros cachorros em parques, pet shops, creches, hotéis e outros locais.

    • Vacina da giardíase: recomendada para cachorros que vivem em ambientes com saneamento básico precário, a vacina contra giárdia deve ser aplicada em animais a partir de oito semanas de idade. Suas duas doses devem ter um intervalo que varia entre 21 e 28 dias e o reforço é anual. A giardíase é uma infecção causada por um parasita que se aloja no intestino e é contraída quando o animal come alguma coisa contaminada.

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    Apesar de não existir uma legislação no Brasil que obrigue o dono a manter a carteira de vacinação do cachorro em dia, o melhor que você pode fazer pela saúde do seu cãozinho e pela sua é fazer o acompanhamento regularmente com o veterinário. Além de proteger o seu animal de doenças graves - que podem até ser fatais -, elas também preservam a qualidade de vida do bichinho. Ah, e um outro detalhe: sem a vacinação apropriada, pode ser difícil de viajar com o animal de avião ou ônibus ou, até mesmo, aproveitar  serviços como hotéis e creches para cachorros, pet shops para banho e tosa e aulas de adestramento. 

    Redação: Ariel Cristina Borges

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