Você já ouviu falar na hiperqueratose canina? Essa doença de cachorro é pouco falada e muitos tutores acreditam que suas manifestações clínicas não são algo a que se preocupar. Mas na verdade essa doença que causa calo no cotovelo do cachorro não é um processo normal e sim patológico. É importante saber mais sobre a hiperqueratose em cães para que, caso o problema de saúde ocorra com seu pet, você saiba como lidar para não evoluir para algo mais grave. O Patas da Casa conversou com o médico veterinário William Klein, que é especialista em dermatologia veterinária, para esclarecer tudo sobre essa complicação.

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O que é a hiperqueratose dos coxins?

A hiperqueratose em cães costuma acontecer em regiões do corpo do cachorro que possuem pouca gordura. Essa doença costuma ser mais comum em cães de porte grande e idosos, mas não é impossível de ocorrer com um cãozinho pequeno ou cachorro adulto, por exemplo. As características desse problema são bem específicas, como explica o médico veterinário William Klein: “A hiperqueratose é o aumento da espessura da pele (em especial em regiões de cotovelo), tornando uma pele mais espessa, sem pelos e mais grossa.”

Os joelhos e as patas do cachorro também são locais comumente afetados. Mas você sabe o que pode causar a hiperqueratose canina? Muita gente fica assustada quando descobre que o que pode influenciar é o próprio tipo de piso na casa do cachorro. “O atrito da pele com o piso ou chão onde o animal vive resultará com o com o tempo na hiperqueratose. Raças pesadas estão mais propensas devido ao maior atrito e peso”, conta William.

Hiperqueratose: cães podem sofrer complicações devido a atrito

Mesmo a hiperqueratose dos coxins ser um problema de fácil observação, muitos tutores não dão a devida importância aos calos. Apesar de parecerem inofensivos e apenas um problema de aparência, o calo no cotovelo do cachorro vai muito além disso. O problema é um desafio estético e em competições oficiais, cães com o problema são desclassificados. No entanto, as complicações podem ultrapassar o aspecto da beleza e evoluírem para inflamações graves, como explica o profissional: “Caso a hiperqueratose não seja corrigida, com um tempo a doença pode gerar lesões bem grandes. A famosa ferida de decúbito ou escara de decúbito é quando processo de inflamação já está presente no local.”

À princípio, os calos no cotovelo do cachorro não causam dor, mas o sintoma pode aparecer caso o problema evolua. “A hiperqueratose por si só não é dolorosa, mas quando temos infecção secundária do local, a resposta muda devido aos sinais de inflamação (dor, calor, rubor) gerando incômodo”, esclarece o veterinário.

hiperqueratose canina: cachorro com a pata levantada

Calo: cachorro pode ser diagnosticado com hiperqueratose a partir da característica da lesão

 

Identificar esse problema de saúde animal pode ser mais fácil do que parece, pois os calos da hiperqueratose em cães costumam ser bem característicos. “A identificação é relativamente fácil devido a singularidade das lesões”, fala o especialista. É importante que o tutor fique atento nas regiões que costumam ser mais afetadas como cotovelos, patas e joelhos. Caso você observe algum tipo de calo suspeito, a recomendação é levar o pet a um médico veterinário para a resolução do problema com um tratamento adequado.

Hiperqueratose dos coxins: tratamento é feito com conjunto de cuidados

Ao receber o diagnóstico da hiperqueratose canina provavelmente o médico veterinário irá receitar medicamentos para tratar os calos, porém além disso existe um conjunto de cuidados que pode ajudar o pet. "O tratamento é feito com a utilização de cremes e pomadas hidratantes, bem como a mudança do local, piso ou cimento da casa (se possível). A utilização de camas próprias (cobertas e colchões) com materiais que possam aliviar o peso do animal e consequentemente o atrito gerado também é importante”, explica William.

Como prevenir a hiperqueratose canina?

Agora que você sabe a gravidade do calo no cotovelo do cachorro deve estar se perguntando como prevenir o problema. Oferecer um local macio para que o pet descanse quando está fora de atividade dentro de casa pode fazer toda a diferença para que o problema não ocorra. A caminha de cachorro, ou até mesmo uma almofada ou colchonete para que o cão não deite no chão, são muito importantes para prevenir esse tipo de complicação. Vale lembrar também que a doença costuma estar ligada a animais que estão com sobrepeso, por isso controlar a alimentação do cachorro também é uma forma de prevenção. “Tratamento preventivo é a chave do sucesso”, conta o veterinário.

Redação: Hyago Bandeira