Um gatinho acima do peso pode parecer uma fofura aos olhos dos outros, mas a verdade é que a obesidade felina é muito perigosa e não deve jamais ser ignorada pelos tutores, já que uma série de problemas graves para a saúde dos animais podem surgir em decorrência dela. Então fique de olho e não subestime um gato obeso, pois ele precisa ser avaliado com muita atenção por um veterinário que vai determinar se ele está doente e o que deve ser feito. Por isso, O Patas da Casa trouxe os perigos da obesidade felina e maneiras de evitá-la para garantir uma vida saudável para nossos amigos de quatro patas.

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Como saber se o meu gato está acima do peso?

Para ter certeza que o seu felino está acima do peso, é feito uma avaliação bastante cuidadosa, já que o peso pode variar de acordo com o tamanho do animal e sua raça, como é o caso de gatos gigantes que podem chegar a 11 kg. A melhor forma de ajudar a identificar se o seu gatinho está obeso é a partir da tabela de escore corporal, um sistema utilizado pelo médico veterinário que ajuda a definir a condição corpórea do cão e do gato, atribuindo um número que vai de 1 a 9. Nessa classificação, o escore número 1 determina situação de extrema magreza no animal, enquanto o 9 significa um estágio de extrema obesidade. Normalmente, um gato considerado saudável e com o peso normal, costuma estar no nível 5 da tabela. Confira a tabela de escore corporal: 

1) O gato apresenta magreza extrema, com ossos visíveis, barriga para dentro e nenhum tecido de gordura;

2) O bichano apresenta pouquíssima camada de gordura, mas ainda é possível ver as costelas do gato, os ossos da coluna e a cintura;

3) O animal já apresenta gordura na barriga e aparenta estar saudável, mesmo que os ossos da bacia estejam visíveis;

4) Já não é mais possível ver as costelas do gato;

5) Considerado o ideal para um gato saudável, as costelas não podem ser vistas, apenas sentida, eles ainda apresentam uma leve camada de gordura na região abdominal; 

6) Nesse caso, a barriga do gato já está mais redonda e proeminente, começando a ficar acima do peso;

7) O gato começa a apresentar uma quantidade excessiva de gordura por todo o corpo;

8) Devido a quantidade de gordura, a barriga se destende e o animal é considerado muito obeso;

9) Considerado o nível de obesidade mórbida, os gatos apresentam quadros de saúde críticos e dificuldade de locomoção. 

Gatos obesos: quais as principais causas do aumento de peso

A obesidade felina é uma condição em que o gato apresenta uma quantidade excessiva de gordura no seu corpo, causado pelo desequilíbrio entre a alimentação e o gasto energético do animal. Ou seja, isso significa que os alimentos ingeridos pelo animal excedem as necessidades do organismo, e como não houve uma “queima” das calorias, esse excesso é armazenado em forma de gordura.  Confira os principais motivos que contribuem para a condição:

  • Falta de exercícios físicos: o sedentarismo é um das principais causas metabólicas da obesidade felina que, além de afetar a saúde física do gato, pode afetar também sua saúde mental. A falta de exercícios físicos vai reduzir o gasto calórico do bichano, favorecendo o acúmulo de gordura corporal. 
  • Metabolismo lento: é natural que o metabolismo dos animais vá ficando mais lento na medida em que eles envelhecem, dificultando ainda mais a queima de calorias. Por isso, uma alternativa para evitar a obesidade no gato idoso é alterar sua alimentação para uma ração específica para essa faixa-etária.
  • Castração: a cirurgia de castração de gatos é um procedimento essencial para evitar doenças como câncer de mama e útero, mas em contrapartida, o metabolismo de gatos castrados tendem a desacelerar, o que pode levar ao ganho de peso. Por isso o recomendado é oferecer uma ração para gatos castrados depois do procedimento. 
  • Comportamento alimentar inadequado: se o seu felino não tem uma dieta balanceada, com excesso de calorias e falta de nutrientes, é bem provável que ele ganhe peso e fique obeso. Para prevenir a obesidade, a  alimentação do gato deve ser equilibrada.

gato obeso comendo ração

Principais doenças decorrentes da obesidade em gatos

O excesso de peso é um perigo para a saúde dos gatos, pois além de aumentar o risco do seu bichano desenvolver algumas doenças, também pode agravar problemas de saúde que já existem. Isso porque alguns órgãos dos bichinhos ficam sobrecarregados devido a má alimentação e a falta de exercícios físicos. Dentre os problemas de saúde mais comuns decorrentes da obesidade, se destacam:

  • Aumento do risco de doenças cardiovasculares: assim como os humanos, o gato gordinho também corre o risco de desenvolver problemas cardíacos, como a hipertensão arterial, também chamada de pressão alta. O excesso de gordura se acumula nos vasos sanguíneos, aumentando a pressão do sangue, sobrecarregando o coração.
  • Diabetes Mellitus: a diabete em gatos é uma condição bastante comum em felinos obesos devido a relação da obesidade com a resistência insulínica. O excesso de gordura corporal reduz a produção de insulina realizado pelo pâncreas, elevando os níveis de açúcar no sangue do animal. 
  • Doenças nas articulações: o corpo dos bichanos não são preparados para suportar um grande peso, por isso, a obesidade no gato aumenta a pressão nas articulações do animal que pode limitar seus movimentos e agravar doenças como a osteoartrite. Como essa condição causa fortes dores, eles acabam ficando mais relutantes em se movimentar, o que pode acabar gerando outros tipos de doença, como a dermatite e a até infecção urinária por conta da dificuldade de se limpar.

Como ajudar o gato a perder peso?

Para ajudar um gato obeso, as mudanças na rotina devem ser feitas de maneira gradual, então nada de cortar a comida de um dia para o outro, porque isso só vai deixar o seu gato estressado e sem receber os nutrientes necessários para a manutenção de sua saúde. Por isso, para ajudar o seu bichano a perder peso de forma saudável e segura, siga um plano de cuidados e tenha bastante paciência. 

Antes de mais nada, é necessário consultar um veterinário e fazer um check-up do seu amigo para averiguar se ele possui algum problema de saúde decorrente da obesidade. Depois de todos os exames, se alguma doença for diagnosticada, o médico veterinário vai indicar qual é o tratamento indicado para o seu bichano.

Assim como nos humanos, o sedentarismo é um fator que contribui bastante para o ganho de peso do seu bichano, por isso estimular atividades físicas é muito importante. Saber como passear com gato é uma alternativa para manter o seu amigo ativo, assim como usar brinquedos interativos para gatos que estimulam o movimento do animal. O tutor pode utilizar as varinhas com penas, jogar bolinhas de barulho e oferecer arranhadores para gatos com andares, por exemplo.

Ração para gatos obesos: quais são as melhores?

Assim como a dieta para os humanos é um processo que requer bastante paciência, para os animais também é um grande desafio que deve começar no pote de ração. Para reverter o quadro da obesidade felina e manter o seu amigo saudável, uma alimentação balanceada é essencial. Por isso, a melhor ração para gatos obesos é aquela específica para perda e controle de peso, formulada com menor teor de gordura e calorias.

A ração para gato obeso possui na sua formulação níveis elevados de proteína, essenciais para manutenção da massa muscular durante o processo de emagrecimento, baixo teor calórico e contém mais fibra, que ajuda a aumentar a saciedade do animal. Se o seu animal tiver outras condições de saúde além da obesidade, consulte o veterinário para que ele indique uma ração adequada às necessidades do seu pet.

Outro ponto importante para auxiliar na perda de peso animal é diminuir a quantidade de comida oferecida, de acordo com a indicação do rótulo da embalagem. Já que essas rações garantem uma maior saciedade e alto teor de proteína, não é necessário oferecer a mesma quantidade que o animal comia antes. 

Para completar, não confunda a ração light para gatos com a ração para gatos obesos, elas são diferentes em sua formulação. Enquanto a primeira serve para manter o peso ideal do animal, a segunda tem um menor teor de carboidrato e gordura. Além disso, evite dar petiscos exageradamente para o seu amigo de quatro patas. Como ele está em processo de emagrecimento, só ofereça esses agrados em caso de associação positiva, uma técnica de adestramento de gatos e cachorros que incentiva comportamentos desejados a partir da recompensa.