Saúde

Esporotricose em gatos: conheça mais sobre essa doença grave que pode atingir os felinos

Esporotricose felina tem tratamento e cura, por isso é importante cuidar assim que diagnosticar os primeiros sintomas. Saiba mais!
Esporotricose felina tem tratamento e cura, por isso é importante cuidar assim que diagnosticar os primeiros sintomas. Saiba mais!

A esporotricose em gatos é uma das doenças mais graves que pode atingir os felinos. Isso porque ela evolui muito rápido para a fase disseminada, causando sérios riscos à vida do gatinho. Provocada por um fungo presente em vegetações, a “micose” apresenta feridas bem características na pele do felino, sendo esse um dos principais sintomas da doença. Apesar da complexidade da infecção, o tratamento correto é capaz de curar essa doença de gato. Esporotricose também pode ser prevenida com alguns cuidados específicos no dia a dia do seu felino. Para saber mais sobre a doença, nós conversamos com o médico veterinário Frederico Lima, do Rio de Janeiro.

Patas da Casa: como ocorre a contaminação da esporotricose em gatos?

Frederico Lima: A esporotricose felina ocorre pela contaminação de fungos do gênero Sporothrix. O contato dos gatos com matéria orgânica, como árvores e flores, é uma das principais formas de contrair a doença, assim como mordidas ou arranhões de um gato com esporotricose.

PC: Quais são as fases de desenvolvimento da esporotricose felina?

FL: Não existem fases propriamente ditas, mas a doença se manifesta com pequenas lesões de pele, como feridas mesmo, chamadas de úlceras. Nas formas mais severas, o gatinho tem lesões por toda pele, além do abaulamento do nariz, que chamamos de nariz de palhaço. Nesses caso, o gato terá secreção nasal, diminuição de apetite, emagrecimento e outros sinais. Essa forma da doença, chamada de disseminada, costuma ser fatal.

PC: Qual o tratamento para a esporotricose felina?

FL: O tratamento da esporotricose em gatos é feito com a administração de remédios antifúngicos. Porém, tudo depende do estado físico do gatinho no momento - em casos avançados ele pode precisar de terapias específicas. Quem vai determinar o melhor tratamento é o médico veterinário durante a consulta e avaliação.

PC: Esporotricose em gatos tem cura? Quais são os riscos da doença?

FL: Existe, sim, cura para a esporotricose. Hoje nós [veterinários], na nossa rotina clínica, conseguimos a cura da maioria dos pacientes. É claro que o animal que chega muito debilitado nem sempre consegue vencer o tratamento, mas conseguimos reverter a maioria dos quadros da doença. A esporotricose felina pode levar a óbito, principalmente em gatos que são tratados tardiamente ou, ainda, de forma incorreta, sem acompanhamento de um médico veterinário.

PC: Se eu tenho outro gato em casa, quais os cuidados que eu preciso ter para que ele não seja infectado com a esporotricose felina?

FL: A principal forma de prevenir a esporotricose é manter o gatinho dentro de casa para não ter contato com felinos contaminados pela doença. Em caso de um tutor que tenha um contaminado e outro sadio, eles não podem ficar no mesmo ambiente. O ideal é que os gatinhos sejam separados.

PC: A esporotricose felina pode ser transmitida para humanos? Como evitar o contágio?

FL: Sim, a esporotricose felina é transmissível para humanos. A melhor forma de se evitar o contágio é usar luvas quando se deparar com um gatinho infectado ou tiver que tratar o próprio felino. É importante também ter uma boa higiene do ambiente, usando cloro para a limpeza do local. Por último, é necessário tentar administrar os medicamentos de uma forma mais segura, como junto ao alimento, para evitar a contaminação do tutor.

PC: Se eu tenho um gato que que morre de esporotricose, preciso ter algum cuidado com o ambiente antes de ter outro gato?

FL: A primeira medida a se tomar é não enterrar o animal. Esse gato precisa ser cremado: ao ser enterrado, o solo também será contaminado, uma vez que o fungo vive em matéria orgânica. Isso seria uma fonte de infecção para novos gatos, que podem ter contato com essa terra contaminada ao cavarem o local. A segunda medida é limpar bem o ambiente para eliminar os fungos. Uma maneira eficaz é com o uso de cloro diluído.

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    • Abscessos

    • Feridas leves

    • Úlceras

    • Secreções

    • Anorexia

    • Apatia

    • Dificuldade de respirar

    • Febre

    Redação: Júlia Cruz




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