Colocar roupinhas, fazer festa de aniversário para cachorro, dividir a mesa com o pet na hora das refeições: tudo isso pode ser considerado humanização dos animais. O ato é uma demonstração de afeto e preocupação com o bem-estar dos bichinhos, mas não deve ultrapassar certos limites. É fundamental encontrar um equilíbrio saudável entre cuidado e exagero para preservar os instintos dos animais humanizados. 

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Quer entender melhor? Continue lendo! O Patas da Casa conversou com a comportamentalista e adestradora Renata Bloomfield, que aponta os prós e contras da humanização dos cachorros. Confira a seguir.

Na medida certa, a humanização dos animais pode trazer resultados positivos

Humanização ou antropomorfismo é a atribuição de características humanas aos animais. “Para algumas pessoas, é tratar o animal como humano. Por exemplo: colocar roupas para cachorro, colocar o animal para comer na mesa sentado em uma cadeira. Para outras, já seria deixar o pet comer na cama, falar que é parte da família, chamar de filho e por aí vai”, explica Renata.

Colocar roupinhas no cachorro é um exemplo de humanização que não traz prejuízos

Com equilíbrio, a humanização pode contribuir para a proximidade entre os cães e seus tutores. “Tudo é saudável se não levar para o exagero. Colocar uma roupinha no cachorro com pouco pelo é uma certa humanização, mas você estaria o protegendo do frio. Chamar de filho também seria uma humanização, porém, é uma humanização que aproxima o relacionamento e mostra como aquela família considera o animal afetivamente”, aponta a comportamentalista.

Outra vantagem é que a humanização dos animais tende a facilitar a identificação de problemas de saúde. “Ao trazer o animal mais para perto, é mais fácil reparar em possíveis sinais, ver que esse cachorro tem alguma alteração fisiológica ou de comportamento e, então, procurar ajuda de maneira mais rápida. Isso é muito positivo”, destaca Renata.

O perigo de humanizar cães está no exagero. Entenda!

Tratar o cachorro como família não é um problema, desde que os instintos e a natureza do animal sejam respeitados. “A humanização não é de todo ruim, mas sempre tem que ter o equilíbrio. Alguns cães se adaptam bem, enquanto outros ficam estressados. Então, não pode ser nada extremo ao ponto de estressar o cachorro”, alerta a especialista. 

Muitas vezes, os animais humanizados são privados de comportamentos e necessidades básicas da espécie, como brincar ao ar livre, explorar novos ambientes e interagir com outros cães. Como resultado, eles podem se tornar teimosos e de difícil socialização, como explica Renata: “o impacto no instinto, na verdade, não vai ser em relação à humanização e sim, à falta de estímulo adequado durante a educação do cachorro”.

Segundo a adestradora, “o cão pode deixar alguns instintos adormecidos ou simplesmente deixar esses instintos para trás e não ter mais determinados comportamentos”. Portanto, é importante tomar cuidado com os excessos da humanização dos animais. Na dúvida, converse com o veterinário sobre a melhor rotina para o pet e sua família.