Comportamento

Gato e Cão terapeuta: conheça o Pêlo Próximo, projeto que leva alegria para hospitais do RJ

Cão Terapeuta: Pêlo Próximo tem uma equipe de voluntários que visita hospitais e instituições de saúde do Rio de Janeiro.
Cão Terapeuta: Pêlo Próximo tem uma equipe de voluntários que visita hospitais e instituições de saúde do Rio de Janeiro.
A Bastit é a gatinha do projeto! Ela leva alegria e amor aos pacientes internados.
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Cão Terapeuta: Pêlo Próximo tem uma equipe de voluntários que visita hospitais e instituições de saúde do Rio de Janeiro.
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Você já ouviu falar de terapia assistida por animais? Ter um gato ou cão terapeuta é super possível e algumas iniciativas buscam estreitar esse tipo de relação entre humanos e animais. Um exemplo disso é o Pêlo Próximo, um projeto nascido em 2010 que leva ações terapêuticas para hospitais e instituições de saúde do Rio de Janeiro. Projeto 100% voluntário, o Pêlo Próximo envolve animais - seja cachorro ou gato - e tutores em uma iniciativa de amor e solidariedade. Quer saber como o Pêlo Próximo surgiu e como se voluntariar? Conversamos com a Patrícia Calainho, que administra as redes sociais do projeto e é voluntária com a sua vira-latinha, a Penélope.


Cão Terapeuta: Pêlo Próximo promove convivência entre humanos e animais

No próximo ano, o Pêlo Próximo completa 10 anos de existência. O projeto foi idealizado por Roberta Araújo: depois de perceber como a relação entre humanos e animais pode servir como uma assistência em momentos difíceis, ela buscou conhecimento e capacitação para criar uma iniciativa que pudesse fortalecer esse elo. Hoje, o Pêlo Próximo atende crianças, jovens, pacientes em situação de internação de longa permanência, idosos e pessoas com múltiplas deficiências. Podem participar do projeto cães e gatos, mas eles também contam com calopsitas, uma coruja e um coelho.

Quais são os critérios para se voluntariar no projeto?

Não há nenhuma restrição para participar do Pêlo Próximo: todas as raças de cachorro e gato, tamanhos e pesos são aceitos. A única exigência é que o animal seja totalmente sociável (com outros animais, humanos e barulhos), dócil e sem nenhum traço de agressividade. Pode ser um cão ou gato de raça e também um vira-lata, sem nenhum problema. Para ser um cão terapeuta do Projeto Pêlo Próximo, é necessário seguir alguns requisitos:

A questão dos latidos, como explica Patrícia, é para não atrapalhar os pacientes em pós-operatório. Em hospitais, por exemplo, um latido de um cão de grande porte pode incomodar bastante as pessoas internadas. Uma vez aceito nos requisitos acima, o animal ainda precisa cumprir três etapas para se tornar oficialmente um cão terapia do Pêlo Próximo.

  • Primeira etapa: passar por uma visita ao veterinário do projeto

O profissional do Pêlo Próximo vai avaliar a saúde do animal, fazer exames de sangue e parasitológico para ver se está tudo bem e se o animal pode realizar esse trabalho. Afinal, é importante ter cuidado tanto com a saúde do cachorro quanto com a saúde de quem está internado.

  • Segunda etapa: socialização com uma adestradora

A Teca Marinho é a adestradora responsável por inserir o animal no grupo. Ela precisa ver como é a reação do novo cão com animais estranhos ao convívio e também observa como o cão se comporta na presença de comida, se é possessivo com brinquedos ou se é inseguro com barulhos. Na sessão de adestramento, ela encena várias situações que podem acontecer no atendimento para ver se o cão ficará bem e tranquilo. Essa socialização ocorre todo mês, até mesmo com cães que estão no projeto há muito tempo. É importante ter essa regularidade para observar se há alteração no comportamento do animal, se ele está estressado ou com algum problema de saúde que possa estar alterar a rotina e a reação a alguns estímulos.

  • Terceira etapa: visitas testes nas instituições

Na última etapa, o animal passa por três visitas a instituições para ver como vai ser o trabalho dele durante o atendimento. Se ele passar bem por essas três visitas, ele se torna um cão terapeuta do projeto.

Faça o quiz e descubra se você tem alergia a gato!

É só preencher e começar! sem cadastros ou formulários.

Como você fica ao chegar na casa de um amigo que tem um gato?

O que acontece quando se aproxima de gatinhos na rua ou em feiras de adoção?

As crises alérgicas costumam acontecer:

O que acontece quando você fica perto de alguém que está com a roupa cheia de pelos de gato?

Como seu corpo reage ao entrar em contato com um filhotinho de gato na rua?

Quais são os seus sintomas mais comuns durante uma crise alérgica?

O que você faz para melhorar um quadro de alergia?

É bem provável que você tenha alergia a gatos e precise consultar um especialista As crises alérgicas fazem parte da sua rotina, mas será que é por causa dos gatos? Passe livre para ter um gatinho: você não tem alergia aos bichanos!
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    Gatos também podem ser terapeutas

    Ainda que a maioria dos voluntários do Pêlo Próximo sejam cães, os gatos também podem participar do projeto, mas encontram algumas restrições em hospitais e instituições. Segundo Patrícia, os hospitais têm um Centro de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e costumam ser mais flexíveis com os cães. 

    Para participar do projeto, os gatos precisam seguir os mesmos critérios dos cães. Ou seja, devem ser dóceis, ter mais de 1 ano, serem castrados e vacinados. E o principal: que fiquem confortáveis fora de casa. “O princípio do projeto é o bem-estar do animal, ele precisa estar confortável durante o atendimento. Às vezes, o gato é muito dócil em casa e adora um colo, mas acaba ficando estressado quando entra numa caixa de transporte”, explica Patrícia. O adestramento de gatos pode te ajudar a acostumá-lo com uma vida fora de casa. 

    Cão Terapeuta: por que levar o seu animal para fazer esse tipo de trabalho?

    A Elisa Carolina Trigo e a Golden Retriever Luna são voluntárias do Pêlo Próximo. Elas atendem adultos com doenças terminais. Os pacientes podem interagir com os animais: segundo a Fundação Affinity , que há 30 anos realiza esse tipo de trabalho com animais, os benefícios são enormes, entre eles: 

    • Aumento da sensação de serotonina (hormônio que regula o humor);

    • Aumento da auto-estima para o paciente internado;

    • Redução da ansiedade e da solidão;

    • Superação de medos;

    • Alívio do estresse;

    • Redução da frequência cardíaca;

    • Redução da pressão arterial.

    Elisa conhece na prática o poder de cura da convivência com um cão. Ela conheceu o projeto pelo instagram e chegou a conclusão de que se tem uma cadela saudável e extremamente dócil, elas poderiam fazer algo de bom pelo próximo. É uma lição de vida. Na teoria, nós vamos pra ajudar o próximo, mas sou eu quem sou ajudada. É gratificante demais, cada paciente tem algo para passar e mostrar o quanto vale a pena lutar para viver”, conta a mãe da Luna.

    Os pacientes amam quando são visitados pelos animais. “A Luna coloca as duas patinhas no leito e os pacientes podem dar petiscos para ela. É nítida a felicidade deles. Já aconteceu de um paciente que quase não falava ter reações e responder a família quando ela chegou no quarto. Um detalhe que vale ressaltar é que não só os pacientes são beneficiados, mas também familiares, acompanhantes e toda equipe do hospital”, explica. 

    Cão terapeuta: tutor voluntário precisa ter comprometimento com o projeto

    Não basta inscrever cachorros fofos se eles não participam dos encontros. Patrícia alerta: “Não adianta passar na seleção e só aparecer de dois em dois meses. Para se tornar voluntário é um requisito poder fazer, no mínimo, duas visitas por mês. Assim, conseguimos montar uma agenda fixa. O projeto cria uma expectativa nos pacientes assistidos pelo projeto, então precisamos garantir que a ação não será cancelada por falta de voluntários. É preciso comprometimento”.

    Os atendimentos do cão terapeuta são feitos no Centro Pediátrico da Lagoa, Hospital Pronto Baby, Inca IV (setor de terminalidade e cuidados paliativos) e no Instituto Benjamin Constant. Todos no Rio de Janeiro. Nesses locais, os encontros costumam ser durante a semana. Os voluntários que não têm disponibilidade durante a semana, pode participar de ações nos sábados de manhã em casas de repouso e instituições infantis.

    Não tem um cachorro ou gato? Você também pode ser voluntário do Pêlo Próximo

    Nas redes sociais, o Pêlo Próximo deixa bem claro que não é necessário ter um cachorro ou gato para fazer parte do projeto. Nesse caso, a pessoa pode participar das ações dando suporte aos pacientes internados. Todas as formas de voluntariado são válidas! Para acompanhar todas as ações do projeto e se inscrever, acesse o site do Pêlo Próximo

    Redação: Júlia Cruz

     

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