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Gato e Cão terapeuta: conheça o Pêlo Próximo, projeto que leva alegria para hospitais do RJ

Publicado - 27 Novembro 2019 - 15h30

Atualizado - 11 Abril 2024 - 14h35

Você já ouviu falar de terapia assistida por animais? Ter um gato ou cão terapeuta é super possível e algumas iniciativas buscam estreitar esse tipo de relação entre humanos e animais. Um exemplo disso é o Pêlo Próximo, um projeto nascido em 2010 que leva ações terapêuticas para hospitais e instituições de saúde do Rio de Janeiro. Projeto 100% voluntário, o Pêlo Próximo envolve animais - seja cachorro ou gato - e tutores em uma iniciativa de amor e solidariedade. Quer saber como o Pêlo Próximo surgiu e como se voluntariar? Conversamos com a Patrícia Calainho, que administra as redes sociais do projeto e é voluntária com a sua vira-latinha, a Penélope.


Cão Terapeuta: Pêlo Próximo promove convivência entre humanos e animais

No próximo ano, o Pêlo Próximo completa 10 anos de existência. O projeto foi idealizado por Roberta Araújo: depois de perceber como a relação entre humanos e animais pode servir como uma assistência em momentos difíceis, ela buscou conhecimento e capacitação para criar uma iniciativa que pudesse fortalecer esse elo. Hoje, o Pêlo Próximo atende crianças, jovens, pacientes em situação de internação de longa permanência, idosos e pessoas com múltiplas deficiências. Podem participar do projeto cães e gatos, mas eles também contam com calopsitas, uma coruja e um coelho.

Quais são os critérios para se voluntariar no projeto?

Não há nenhuma restrição para participar do Pêlo Próximo: todas as raças de cachorro e gato, tamanhos e pesos são aceitos. A única exigência é que o animal seja totalmente sociável (com outros animais, humanos e barulhos), dócil e sem nenhum traço de agressividade. Pode ser um cão ou gato de raça e também um vira-lata, sem nenhum problema. Para ser um cão terapeuta do Projeto Pêlo Próximo, é necessário seguir alguns requisitos:

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A questão dos latidos, como explica Patrícia, é para não atrapalhar os pacientes em pós-operatório. Em hospitais, por exemplo, um latido de um cão de grande porte pode incomodar bastante as pessoas internadas. Uma vez aceito nos requisitos acima, o animal ainda precisa cumprir três etapas para se tornar oficialmente um cão terapia do Pêlo Próximo.

  • Primeira etapa: passar por uma visita ao veterinário do projeto

O profissional do Pêlo Próximo vai avaliar a saúde do animal, fazer exames de sangue e parasitológico para ver se está tudo bem e se o animal pode realizar esse trabalho. Afinal, é importante ter cuidado tanto com a saúde do cachorro quanto com a saúde de quem está internado.

  • Segunda etapa: socialização com uma adestradora

A Teca Marinho é a adestradora responsável por inserir o animal no grupo. Ela precisa ver como é a reação do novo cão com animais estranhos ao convívio e também observa como o cão se comporta na presença de comida, se é possessivo com brinquedos ou se é inseguro com barulhos. Na sessão de adestramento, ela encena várias situações que podem acontecer no atendimento para ver se o cão ficará bem e tranquilo. Essa socialização ocorre todo mês, até mesmo com cães que estão no projeto há muito tempo. É importante ter essa regularidade para observar se há alteração no comportamento do animal, se ele está estressado ou com algum problema de saúde que possa estar alterar a rotina e a reação a alguns estímulos.

  • Terceira etapa: visitas testes nas instituições

Na última etapa, o animal passa por três visitas a instituições para ver como vai ser o trabalho dele durante o atendimento. Se ele passar bem por essas três visitas, ele se torna um cão terapeuta do projeto.

 

O projeto também conta com calopsitas e uma coruja para levar assistênciaCão: terapia com crianças faz parte do dia a dia da Penélope como voluntáriaCão Terapeuta: a Luna visita pacientes em situação terminal no Rio de JaneiroCachorros carinhosos, como a Penélope, super podem fazer parte do projeto

 

Gatos também podem ser terapeutas

 

Ainda que a maioria dos voluntários do Pêlo Próximo sejam cães, os gatos também podem participar do projeto, mas encontram algumas restrições em hospitais e instituições. Segundo Patrícia, os hospitais têm um Centro de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e costumam ser mais flexíveis com os cães. 

Para participar do projeto, os gatos precisam seguir os mesmos critérios dos cães. Ou seja, devem ser dóceis, ter mais de 1 ano, serem castrados e vacinados. E o principal: que fiquem confortáveis fora de casa. “O princípio do projeto é o bem-estar do animal, ele precisa estar confortável durante o atendimento. Às vezes, o gato é muito dócil em casa e adora um colo, mas acaba ficando estressado quando entra numa caixa de transporte”, explica Patrícia. O adestramento de gatos pode te ajudar a acostumá-lo com uma vida fora de casa. 

Cão Terapeuta: por que levar o seu animal para fazer esse tipo de trabalho?

A Elisa Carolina Trigo e a Golden Retriever Luna são voluntárias do Pêlo Próximo. Elas atendem adultos com doenças terminais. Os pacientes podem interagir com os animais: segundo a Fundação Affinity , que há 30 anos realiza esse tipo de trabalho com animais, os benefícios são enormes, entre eles: 

  • Aumento da sensação de serotonina (hormônio que regula o humor);

  • Aumento da auto-estima para o paciente internado;

  • Redução da ansiedade e da solidão;

  • Superação de medos;

  • Alívio do estresse;

  • Redução da frequência cardíaca;

  • Redução da pressão arterial.

Elisa conhece na prática o poder de cura da convivência com um cão. Ela conheceu o projeto pelo instagram e chegou a conclusão de que se tem uma cadela saudável e extremamente dócil, elas poderiam fazer algo de bom pelo próximo. É uma lição de vida. Na teoria, nós vamos pra ajudar o próximo, mas sou eu quem sou ajudada. É gratificante demais, cada paciente tem algo para passar e mostrar o quanto vale a pena lutar para viver”, conta a mãe da Luna.

Os pacientes amam quando são visitados pelos animais. “A Luna coloca as duas patinhas no leito e os pacientes podem dar petiscos para ela. É nítida a felicidade deles. Já aconteceu de um paciente que quase não falava ter reações e responder a família quando ela chegou no quarto. Um detalhe que vale ressaltar é que não só os pacientes são beneficiados, mas também familiares, acompanhantes e toda equipe do hospital”, explica. 

 

Cão terapeuta: tutor voluntário precisa ter comprometimento com o projeto

 

Não basta inscrever cachorros fofos se eles não participam dos encontros. Patrícia alerta: “Não adianta passar na seleção e só aparecer de dois em dois meses. Para se tornar voluntário é um requisito poder fazer, no mínimo, duas visitas por mês. Assim, conseguimos montar uma agenda fixa. O projeto cria uma expectativa nos pacientes assistidos pelo projeto, então precisamos garantir que a ação não será cancelada por falta de voluntários. É preciso comprometimento”.

Os atendimentos do cão terapeuta são feitos no Centro Pediátrico da Lagoa, Hospital Pronto Baby, Inca IV (setor de terminalidade e cuidados paliativos) e no Instituto Benjamin Constant. Todos no Rio de Janeiro. Nesses locais, os encontros costumam ser durante a semana. Os voluntários que não têm disponibilidade durante a semana, pode participar de ações nos sábados de manhã em casas de repouso e instituições infantis.

Não tem um cachorro ou gato? Você também pode ser voluntário do Pêlo Próximo

Nas redes sociais, o Pêlo Próximo deixa bem claro que não é necessário ter um cachorro ou gato para fazer parte do projeto. Nesse caso, a pessoa pode participar das ações dando suporte aos pacientes internados. Todas as formas de voluntariado são válidas! Para acompanhar todas as ações do projeto e se inscrever, acesse o site do Pêlo Próximo

Redação: Júlia Cruz

 

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