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Doença do gato nadador: saiba mais sobre a síndrome que afeta as patas do bichano

Publicado - 06 Abril 2023 - 17h00

Atualizado - 07 Maio 2024 - 16h29

A doença do gato nadador é uma alteração relacionada ao sistema esquelético felino e que causa problemas sérios de locomoção. O bichano que sofre com a síndrome apresenta dificuldades para se sustentar desde filhotinho. A doença, que também é chamada de hipoplasia miofibrilar, é considerada rara entre os felinos. Quando ela acontece, porém, traz consequências sérias que limitam a movimentação do pet e, por isso, o tratamento precoce do gato com deficiência nas patas é fundamental. Quer entender melhor o que é a doença do gato nadador (que, aliás, não tem nada a ver com as habilidades de natação do pet)? O Patas da Casa te explica a seguir!

O que é a doença do gato nadador?

A doença do gato nadador, ou hipoplasia miofibrilar, é caracterizada por um mau desenvolvimento da musculatura das patas do gato. Para que as pernas se movimentem, é necessário haver impulsos motores. O gato nadador, porém, nasce com uma alteração nas sinapses neuromusculares. Isso acontece porque os neurônios motores periféricos possuem a bainha de mielina (estrutura que facilita a condução dos estímulos nervosos) formada de maneira inadequada.

Além disso, o pet com essa doença apresenta uma deformação na própria anatomia do gato. Os músculos da perna do bichano não se desenvolvem corretamente. Por conta disso, a articulação coxofemoral sofre com uma hiperextensão, ou seja, se esticam mais do que o normal e permanecem assim por muito tempo. A hiperextensão pode acontecer também nas articulações tíbio-femoropatelar e tíbio-társica. A doença do gato nadador leva esse nome porque quando o animal tenta se locomover, faz movimentos de remada que lembram os de uma pessoa nadando.

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O que causa a síndrome do gato nadador?

A causa da hipoplasia miofibrilar ainda é desconhecida, mas acredita-se que seja de origem genética. A doença, portanto, pode passar de pai para filho. Além disso, também especula-se que fatores externos podem servir de agravante para o desenvolvimento da síndrome do gato nadador. O principal fator é a alimentação da gata durante a gestação. A gata prenha que se alimenta com uma dieta excessivamente proteica tem mais chances de ter filhotes com a doença.

Os sintomas da hipoplasia miofibrilar incluem dificuldade para andar e se manter de pé

A síndrome do gato nadador apresenta sintomas fáceis de serem percebidos pelo tutor. Os sinais podem começar a ser observados entre a segunda e a terceira semana de vida, quando o filhote começa a ficar mais agitado. O bichano vai tentar andar e ficar em pé, mas não vai conseguir por causa da condição. Por conta disso, vemos o gato nadador com as patas esticadas, o tronco sempre encostado no chão e com muita dificuldade de se levantar. Os problemas motores atrapalham ainda a amamentação do filhote, uma vez que ele não consegue ir até a mãe para amamentar. Os sintomas mais comuns da síndrome do gato nadador são:

  • Dificuldade para andar e ficar em pé
  • Gato deitado no chão com as patas esticadas e barriga encostada no chão
  • Descoordenação motora
  • Perda de peso
  • Dispneia
  • Feridas na barriga, que surgem porque o gato fica muito tempo com o tronco no chão
  • Constipação
  • Fraqueza excessiva

    gato persa deitado de barriga para baixo no chão
    O gato nadador fica boa parte do tempo deitado e se locomove como se estivesse nadando

A fisioterapia é o principal tratamento da doença do gato nadador

Após a realização de raio-x (e outros exames de imagem, se necessário), o médico veterinário consegue obter o diagnóstico de síndrome do gato nadador. Assim, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível. O veterinário pode indicar o uso de bandagens nas patas do gato. A função delas é manter as pernas estáveis na posição correta e evitar a hiperextensão dos membros. As bandagens podem ser amarradas em forma de oito ou de algemas.

No geral, o principal tratamento para qualquer gato que sofre com a hipoplasia miofibrilar é a fisioterapia animal. O bichano realiza sessões diárias ou semanais por um período de tempo estipulado pelo médico veterinário. O especialista em fisioterapia vai realizar técnicas com o bichano para dar mais resistência ao animal e fortalecer o seu tônus muscular. Além disso, o gatinho vai ganhando mais confiança com a fisioterapia, o que é fundamental para que, aos poucos, ele aprenda a ficar em pé e a caminhar melhor.

Quem tem um gato nadador precisa ter alguns cuidados extras quanto à alimentação. Como o pet não se alimenta adequadamente por causa da dificuldade de ir até a mãe ou ao pote de ração, pode precisar usar suplementos. Porém, a falta de nutrientes não é o único problema. O tutor precisa ficar atento ao sobrepeso, pois o gato obeso pode ter ainda mais dificuldade para se manter em pé. Por fim, fique atento ao piso do chão da casa, que não pode ser escorregadio. O ideal é apostar em pisos antiderrapantes.

A hipoplasia miofibrilar em gatos pode ser prevenida com cuidados na gestação

Para evitar a síndrome do gato nadador, o tutor deve ter cuidado com a alimentação da gata prenha. O ideal é contar com a ajuda de um médico veterinário especializado em nutrição para montar uma dieta sem excessos de proteínas e com todos os nutrientes essenciais para o desenvolvimento saudável dos filhotes. Além disso, o ideal é não cruzar bichanos que tenham a síndrome do gato nadador para evitar o nascimento de filhotes com essa mesma condição.

Redação: Maria Luísa Pimenta

Edição: Juliana Melo

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