A diabetes em gatos é uma doença endócrina grave que, apesar de ser mais conhecida entre os humanos, também afeta os bichanos. Um gato diabético apresenta um aumento excessivo dos níveis de glicose no sangue, levando a sintomas que atrapalham a qualidade de vida do animal. Um tratamento adequado é essencial para que o gato com diabetes consiga sobreviver mesmo com a condição. O Patas da Casa conversou com a médica veterinária Nayara Cristina, que é especializada em endocrinologia e metabologia em pequenos animais. Ela explicou direitinho o que é diabetes mellitus, o que causa essa doença, quais seus sintomas e de que maneira é possível controlá-la. Confira a seguir!

O que é diabetes mellitus?

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A diabetes mellitus é uma doença muito conhecida nos humanos e também pode fazer parte do mundo animal. Mas afinal: o que é diabetes mellitus? Trata-se de uma doença crônica endócrina associada a problemas na produção ou na ação da insulina. A insulina é o hormônio responsável pelo controle da quantidade de açúcar no sangue. Se há a perda ou algum problema na produção de insulina, o açúcar não chega às células e fica concentrado no sangue, causando hiperglicemia.

Existem diversos fatores de risco para o desenvolvimento da diabetes em gatos

Sabendo o que é diabetes mellitus, surge outra pergunta: o que causa a diabetes em gatos? Nayara Cristina explica que a perda ou disfunção das células beta pancreáticas (que sintetizam e secretam a insulina) é resultado de uma resistência do corpo a esse hormônio. Ela explica ainda que existem alguns fatores de risco que aumentam a probabilidade de um bichano desenvolver a diabetes mellitus. “Os fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus em gatos incluem resistência à insulina causada pela obesidade felina, certas doenças (por exemplo, acromegalia e doença renal em gatos), hiperadrenocorticismo, doença periodontal, piometra, pancreatite ou medicamentos (como corticoides e progestágenos)”, esclarece. Vale ressaltar ainda que acredita-se que certas raças têm maior propensão a desenvolver a diabetes mellitus. Dentre elas, podemos destacar: Birmanês, Siamês, Gato Abissínio e Gato Azul Russo.

Um gato com diabetes apresenta aumento do volume de xixi, fome e sede

Os bichanos têm uma grande capacidade de esconder quando estão com algum problema de saúde. Por isso, o tutor precisa estar sempre bem atento aos sinais que a diabetes mellitus causa no animal. O gato diabético não necessariamente vai apresentar todos os sintomas de uma vez, pois eles podem surgir aos poucos dependendo da fase da doença em que se encontram. A especialista Nayara destaca alguns dos sinais que o gato com diabetes normalmente apresenta: “Poliúria (maior produção de urina), polidipsia (sede excessiva), polifagia (fome excessiva), perda de peso”. Além disso, o gato com diabetes costuma ficar mais cansado, ter os pelos mais opacos e sofrer com infecções recorrentes no trato urinário.


Quando o gato tem diabetes, ele apresenta cansaço, fome, sede, perda de peso e aumento da micção
Quando o gato tem diabetes, ele apresenta cansaço, fome, sede, perda de peso e aumento da micção

Diabetes felina: diagnóstico é feito com exames e avaliação clínica

É muito importante levar o animal imediatamente ao veterinário ao perceber os sintomas de diabetes felina. O diagnóstico rápido pode salvar a vida do animal, pois quanto mais cedo se iniciar o tratamento melhores são as chances do pet ter uma boa qualidade de vida. Mas afinal, como descobrir se o gatinho tem mesmo diabetes felina? Diagnóstico da doença normalmente é feito com exames de urina no gato e sangue, para avaliar a quantidade de glicose no corpo. “O diagnóstico é quando o gato apresenta hiperglicemia persistente, glicosúria e presença das manifestações clínicas”, explica Nayara. 

Meu gato tem diabetes: como tratar?

Existem diferentes tipos de tratamento para a diabetes mellitus, variando de acordo com cada tipo. Um dos tratamentos mais conhecidos é a aplicação de insulina, hormônio que fica em falta no gato diabético. “O tratamento da diabetes em gatos é com aplicação de insulina com glargina (Lantus) ou insulina de zinco protamina (PZI ProZinc) em uma dose inicial de 1-2 unidades (U) por gato a cada 12 horas”, esclarece a veterinária. Nem sempre a aplicação de insulina é necessária, mas algumas mudanças na rotina são fundamentais. O gato diabético precisa, por exemplo, de alterações na dieta. 

Nayara cita que é importante utilizar os alimentos adequados para cada paciente, além de estimular a perda de peso caso o animal esteja com sobrepeso. Quando o gato tem diabetes, é importante monitorar bem quais nutrientes estão sendo ingeridos, a quantidade de alimentos e a frequência de refeições. A boa notícia é que em alguns casos a diabetes mellitus pode entrar em remissão, mas é preciso ter cuidados pelo resto da vida para evitar o retorno da doença. “Para evitar isso, é importante retirar ou reduzir os fatores predisponentes do gato”, esclarece Nayara.

Diabetes em gatos pode ser prevenida com hábitos saudáveis 

A obesidade felina não é o único fator de risco para o desenvolvimento da diabetes em gatos, mas é um dos mais importantes e frequentes. Por isso, uma das melhores maneiras de se prevenir a doença é investindo em uma boa alimentação e em uma vida ativa. “Os gatos obesos têm quatro vezes mais chance de desenvolver a diabetes. Sabendo disso, manter o gato no seu escore de condição corporal ideal é uma das formas de prevenção da doença”, explica Nayara. Invista na gatificação da casa, pois dessa forma o animal se exercita mais e gasta sua energia de forma saudável. Brinquedos interativos para gatos também são de ótima ajuda. Por fim, leve sempre o pet ao veterinário para realização de exames. O acompanhamento frequente é fundamental para a prevenção da diabetes mellitus e diversas outras doenças.

Redação: Maria Luísa Pimenta

Edição: Luana Lopes