Gato

Como deixar seu gato feliz e confortável com as visitas nas comemorações de fim de ano?

Publicado - 23 Dezembro 2021 - 14h59

Atualizado - 11 Abril 2024 - 14h35

Juliana Damasceno / Bióloga Especialista em Comportamento e Bem-estar Felino

CRMV

Bióloga com mestrado e doutorado em Psicobiologia pela USP e UCC (Irlanda), atua na área de comportamento e bem-estar felino com experiência em silvestres e domésticos há 12 anos, realizando pesquisas científicas, palestras e cursos sobre o tema. É fundadora da WellFelis, empresa pioneira em atendimentos comportamentais e cat sitter exclusivos para felinos no Brasil. Atualmente é professora do curso de Pós-Graduação em Comportamento e Bem-Estar Animal do Centro Universitário de Rio Preto (Unirp) e consultora comportamental pela WellFelis, com atendimentos presenciais para São Paulo e Online para o Brasil e exterior.

Juliana Melo / Repórter

Jornalista formada pela Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso). Sempre amei o universo pet e meu sonho sempre foi ter um cachorro ou gato, mas essa ainda é uma realidade um pouco distante pra mim. Me sinto um pouco Felícia perto dos bichinhos, e acho fantástico poder entender um pouco melhor o comportamento deles e ajudar tantos tutores por aí!

A oportunidade de entrar na equipe do Patas da Casa foi incrível, porque apesar de não ter um pet, sempre tive muita vontade de conhecer e compreender melhor esse universo. Hoje me sinto praticamente uma ‘expert’ em comportamento de cães e gatos e uma das maiores incentivadoras da adoção animal.

• Filme com animal preferido: “Sempre ao Seu Lado”
• Uma raça de cachorro: Dachshund
• Uma raça de gato: Maine Coon
• A curiosidade favorita sobre cachorros: A maneira como um cão se comporta depende principalmente da criação que ele recebe
• A curiosidade favorita sobre gatos: Os gatos enxergam os humanos como seus semelhantes (basicamente como se fôssemos gatos gigantes)
• Sobre o que mais gosta de escrever no universo pet: Comportamento animal
• Um aprendizado: Adotar um cachorro ou gato é uma das decisões mais bonitas que alguém pode tomar, mas que precisa ser feita com muita responsabilidade
• Nome de pet favorito: Bilbo

As festas de fim de ano se aproximam, e quem tem pets em casa precisa se preocupar também com o bem-estar dos animais nessa época do ano (especialmente se vai rolar alguma comemoração no seu lar). Mas como saber se o gato está feliz, triste ou estressado com tantas celebrações? Bom, é muito simples: o comportamento felino às vezes é difícil de ser interpretado, mas quem conhece bem a personalidade do seu amigo já tem uma noção de como o bichano vai se sentir com a festividade.

Se você pretende fazer alguma reunião na sua casa, e quer saber como acalmar um gato estressado e deixá-lo mais confortável e feliz com a situação, é só continuar lendo! Conversamos com a bióloga Juliana Damasceno, que é especialista em comportamento felino, e ela deu algumas dicas importantes para aumentar o conforto do seu pet.

Gato estressado: por que as festas de fim de ano podem incomodar o animal?

Existem muitas situações que podem deixar um gato estressado. Para começar, é necessário pensar que passamos por um longo período de isolamento social e muitos felinos simplesmente não estão mais acostumados com a presença de visitas. “Um gato já tem tendência de encarar pessoas diferentes em casa como um tipo de ameaça. Agora, então, isso é ainda mais evidente, já que esses animais não tiveram contato com muitas pessoas durante o isolamento. Por isso, é importante considerar o que é estressante ou não para eles”, ressalta.

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Alguns “gatilhos” são comuns e acabam deixando o gato estressado

Segundo a bióloga, um dos maiores gatilhos é a invasão do espaço dos felinos. “Muitos gateiros têm o costume de pegar o animal e levar para a visita ver, mas isso é uma prática que faz com que o gato se sinta ameaçado e é algo que deve ser evitado. A maioria dos gatos não gosta de colo, não gosta de aproximações muito invasivas (ainda mais se eles não conhecerem o odor, a pessoa, a movimentação geral).”

Outra questão importante é a relação com crianças. Embora alguns gatos sejam amigáveis com os pequeninos, também existem pets que se sentem ameaçados e com medo dos menores. “Crianças têm costume de falar alto e correr na direção. Isso tudo deixa o gato amedrontado. Os gatos encaram humanos que eles não conhecem como perigo. E aí o gato estressado pode agir de uma maneira mais introspectiva e apática”.

Nessas circunstâncias, o animal pode até mesmo deixar de usar a caixinha de areia, se alimentar e se hidratar. “Além de estar com o sistema de alerta ligado, às vezes o gato precisa atravessar a casa para fazer suas necessidades e comer, mas com a presença de visitas ele deixa de fazer isso. Então para quem vai receber convidados, é preciso multiplicar os recursos dos gatos e aumentar essa exposição para que eles tenham acesso aos locais de uma maneira mais facilitada”.

Como acalmar um gato estressado?

Para garantir o bem-estar dos nossos bichanos, é fundamental pensar em “rotas de fuga” para que eles possam se esconder e se sentirem mais confortáveis diante de qualquer incômodo. Um gato escondido não deve ser encarado como um problema, e sim como uma maneira que o próprio animal tem de se preservar.

Uma dica de Juliana é promover refúgios para os gatos se abrigarem, inclusive. “O ideal é ter tocas e espaços onde eles se sintam seguros pra se esconderem dessas ameaças e, principalmente, fazer com que eles se sintam confortáveis nesses locais. Uma cobertinha, um cheirinho agradável, uma temperatura adequada, um ambiente que tem uma proteção sonora para eles são pontos importantes. Também é recomendado que o tutor faça com que eles tenham rotas de fuga. Se eles forem surpreendidos pela visita ou por outra situação, que eles consigam sair dali”.

Os estímulos sonoros são super recomendados e são uma forma de como acalmar um gato estressado. “Existem músicas para gatos que a gente encontra em aplicativos e playlists. Isso cria um conforto auditivo. Já para a queima de fogos, o ideal é a gente manter o ambiente o mais abafado possível e tentar realizar um pré-treinamento de dessensibilização a esse ruído. O tutor pode colocar no YouTube para tocar música de fogos bem baixinha e enquanto isso faz carinho, brinca, oferece um alimento favorito, faz com que esse gato tenha uma associação positiva com esse ruído. Todo dia vale fazer uma sessão breve com estímulos positivos e quanto mais confortável ele for ficando com aquele som baixo, você vai aumentando gradativamente até chegar no dia dos fogos”.

No grande dia, não deixe também de investir na associação positiva com brinquedos, carinho e alguns petiscos - isso pode até mesmo deixar o gato feliz! E, claro, sempre respeitando o gato naquele lugar de segurança que ele encontrou, como Juliana destaca. “Esse refúgio deve ser sempre um lugar onde o gato não é invadido, onde não é forçado a interação, onde ele não é retirado, para ele entender que ali é um lugar que ele está protegido”.

 

gato estressado recebendo carinho do dono
No caso de um gato estressado com as visitas, o tutor deve oferecer um refúgio seguro para o pet

Saiba como evitar fugas de um gato estressado ou assustado

 

A grande preocupação de muitos tutores é ter que encarar um problema como “meu gato sumiu durante as festas de fim de ano”. Então como evitar que isso aconteça? Para começar, toda a casa deve estar com telas de proteção nas janelas e o tutor deve manter as portas de acesso à rua sempre fechadas. “Deve-se preservar a segurança em primeiro lugar, então mesmo tendo o ambiente telado, o ideal é a gente ter tudo fechadinho e, em locais mais quentes, tentar fazer um controle de temperatura de outra forma com o ar-condicionado, ventilador ou bacias com água gelada ou gelo para aumentar a ventilação”.

Como deixar seu gato feliz e confortável perto das visitas?

Se a ideia é tentar fazer com que o gato se sinta feliz com a presença de outras pessoas em casa, a aproximação entre os convidados e o animal deve acontecer aos poucos e sempre de forma mediada pelo tutor. “Ao invés da visita ir lá dar um petisquinho pro gato, é o próprio tutor que começa fazendo essa ponte. E é sempre muito importante o dono ter em mente de que ele é a fonte de segurança do pet. Então não se deve demonstrar nenhum desconforto e não repreender o gato se ele exibir algum comportamento não sociável frente a visita”.

Ainda seguindo as orientações da bióloga Juliana, é importante educar a visita no sentido de entender que o gato precisa de um tempinho para ganhar confiança porque ele está exibindo medo. “O ideal é redirecionar a atenção do gato pra algo positivo, mas por meio do tutor”.

Se for passar as festas de fim de ano fora, o gato precisa de alguns cuidados

Se a ideia é viajar ou passar a noite fora, vale preparar o ambiente para que o gatinho não se sinta incomodado com o barulho dos vizinhos ou dos fogos de artifício na virada de ano. “A gente faz todo esse mesmo preparo, abafa som, cria refúgio, distribui e multiplica recursos pra eles terem facilidade de acesso. O ideal é que a pessoa que está programando ficar um tempo de fora tenha alguém para cuidar dos pets neste período de ausência”.

É bom ter em mente, inclusive, que os cuidados vão além de trocar e limpar a caixinha de areia, bem como trocar a ração e água. “Os gatos precisam de contato humano positivo. E pra que esse contato humano seja positivo, é necessário uma adaptação prévia com essa pessoa que ele não conhece, essa pessoa que vai vim cuidar dele”. Uma opção nesses casos é contratar uma cat sitter, que já tem experiência com esse tipo de coisa. No entanto, se você tem algum parente ou amigo que tenha afinidade com felinos e que se dispõe a cuidar dele, também é algo que deve ser considerado.

Redação: Juliana Melo

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