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Cardiomiopatia hipertrófica felina: saiba mais sobre a doença cardíaca que atinge os gatos

Publicado - 20 Outubro 2020 - 18h19

Atualizado - 11 Abril 2024 - 14h35

Alguma vez você já se preocupou com a saúde do coração do seu gato? A cardiomiopatia hipertrófica felina uma doença cardíaca bem comum quando falamos desses animais. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária (SBCV), também é a principal cardiopatia causadora de morte entre os felinos. Basicamente, é caracterizada por uma hipertrofia no ventrículo esquerdo e acredita-se que tem bastante influência genética. Raças de gatos como o Maine Coon e Ragdoll têm mais tendência a desenvolverem o problema.

Para entender melhor o desenvolvimento e efeitos da cardiomiopatia hipertrófica em gatos, o Patas da Casa entrevistou a veterinária Jéssica de Andrade. Confira abaixo o que ela explicou sobre o assunto!

O que é cardiomiopatia hipertrófica felina e como a doença se desenvolve?

Jéssica de Andrade: A cardiomiopatia hipertrófica felina é uma doença cardíaca que acomete os gatos, tendo a genética como principal causa - ou seja, é transmitida de pai ou mãe para filhote. Com o passar dos anos, o gatinho começa a apresentar uma hipertrofia do músculo cardíaco, ficando com um "coração musculoso".

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A musculatura cardíaca funciona em equilíbrio perfeito e, com a hipertrofia da musculatura, o coração começa a bombear o sangue com muito mais força. Além disso, reduz o espaço do dos ventrículos, onde o sangue é temporariamente armazenado para ser bombeado para o corpo. O resultado disso é um inadequado fluxo de sangue no organismo do animal.

Como a genética influencia no desenvolvimento da doença?

Como já falado, a causa da cardiomiopatia hipertrófica em gatos é genética. Por isso, um animal que tem a doença não deve ser utilizado para reprodução. O problema é que muitas vezes o quadro é silencioso. Por isso, pode acontecer do animal positivo para a doença reproduzir, já que os responsáveis não sabem que ele tem esse problema.

Quais os sinais mais comuns da cardiomiopatia hipertrófica felina?

A doença normalmente é silenciosa, ou seja, só apresenta sinais em casos mais avançados. Mas o tutor precisa estar atento, pois ao contrário do que associamos com cães e humanos, essa doença cardíaca acomete os gatos jovens, já que eles já nascem com a doença. A patologia se desenvolve durante a vida. O que acontece normalmente é a doença se desenvolver até um ponto crítico grave, em que o animal apresenta trombos pelo corpo. Isso pode causar  paralisia de membros ou até mesmo levar a uma morte súbita (especialmente em situações de estresse).

cardiomiopatia hipertrófica felina: gato Maine Coon deitado
Cardiomiopatia hipertrófica felina: Maine Coon tem predisposição genética para desenvolver a doença.

Como é possível diagnosticar a cardiomiopatia hipertrófica em gatos?

 

O diagnóstico preventivo pode ser feito com testes genéticos, aferição da pressão arterial e ecocardiograma. É importante ressaltar que esse check up é válido ainda que o animal não tenha sintomas, já que costuma ser uma doença bem silenciosa. Gatos da raça Persa, Ragdoll e Maine Coon precisam de mais atenção, mas a cardiomiopatia hipertrófica felina pode acometer qualquer raça, inclusive os vira-latas.

É possível prevenir a cardiomiopatia hipertrófica felina?

A única forma de prevenção é não passar os genes da doença para frente, portanto, é indicado retirar animais positivos da reprodução ou até mesmo realizar a castração do gato (inclusive devido aos outros benefícios do procedimento). Ao comprar um animal, procure informações sobre os pais, saber se já foram avaliados e são negativos. Caso não tenha acesso aos pais, especialmente para quem adota, é indicado fazer um check-up cardíaco no seu gatinho para ter certeza de que está tudo bem.

A cardiomiopatia hipertrófica felina não tem cura, mas pode ser tratada. O gato nasce com a doença, que vai se desenvolver com o passar dos anos. No entanto, é possível realizar o tratamento para que ela continue silenciosa, sem manifestar os sinais, especialmente os trombos que costumam ser os sintomas mais graves.

Redação: Luana Lopes

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